sexta-feira, 22 de maio de 2015
Uma viagem entre Lisboa e Evora antes de haver o caminho de ferro
Sciencias & lettras
Eis como a
descreve a penna elegante do distincto escriptor o sr. Ramalho Ortigão, n’uma das suas
correspondências para a Gazeta de
Noticias do Rio de Janeiro.
«Antes da
abertura do caminho de ferro do sul, a viagem a Lisboa fazia-se em tres dias.
No primeiro ia se a Montemor, no segundo a Pegões, e no terceiro, como Vendas
Novas ficava perto de mais, pernoitava-se em Aldeia Gallega, esperando a falúa
da carreira ou o vaporsinho da manhã seguinte.
Os quatro
irmãos Cabreiras, – o Luiz, o Gabriel, o Antonio e o Romão – que tinham vindo
de Hespanha em pequenos com a mãe viúva, faziam as recovagens e transporte de
viajantes em carros alemtejanos entre Evora e Aldeia Gallega.
Na solida
carreta, toldada de lona encerada e pintada de verde, acamavam-se primeiramente
os sacos da mercadorias e os odres. Em cima da carga colocavam-se os colchões,
e sobre os colchões acomodavam-se os passageiros, com os alforges, o farnel e a
borracha com o vinho da jornada.
O Graviel, de barba feita para o caminho e
camisa lavada, prendendo o colarinho desgravatado com dous grossos botões
reboludos, o calção de briche novo, com fivelas e abotoadura de prata, a cinta
de lã escarlate, o chapéo com o diâmetro
de uma mó, armado de dous pampous, a
grande carteira de carneira verde – com a nota das encommendas dentro – na
algibeira interior do jaleco, sentava-se com garbo sobre a lança, entre as
mulas de troncos, dizia um monosyllabo ao gado, e tudo trotava alegremente por
ahi fora ao estrepito argentino dos guizos, entre os rolos da poeira
ennovelados no ar, ou sob a chuva, riscando o espaço n’uma pauta alvadia e
transversal entre as longas orelhas abanadas da parelha de guias.
Ora, há muita
gente em Evora que ainda hoje tem saudades das recovagens dos Cabreiras.
Ataca-lhes os nervos o bem conhecido silvo
da locomotiva, que tanto incremento
tem dado no paiz, não só ao commercio, mas á eloquencia parlamentar, e que
ainda ha pouco eu ouvi citar, na camara dos deputados, como sendo uma das mais
gloriosas conquistas do partido regenerador, querendo-se dar a entender ao
reconhecimento publico, que quando os comboyos andam, é o sr. Fontes Pereira de
Mello quem assobia.
Os simples
viajantes acham menos divertido os vagons de primeira classe, do que os carros
do Cabreira, e preferem abertamente ao entroncamento da Casa-Branca o antigo
encontrão do odre nos solavancos da estrada velha.
Chega a haver
antigos negociantes que, por baixo dos seus capotes ao fundo das lojas da rua
Ancha, para o próprio transporte das mercadorias, suspiram ainda pela tracção
do gado muar, como por uma terra de saudosa recordação da mocidade, jurando que
o extincto macho carroceiro, quando nas unhas de quem lhe soubesse falar á mão,
era muito mais ligeiro do que o vapor, em que tanto gosta de apitar a
rethorica, consideravelmente menos fervida no transporte comercial dos odres do
que na taverneação politica dos votos.
O caminho de
ferro – dizem ainda – ligando-as estreitamente com Lisboa, absorvem para a
capital a antiga importancia d’Evora como centro de provincia, e dissolveu uma
grande parte da intensidade da sua vida autonoma.
O novo theatro
sumptuoso e vastíssimo, se chegar a concluir-se, não terá quem o frequente,
porque todos os rapazes e todas as senhoras novas das ricas familias eborenses
preferirão ir a Lisboa ouvir a opera de S. Carlos, a comedia de D. Maria, ou a
opereta da Trindade, a gastar o seu dinheiro com os amadores da terra.
E o que
succederá com o theatro sucede com muitas outras fontes de trabalho, de
commercio e de industria local, que o caminho de ferro vai sucessivamente
empobrecendo e extinguindo.
Que demonio há
de fazer a modista, o alfaiate elegante, o mercador de chapéos de seda e de
pannos finos, o marceneiro, o joalheiro, o luveiro, o camiseiro, o relojoeiro,
etc., numa terra distante apenas seis horas de Lisboa, e lendo em cada manhã o Diario de Noticias do mesmo dia com o
programma dos espectaculos da noite, com o menu
dos restaurantes, com as reclames dos alfaiates e das costureiras da baixa e
com os annuncios do Gardé, da Emilia de Abreu, da Loja do Povo, da Aguia de
Ouro e do Cento e três?!...
Além disso, o
caminho de ferro encareceu em Evora o custo de todos os viveres, sugando-lhe
como por uma enorme bomba aspirante para o estomago de Lisboa todos os generos
alimenticios que n’ella abundavam: os frangos, os perús, os cabritos, os ovos,
as perdizes, os repolhos e as laranjas.
De resto, com
o no fundo das lamentações dos velhos retrogrados de Evora existe a melancólica
afirmação de um facto perfeitamente positivo, eu receio bem, ao deixal-a com
toda a minha sympathia de escriptor e de portuguez, que d’aqui a duas ou três
gerações esta velha cidade, tão litteraria e tão artistica, cujo esplendor
portanto tempo competiu com o de Lisboa, não venha a ser mais do que uma ruina
monumental e um duplo deposito das mais gloriosas tradições para a nossa
historia, e dos melhores géneros alimentícios para a nossa praça da Figueira.»
Ramalho Ortigão
in “Progresso do Alentejo”, III anno, n.º 269,
Évora, Quarta-feira, 28 de Abril de 1886.
Ramalho Ortigão
in “Progresso do Alentejo”, III anno, n.º 269,
Évora, Quarta-feira, 28 de Abril de 1886.
quarta-feira, 22 de abril de 2015
terça-feira, 21 de abril de 2015
O conto do Castelão e do Carvoeiro
ou o homem transformado em mulher
Era uma vez, há
muitos, muitos anos e numa terra muito, muito distante, havia o costume de um Senhor Castelão, abrir o
seu castelo, um dia por ano, a todos os camponeses, habitantes no seu domínio,
que o quisessem visitar. Durante esse dia comeriam e beberiam os mais
deliciosos manjares e bebidas, ouviriam as mais delicadas e harmoniosas
músicas, usufruiriam das riquezas do castelo a seu bel-prazer.
Contudo, o rei
punha uma condição: durante a estadia no castelo cada um dos seus súbditos
deveria estar preparado para partilhar e contar uma história.
Ora um
carvoeiro que há anos gostaria de fruir esse dia de festa e de fartura no castelo,
nunca o tinha feito porque não tinha história alguma para contar. Nesse ano
porém, encheu-se de coragem e foi, pensando que o Senhor, com tanta gente no
castelo nesse dia, com certeza não lhe iria perguntar sobre a sua história.
Se bem o
pensou, melhor o fez, misturou-se com os seus vizinhos e entrou no castelo.
Ficou deslumbrado com tanta luz, tanta beleza e tão grande fartura de comidas e
bebidas. Muitas músicas, danças e alegrias se sentiam naquele dia no castelo.
Às tantas
chegou o Senhor do Castelo com a sua comitiva para solicitar a um ou a outro
convidado que lhe contasse uma história. Ao chegar ao salão onde estava o
carvoeiro, dirigiu-se-lhe directamente e pediu-lhe que contasse uma história.
O pobre do
carvoeiro, aflito e muito envergonhado, baixou os olhos e disse baixinho que
não sabia qualquer história, mas que abandonaria já o castelo.
Mas o Castelão,
postando uma cara de zangado, disse que não o autorizaria a sair antes dele
pagar a afronta feita. Assim, teria que ir para o lago que ficava junto ao
castelo, onde estava um barco sua propriedade e haveria de remendar um buraco
no fundo do mesmo até ao final do dia.
E o carvoeiro
lá foi, acabrunhado e envergonhado por ter sido descoberto e por perder tão
bonita festa.
Chegou à
margem do enorme lago, lá descobriu o barco e viu que realmente deixava mesmo entrar um pouco de água. E pôs-se a trabalhar.
Tão entusiasmado estava que não reparou o aparecimento repentino de uma
tempestade que fez agitar as águas, desencalhar o barco e o transportou no seu
anterior para o centro do lago onde ficou à mercê da tormenta e em risco de
perder a própria vida nas suas águas agitadas e profundas.
Durante um
tempo que lhe pareceu uma eternidade andou ao sabor das vagas e dos ventos até
o céu aclarar e o barco ir encalhar numa praia lindíssima, de areias finíssimas
e douradas e com uma luminosidade feérica. A paisagem à sua volta era magnífica
e indiscritível, tal a sua beleza… Extenuado saiu do barco e caiu no chão. Ao
levantar a cabeça reparou que qualquer coisa tinha mudado: olhou para as mãos e
não viu as habituais mãos calejadas e escuras de um carvoeiro, sentiu-se mais
leve e despreocupado! Ao debruçar-se junto de um pequeno espelho de água
tranquila, olhou a sua figura reflectida e viu que se tinha transformado numa formosíssima
donzela!
Ainda
atordoado com a inesperada e tão radical mudança pôs-se a andar pela praia.
Entretanto chega um garboso cavaleiro junto dela que lhe diz ser dono daquelas
terras e a convida para o seu palácio que está muito próximo.
Tão linda é a
donzela que o cavaleiro se apaixonou por ela e a pediu em casamento, tendo ela
aceitado.
Viveram
felizes naquela terra de sonho durante anos, sem nada lhes faltar. A donzela
entretanto foi mãe de duas lindas crianças que criou com todo o amor e afeição.
Ora, um dia, num
fim de tarde ameno, tendo a donzela ido passear à praia, viu um barco meio
abandonado e lembrou-se vagamente da sua chegada àquela terra. Resolveu subir
para o barco. Nisto e repentinamente desenvolveu-se uma grande tempestade que
levou o barco da praia para o meio do lago onde a donzela mal se conseguia
segurar devido à forte ondulação, ao terrível vento e à chuva que caía
intensamente e sem parar. Ao fim de algum tempo o barco bateu em terra firme,
com o seu passageiro mais morto que vivo devido ao cansaço e pelo enorme
esforço de se segurar com medo de não cair à água. Tinha então o barco chegado
à margem do lago, junto a um castelo que se encontrava todo iluminado e de onde
se ouviam músicas encantadoras.
Quem saiu do
barco foi o carvoeiro que, admiradíssimo, seguiu em direcção ao castelo e
entrou. Logo o Castelão o viu e se lhe dirigiu, perguntando:
– Então
Carvoeiro?! Talvez agora já tenhas alguma história para contar!?...
OBSERVAÇÕES:
Conto tradicional escocês contado pela Prof.ª
Isabel Cardigos no dia 8 de Abril de 2015 no CEAO / Universidade do Algarve: “Emily Lyle mo contou quando
regressávamos de um congresso em Innsbruck (Áustria), enquanto o avião nos
levava. Escocesa, dirigia uma revista (Celtic & Scottish Studies).”
Temos por outro lado, a informação do Dr. Luis Correia Carmelo, sobre o conto “o homem transformado em mulher”, diz ele:
“Eu ouvi esta
história a Ben Haggarty, narrador inglês, que por sua vez a ouviu a Betsy
Whyte, uma informante escocesa de uma família itinerante que foi muito famosa
no movimento revivalista de narração no Reino Unido.
A história,
tanto em estrutura, como em tema, remete-me sempre para outras, claro.
Passei por uma história semelhante (sem a transformação em mulher) na leitura de uma colecção de contos escoceses (uma reescrita, não uma recolha). No Mahabhârata figura uma narrativa parecida (também sem a metamorfose), mas que se assemelha muito à versão que conto, já que é a propósito de ir buscar água por ordem de alguém que a personagem se vê numa aventura fantástica, onde casa e tem filhos. Quando regressa, pouco tempo passou.
Passei por uma história semelhante (sem a transformação em mulher) na leitura de uma colecção de contos escoceses (uma reescrita, não uma recolha). No Mahabhârata figura uma narrativa parecida (também sem a metamorfose), mas que se assemelha muito à versão que conto, já que é a propósito de ir buscar água por ordem de alguém que a personagem se vê numa aventura fantástica, onde casa e tem filhos. Quando regressa, pouco tempo passou.
De outra
forma, Jean Claude Carrière, na Tertúlia dos Mentirosos, inclui uma narrativa
indiano de um rei que se transforma em mulher e vive a mesma experiência do
personagem do nosso conto em questão. Infelizmente, como é hábito, o autor não
nos deixa uma fonte precisa.”
Podemos também
encontrar uma versão curtíssima em J. Krhisnamurti (1977), in “Liberte-se do Passado”, Ed. Cultrix, 5.ª Edição, São Paulo (pág.
65):
«Sou tentado a repetir a
história de um grande discípulo que foi a Deus pedir que lhe ensinasse a
verdade.
Disse o "pobre" Deus:
"Meu amigo, hoje está fazendo muito calor; por favor, vai buscar-me um
copo d'água". O discípulo sai e vai bater à porta da primeira casa que
encontra e uma linda jovem lhe abre a porta. O discípulo dela se enamora, os
dois se casam e têm vários filhos. Então, um dia começa a chover, a chover sem
parar. Os rios se engrossam, as ruas se inundam, as casas são arrastadas pelas
águas. O discípulo se agarra à mulher, põe sobre os ombros os filhos e. ao
sentir-se arrastado pela torrente, brada: "Senhor, imploro-vos que me
salveis". E o Senhor responde: "Que é do copo d'água que te
pedi?" (...).»
domingo, 23 de março de 2014
CORDEL REPENTE E VIOLA EM PORTUGAL COM MESTRE AZULÃO E BEZERRA DO CEARÁ
Meu abraço aos portugueses
Desta cidade
princesa
Évora, um
reduto histórico
Dotada por
natureza
Aonde guarda
e preserva
A Cultura
Portuguesa
Aqui agente
admira
As suas
belezas mil
Terra dum
clima saudável
E de umpovo
gentil
Que valoriza
os poetas
Filhos natos
do Brasil
Portugueses,
Brasileiros,
Unidos
apertam as mãos
Como amigos
patriotas
E fervorosos
cristãos
Numa amizade
mútua
De dois
países irmãos
Aqui não se
vê mendigo
Nem criança
abandonada
Se vê na
face do povo
Felicidade
estampada
Aqui nem uma
pessoa
Diz que já
foi assaltada
Évora cidade
climática
Com pureza e
primasia
No verão seu
clima seco
Aquesse
durante o dia
A noite uma
brisa mansa
Leva o calor
e esfria
Tem jardins
e monumentos
Comigrejas e
mosteiros
Conventos e
faculdades
Que nos
ensinos ordeiros
Dão orgulho
aos portugueses
E delírio
aos brasileiros
Tem dentro
do jardim Público
Um ês
Palácio Real
Suntuoso
monumento
De estrutura
coloçal
A Casa Dom
Manuel
Grande Rei
de Portugal
Um magestoso
Corêto
Bem no
centro do jardim
Com todos
traços Reais
Como quem
nos diz assim
Eu sou uma
obra eterna
Que nunca
mais terei fim
Todos
canteiros floridos
Com cravos,
jasmins e rosas
Exalando
seus perfumes
Essências
deliciosas
Assim
perfumando as môças
Elegantes e
formosas
Seu povo é
muito católico
Amigo e
hospitaleiro
É no mundo
cultural
Preservador
e herdeiro
Amante das
boas obras
E irmão do
brasileiro
Láfomos bem
recebidos
E
recepcionados
Num hotel
granfino e calmo
Ficamos lá
hospedados
Com todas as
regalias
E excelentes
cuidados
Onde as
môças nos trataram
Como
bondosas irmães
E se tornaram
de nós
Admiradoras
fans
Alegrementes
serviam
Nosso café
das manhães
E todos
funcionários
Da Câmara
Municipal
Nos
atenderam felizes
Com atenção
cordial
Sempre
dizendo, bem vindo
Ao nosso
Portugal
Também os
chefes da Câmara
Unidos na
mesma idéia
Fizeram em
nosso favor
Reunião de
Assembléia
Os senhores
Paulo Lima
E Rui
Arimatéia
Paulo e Rui
Arimatéia
Usaram
antecipação
Providênciando
logo
Nossa
remuneração
Nos pagando
antes mesmo
Da nossa
representação
Para à
Cidade de Beja
Também fomos
convidados
Onde catamos
repentes
Entre
artistas animados
Lá fomos por
todos eles
Aplaudidos e
abraçados
Durante toda
a viagem
Entre campos
de oliveiras
Fazendas e
mil pomares
De vinhas e
cerejeiras
Encantados
nos lembramos
Nossas
frutas brasileiras
Um ônibus trouxe
de volta
Nós e
artistas cubanos
Falando das
nossas músicas
Nossos shows
e nossos planos
E
instrumentos diversos
Espanhóis e
Italianos
Teve
artistas portugueses
Repentistas
de primeira
Que cantaram
seus repentes
Do seu
estilo e maneira
Mostrando a
sua cultura
Lá da Ilha
da Madeira
Artistas do
Alentejo
Mostraram a
sua cultura
Onde tocaram
e dançaram
Comarte
nativa e pura
Gente que
conserva a música
E cultiva
agrícultura
Nós fomos
considerados
Lá por todos
portugueses
Como
estrelas brasileiras
Entre espanhóis
e franceses
E com
futuros convites
Pra irmos lá
outras vêzes
Pois em todo
conteudo
Da nossa
apresentação
Foi feito um
evento histórico
De passado e
tradição
Dos
intelectuais
Que
enobreceram a nação
Guerreiros,
religiosos,
E poderososn
Reais
Que deixaram
grandes nomes
E se
tornaram imortais
De muitos
séculos passados
Dos tempos
medievais
De Pedro
Alvares Cabral
E suas
proesas mil
Atravessando
o Atlântico
E em vinte e
um de abril
Do ano mil e
quinhentos
Aportou no
meu Brasil
Os índios preseciaram
A vinda dos
portugueses
Mas no
Brasil já se achavam
Exploradores
franceses
Que se
debatiam em lutas
Com índios e
holandeses
Esses tais
exploradores
Levavam
muito sutil
Ouro e
pedras preciosas
De grandes
valores mil
E madeira
cor da brasa
Que deu o
nome ao Brasil
Estes e
outros passados
Muitos antes
de Cabral
Itália,
França, Alemanha
E toda
Europa em geral
Descrita por
grandes vultos
De Espanha e
Portugal
Nós os vates
repentistas
Voltamos
regosijados
Pelo o trato
que tivemos
E carinhosos
agrados
Dos bons
irmãos lusitanos
Alegres e
educados
Trouxemos de
Portugal
Uma
excelente impressão
De um povo
generoso
E de um bom
coração
Com todos os
requisitos
Duma
civilização
Um país
organizado
De paz e
tranquilidade
Ordem,
respeito e justiça
Sem violência
e maldade
Trazendo á
sua nação
Progresso e
prosperidade
Portugal
abençoado
Pelo clima e
a beleza
Ruas, praças
e jardins
Tem muito
zelo e limpeza
Mostrando ao
mundo que tem
Civilidade e
riqueza
Aonde nós
recebemos
Zelo cuidado
e carinho
União entre
os artistas
Leais em
todo caminho
Assim foi em
Portugal
O país meu
avosinho
Fim
Autor: José
João dos Santos (Mestre Azulão)
05/06/2001
Programa Cultural do Colóquio Interdisciplinar CULTURAS POPULARES EM PORTUGAL SÉCULOS XIX E XX
ÉVORA, Palácio D. Manuel, 24 de Maio de 2001
Endereço do
Mestre Azulão
Rua Celina
Lima n.º 11 – Engenheiro Pedreira – Japeri – RJ
Estado do
Rio de Janeiro. CEP. 26.381-000
Telefone:
(03121) 2664-2159
Esta
literatura de cordel foi patrocinada pelo o Sr. Prefeito de Japeri, Doutor
Carlos Moraes Costa, numa homenagem a cultura nordestina.
segunda-feira, 17 de março de 2014
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