<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903</id><updated>2011-11-11T22:33:34.991Z</updated><category term='A HIDRA das Casas Pintadas'/><category term='Teosofia Verdade Unidade de Vida'/><title type='text'>EvoraOculta</title><subtitle type='html'>Espaço de partilha e encontro sobre o que importa mas não se vê, não se sabe, não se diz de Évora; sobre as suas Histórias, sobre os seus cidadãos, sobre as suas Demandas ao longo de milénios...tendo como objectivo atingir a Pax Profunda!...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>243</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-4428607577959252296</id><published>2011-11-11T22:31:00.000Z</published><updated>2011-11-11T22:33:35.010Z</updated><title type='text'>São Martinho na Catedral de Évora</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-YhFsdIVi3-c/Tr2ijYHmo4I/AAAAAAAAAS8/3HOt7eeeA1g/s1600/s%2Bmartinho%2BSe.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 246px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673869834210157442" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-YhFsdIVi3-c/Tr2ijYHmo4I/AAAAAAAAAS8/3HOt7eeeA1g/s320/s%2Bmartinho%2BSe.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-4428607577959252296?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/4428607577959252296/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=4428607577959252296&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/4428607577959252296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/4428607577959252296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2011/11/sao-martinho-na-catedral-de-evora.html' title='São Martinho na Catedral de Évora'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-YhFsdIVi3-c/Tr2ijYHmo4I/AAAAAAAAAS8/3HOt7eeeA1g/s72-c/s%2Bmartinho%2BSe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-9171386150921786762</id><published>2011-11-11T22:30:00.000Z</published><updated>2011-11-11T22:31:38.437Z</updated><title type='text'>NOTAS BREVES SOBRE O SÃO MARTINHO</title><content type='html'>São Martinho de Tours, nasceu em Panonia, na Hungria, e morreu como Bispo de Tours, em França, no ano de 397. São duas as principais fontes de informação da sua vida e milagres, a de Sulpicio Severo e a de São Gregório de Tours (este último seu sucessor na Diocese). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afirma o povo que a festa de São Martinho dura três dias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“São Martinho Bispo (na véspera, a 10), São Martinho Papa (no dia, a 11), São Martinho Rapa (no dia imediato, a 12).”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os trabalhos agrícolas tradicionais desta época do Outono: a vindima, a pisa das uvas nos lagares ou esmagada nas prensas, de que resultam cantes próprios, comidas e bebidas, bailes, festas antigamente denominadas báquicas, também conhecidas como festas orgíacas das lagariças… Todo este entusiasmo culminava no Dia de São Martinho, a 11 de Novembro, na festa do vinho novo.&lt;br /&gt;Sejam festas em honra de São Martinho, festas Bacanais ou Dionisíacas… no fundo, só o nome muda…contudo a essência da festa permanece inalterável: a celebração da Natureza e da vida agrícola.&lt;br /&gt;Organizam-se os magustos, com a fogueira onde se assam as castanhas, em assadores de barro próprios, que acompanham o vinho novo.&lt;br /&gt;As orgias aconteciam naturalmente: organizavam-se as Procissões dos Bêbados, com os seus chocalhos, com os seus mordomos, os seus juízes, os seus irmãos das confrarias e das irmandades… todas estas manifestações de cultura popular já vão pertencendo a uma memória cada mais longínqua…&lt;br /&gt;Os costumes de hoje – quando os há – são pálidos reflexos das manifestações comunitárias de outrora… O vinho já vem engarrafado e a água-pé até chegou a ser proibida a sua venda! Assim, não há tradição que resista!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mês de Novembro é conhecido também como o mês das Almas. Isto é, o mês em que se concentra uma maior atenção aos entes queridos já falecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas Grécia e Roma Clássicas esta época era marcada por grandes festivais religiosos, ligados com as colheitas, as sementeiras, a morte…porque a semente para germinar terá que primeiramente apodrecer e morrer… Espantosa analogia que poderemos fazer com a nossa própria morte e simultaneamente encararmos a hipótese da continuidade da vida.&lt;br /&gt;Teremos nós, nos finais do século XX, ainda algumas reminiscências dessas épocas longínquas e desses eventos já tão distantes?&lt;br /&gt;E também nesta época se pedem os Santos, tal como, na sua época própria do calendário, se pedem as Janeiras, os Reis e as Maias, características de uma tradição rural que tinha que ver com práticas de partilha e de solidariedade…&lt;br /&gt;Na tradição cristã, além do Dia de Finados e do Dia de Todos os Santos, acontecem os Mistérios ligados a Nossa Senhora, como preparação para o Dia de Natal, para o Nascimento de Jesus, mas também como preparação para as festas solsticiais do Inverno, que a hierarquia católica fez com o nascimento daquele que se transformaria no Cristo, Salvador da Humanidade pelo seu auto-sacrifício.&lt;br /&gt;Auto sacrifício que São Martinho também protagonizou, segundo nos contam os seus biógrafos, através do encontro com o mendigo nu em pleno Inverno e a partilha sua capa, simbolicamente, a partilha da Sabedoria ou de segredo transcendente com o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Festas Litúrgicas de São Martinho (Hagiologia Cristã) são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· a 4 de Julho, que comemorava a trasladação dos seus restos mortais e era denominada como “Translatio Corporis Sancti Martini”;&lt;br /&gt;· a 11 de Agosto, que celebrava a sua consagração como Bispo e se chamava “Sacratio Sancti Martini”;&lt;br /&gt;· a 11 de Novembro, que recordava a sua morte, “Obitum Sancti Martini”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Popularmente a última festa é a mais celebrada pelo povo, coincidente, entre outras coisa pela matança anual do porco e pela inauguração do vinho novo, como rezam os ditados populares:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· “A cada bacorinho vem o seu São Martinho.”&lt;br /&gt;· “A cada porco chega o seu São Martinho.”&lt;br /&gt;· “A cada porco vem o seu São Martinho.”&lt;br /&gt;· “Cada porco tem o seu São Martinho.”&lt;br /&gt;· “Dia de São Martinho, prova o teu vinho.”&lt;br /&gt;· “Em dia de São Martinho, atesta e abatoca o teu vinho.”&lt;br /&gt;· “Em dia de São Martinho, faz magusto e prova o teu vinho.”&lt;br /&gt;· “Em dia de São Martinho, lume, castanhas e vinho.”&lt;br /&gt;· “Em dia de São Martinho, na adega prova o teu vinho.”&lt;br /&gt;· “Em São Martinho mata o teu porco, assa castanhas e prova o teu vinho.”&lt;br /&gt;· “Martinho bebe o vinho, e deixa a água para o moinho.”&lt;br /&gt;· “No dia de São Martinho, mata o pobre o seu porquinho.”&lt;br /&gt;· “No dia de São Martinho, mata o porquinho, abre o pipinho, põe-te mal com o teu vizinho.”&lt;br /&gt;· “No dia de São Martinho, mata o teu porco, chega-te ao lume, assa castanhas e prova o teu vinho.”&lt;br /&gt;· “No dia de São Martinho, mata o teu porco e bebe o teu vinho.”&lt;br /&gt;· “O Sete-Estrelo pelo São Martinho, vai de bordo a bordinho, à meia-noite está a pino.”&lt;br /&gt;· “O Verão de São Martinho, são três dias e um pouquechinho.”&lt;br /&gt;· “Para cada porco há o seu São Martinho.”&lt;br /&gt;· “Pelo São Martinho, encerta-se o pipinho.”&lt;br /&gt;· “Pelo São Martinho, fura o teu pipinho.”&lt;br /&gt;· “Pelo São Martinho, mata o teu porquinho e semeia o teu cebolinho.”&lt;br /&gt;· “Pelo São Martinho, nem nado nem no cabacinho.”&lt;br /&gt;· “Pelo São Martinho, prova o teu vinho; ao cabo de um ano, já te não faz dano.”&lt;br /&gt;· “Por São Martinho, semeia fava e linho.”&lt;br /&gt;· “Por São Martinho, nem favas nem vinho.”&lt;br /&gt;· “Por São Martinho, todo o mosto é bom vinho.”&lt;br /&gt;· “Quando o Inverno tem juízo e não erra seu caminho – não olheis ao calendário, tê-lo-eis no São Martinho.” &lt;br /&gt;· “São Martinho bispo, vamos ao rabisco.”&lt;br /&gt;· “Se o Inverno não erra caminho, tê-lo-ei pelo São Martinho.”&lt;br /&gt;· “Se queres pasmar o teu vizinho, lavra, sacha e esterca pelo São Martinho.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rui Arimateia&lt;br /&gt;11 de Novembro de 2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-9171386150921786762?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/9171386150921786762/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=9171386150921786762&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/9171386150921786762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/9171386150921786762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2011/11/notas-breves-sobre-o-sao-martinho.html' title='NOTAS BREVES SOBRE O SÃO MARTINHO'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-8556104678222245138</id><published>2011-05-10T22:26:00.000+01:00</published><updated>2011-05-10T22:28:13.533+01:00</updated><title type='text'>A Realidade que rodeia...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-HWWNjfF9VmU/TcmtwxxM2pI/AAAAAAAAASc/oJgoqzPA9DM/s1600/2598031761_8904768eab_o%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 229px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5605202264744319634" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-HWWNjfF9VmU/TcmtwxxM2pI/AAAAAAAAASc/oJgoqzPA9DM/s320/2598031761_8904768eab_o%255B1%255D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-8556104678222245138?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/8556104678222245138/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=8556104678222245138&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/8556104678222245138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/8556104678222245138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2011/05/realidade-que-rodeia.html' title='A Realidade que rodeia...'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-HWWNjfF9VmU/TcmtwxxM2pI/AAAAAAAAASc/oJgoqzPA9DM/s72-c/2598031761_8904768eab_o%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-6702514673410780900</id><published>2011-05-10T22:23:00.005+01:00</published><updated>2011-05-20T22:44:16.817+01:00</updated><title type='text'>O QUE É O REAL?</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Tentemos então equacionar vários enfoques sobre o REAL, privilegiando principalmente a perspectiva teosófica, baseada nos textos clássicos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Assim poderemos dizer que o Real será tudo o que nos rodeia, independentemente de o percepcionarmos conscientemente ou não – chamemos-lhe Real, Realidade, Mundo, Vida, Natureza, Verdade…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Mas qual o Real que procuro? Haverá um só Real? Haverá tantas realidades quantos seres humanos possam existir ao cimo desta Terra? A Realidade está dentro ou fora de nós? Nós pertencemos a essa Realidade ou somos simples espectadores, a olhá-la?...&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Contudo, tal como dizia Krishnamurti, “o mundo somos nós”, não o procuremos fora de nós por que estaremos a fugir à questão. Com o conceito “Real” penso que poderemos chegar à mesma conclusão – afinal, o Real somos nós!...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;O que poderá diferenciar-nos uns dos outros será o modo mais ou menos profundo de conseguirmos compreender, cada um dentro da sua possibilidade, o que é o Real e agir de acordo com isso!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Para os teósofos, o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Logos&lt;/i&gt; é a grande e única Realidade, o Macrocosmos. Pela Lei da Analogia Universal, o ser humano, enquanto microcosmos, segundo a tradição que nos foi legada ao longo de milénios pela Sageza Divina, encerra em si próprio uma centelha desse &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Logos&lt;/i&gt; Solar que sustenta a Vida, conhecida e desconhecida. Assim, todos nós possuímos, em nós próprios, uma parte infinitesimal, qualitativa, do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Logos&lt;/i&gt;. Em termos de substância, e analogicamente, seremos uma vela enquanto que o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Logos&lt;/i&gt; será o Sol. A qualidade e a essência da Luz é a mesma. A focalização da Essência, da Luz, é diversa. Cada ser humano terá dentro de si próprio como que uma lente que lhe permitirá a focagem da Realidade envolvente. Contudo todas as lentes são diferentes umas das outras, todas as lentes têm os seus pontos de focagem com distanciamentos diferentes. A própria matéria de que é feita essa lente é mais ou menos impura de ser para ser, daí que a Realidade que cada uma consegue percepcionar seja necessariamente diferente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;De facto, segundo a antiga Doutrina Secreta, toda a entidade individual, não obstante o seu grau evolucionário na ladeira da Vida, possui o seu “logos” individual… Cada ser humano possui o seu próprio “logos” espiritual…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Um dos significados de “logos” é “palavra”, daí a procura, desesperada por vezes, pelo homem da “palavra perdida”, isto é, do caminho de “regresso” às origens, à sua natureza divina…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;De acordo com os ensinamentos Teosóficos, desde que o homem é homem, que busca a razão da sua existência e a razão da existência do próprio universo! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Esta busca teve várias denominações ao longo de milhares e milhares de anos de evolução humana. Contudo foi sempre causa da grande inquietação humana perante os Mistérios da Vida e da Morte.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Deixo-vos um pequeno texto de D. Mário Roso de Luna, numa obra escrita em 1921, “El Reino Encantado de Maya”, que referia:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;“Em idades primitivas, ou "de Ouro" reinou soberana a Verdade até que a Mentira, conseguiu disfarçar-se de Verdade e enganar o mundo com sua Maya ou ilusão. A Verdade desnudada, desde então, foi rejeitada pelos homens, amantes das aparências da Mentira, mas a Verdade, por sua vez, disfarçou-se com o "Véu de Isis", transformando assim em mito ou fábula, e em Parábola os seus ensinamentos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Havia um homem, no entanto – havia e há tantos em todas as idades! - que buscava decidido a Verdade no mundo, na corte, no claustro, não obstante lhe dissessem continuamente que "há muito tempo atrás ela esteve aqui, mas desapareceu e ninguém voltou a encontrá-la". &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Os deuses, com inveja da grandeza do homem, tinham-na roubado, e escondido nada mais nada menos do que no próprio coração humano, porque se a tivessem escondido noutro lugar, montanha, abismo, nuvem ou deserto, o incansável anseio de progresso do homem a teria finalmente encontrado, enquanto que ao transportá-la dentro de seu peito sem o saber, onde infelizmente o homem nunca procuraria, seria impossível de a encontrar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Ensinada a Humanidade pelo rebelde Prometeu, consegue finalmente encontrar através dessa terrível máquina de invenção e descoberta que tem sido denominada, desde então, por Filosofia, ou "Nosce te ipsum" socrático [isto é: "Ó Homem, conhece-te a ti mesmo! "]. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Com a filosofia, de facto, percebemos que a "Verdade Absoluta ou Suprema", não está em qualquer percepção concreta, ou em qualquer ciência particular, chame-se o que se quiser, mas no augusto e abstracto mistério do Símbolo porque no Símbolo concordam, e tornam-se compatíveis as revelações parciais das diversas ciências uma vez que estas são apenas ramos de um grande tronco primitivo e oculto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Porque nós, eternamente cegos, colocamos sempre entre a nossa visão e o mundo superior da Verdade um véu que tem sido chamado pelos poetas o "Véu de Maya" e&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;pelos matemáticos modernos "o mistério geométrico do mundo das&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;“n” dimensões do espaço”, desde o dia memorável em que se cortaram as comunicações entre este pobre mundo dos mortais e os “supermundos" de heróis, semideuses e deuses antigos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;(…).”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Olhemos para um sem número de paradigmas e metáforas, utilizados como palavras-chave desde há remotas eras até aos nossos dias por investigadores, místicos, antropólogos, filósofos…&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt; &lt;/span&gt;Algumas dessas &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;palavras-chave&lt;/i&gt; que surgiram com mais acuidade e com maior profundidade de significado, foram as que passo a referir muito rapidamente:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: -42.55pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 42.55pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;Deus; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Idade do Ouro; Verdade, Mentira e Imaginário; Mitos, Deuses e Heróis; Autoconhecimento, Totalidade e Caminho; Símbolo, Mistérios e Tradição; Sageza Imemorial e Demanda; Vida, Realidade e Evolução Natureza e Cultura; Holismo, Sagrado e Religião; Ser, Estar e Relação Humana; Consciência e Logos; Comunicação e Linguagem; Sentido de Vida e Ecologia...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Nos Antigos Mistérios da Humanidade, através de uma abordagem muito particular da alegoria e do símbolo, os desejos mais íntimos que a Humanidade tem expressado ao longo de toda a sua História e Evolução, têm sido: a conquista do Paraíso Perdido, ou do Jardim do Éden ou das Hespérides, ou de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Agartha&lt;/i&gt; ou de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Shambbalah&lt;/i&gt;, ou das Ilhas Encobertas ou do palácio do Rei Pescador, ou do Castelo do Graal, etc., consoante as diferentes culturas ou civilizações. Todavia, no fundo, trata-se de conseguir uma mutação qualitativa da consciência do homem com o fim de conseguir viver uma União com o Todo – tal qual a Parábola Bíblica do regresso a casa do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Filho Pródigo&lt;/i&gt; –, pois o Homem sempre viveu integrado no Todo, contudo, paradoxalmente procura-O à sua volta. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Tal como o peixinho que, no mar alto, pergunta à mãe:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;– Oh, Mãe! O que é o Mar?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;E a Mãe, com aquela ternura e sensibilidade que só uma Mãe sabe mostrar no relacionamento profundo com um filho, olha-o, sorri muito suavemente e responde-lhe:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;– Olha, meu filho, tu estás no mar, tu bebes o Mar, tu respiras o mar, tu és o Mar!...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;União com o Todo ou com o Amado, que os místicos ibéricos como São João da Cruz ou Santa Teresa d’Ávila tão bem souberam cantar nos seus poemas e nos seus escritos de religião, e por vezes tão incompreendidos e até mesmo rejeitados e perseguidos pela dogmática superstrutura católica da sua época.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;Trata-se, enfim, de alcançar o Tesouro que se encontra oculto na gruta profunda do nosso coração ou no centro labiríntico do nosso Ser, bem defendido pelo mítico Minotauro das lendas helénicas... Deixemos Teseu e Ariadne dominarem o Minotauro do Labirinto e, com o auxílio do novelo de fio, saírem vitoriosos para a Luz do dia...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Desde tempos imemoriais que os Antigos Mistérios, detentores da Sageza das Idades, têm tido como fim último da sua Demanda, a cabal compreensão da Verdade. Contudo, esta parece ser inatingível, para o homem comum, o qual, para ultrapassar a frustração de incapacidade que lhe (a)parece inata, vem transformando e espartilhando o que julga entender por Verdade em miríades de dogmas, de leis, de convenções, de teorias, que o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;ajudam&lt;/i&gt; a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;dominar &lt;/i&gt;a Realidade e a Vida... segundo os seus próprios juízos e critérios. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;Sempre o homem comum olha para o exterior de si próprio quando quer compreender qualquer &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;mistério&lt;/i&gt; vital, sempre ele tem julgado que aquela Verdade intransponível e inacessível se encontra encerrada algures, em algum país longínquo, em algum livro dito sagrado, em qualquer local ou pessoa investida de autoridade. Porém, e fazendo jus ao aforismo antigo que reza: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;«Não me procuraríeis se não me tivésseis encontrado já...»&lt;/i&gt;, resta-nos a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;possibilidade &lt;/i&gt;de (re)encontrar algo, e esse algo estará encerrado no nosso próprio corpo, nos nossos genes, no nosso Ser... ou, como disse D. Mário Roso de Luna, oculto no nosso Coração...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;O grande paradoxo que enfrentamos é o facto de termos de buscar uma coisa, um facto, uma realidade, que reside em nós próprios… E termos de descortinar um Caminho que por mais voltas labirínticas que dê voltará sistematicamente para o interior de cada um de nós…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Percepcionar e compreender o Real se calhar é simplesmente olhar o outro, os outros, e identificarmo-nos ontologicamente com eles… &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Eu sou tu e tu és eu&lt;/i&gt; nesta demanda da palavra perdida que nos permitirá, se encontrada, a compreensão do Real em nós.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Os grandes textos místicos teosóficos apontam-nos o Caminho a seguir. Por exemplo, em &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;“Aos Pés do Mestre”&lt;/b&gt; Alcyone insiste em quatro qualificações necessárias para entrar no Caminho: o Discernimento; a Indesirabilidade; a Boa Conduta; e o Amor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Teremos disponibilidade e força anímica para tal?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Por sua vez, o texto de &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;“A Voz do Silêncio”&lt;/b&gt; de&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;H. P. Blavatsky lembra-nos o seguinte:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;“Antes que a mente da tua Alma possa compreender, deve a flor da personalidade ser esmagada em botão, e o verme dos sentidos destruído até não poder ressurgir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Não podes caminhar no Caminho enquanto não te tornares, tu próprio, esse Caminho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Que a tua Alma dê ouvidos a todo o grito de dor como a flor de lótus abre o seu seio para beber o sol matutino.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Que o Sol feroz não seque uma única lágrima de dor antes que a tenhas limpado dos olhos de quem sofre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Que cada lágrima humana escaldante caia no teu coração e aí permaneça; nem nunca a tires enquanto durar a dor que a produziu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Estas lágrimas, ó tu de coração tão compassivo, são os rios que irrigam os campos da caridade imortal…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Porque, ó Discípulo! Antes que estivesses apto a encontrar o teu professor frente a frente, o teu MESTRE luz a luz, que foi que te disseram?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Antes que te possas acercar da primeira porta tens de aprender a separar o teu corpo do teu espírito, a dissipar a sombra e a viver no eterno. Para isto, tens de viver e respirar em tudo, como tudo o que percebes respira em ti; sentir-te existir em todas as coisas, e todas as coisas em TI.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Não deixarás os teus sentidos fazer do teu espírito campo para o seu recreio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Não separarás o teu ser do SER, e do resto, mas fundirás o Oceano na gota de água, e a gota de água no Oceano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Assim estarás em acordo com tudo quanto vive, ama os homens como se eles fossem os teus condiscípulos, discípulos do mesmo Professor, filhos da mesma boa mãe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;…/…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Puseste o teu coração e a tua mente de acordo com a grande mente e o grande coração de toda a humanidade? Porque, como a voz sonora do sagrado Rio, na qual todos os sons têm o seu eco, assim deve o coração daquele que queira entrar para o rio, vibrar em resposta a cada suspiro e a cada pensamento de tudo quanto vive e respira.”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Finalmente, Mabel Collins, em “A Luz do Caminho” diz-nos que:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;“Antes que os olhos possam ver, devem ser incapazes de lágrimas. Antes que o ouvido possa ouvir, deve ter perdido a sensibilidade. Antes que a voz possa falar em presença dos Mestres, deve ter perdido a possibilidade de ferir. Antes que a alma possa erguer-se na presença dos Mestres, é necessário que seus pés tenham sido lavados no sangue do coração.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;No fundo, o grande método para olharmos o Real de frente, será através da recusa e da renúncia do primado da personalidade, de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;maya&lt;/i&gt;, como diria Mário Roso de Luna, do egocentrismo, do ilusório conflito de interesses entre o tu e o eu, entre os nós e os outros, entre o meu e o teu, finalmente, entre o Ter e o Ser…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;A Realidade que agora julgamos conhecer, o Real, é UNA e INDIVISÍVEL, tal como o nosso Planeta é igualmente UNO e INDIVISÍVEL, com a sua atmosfera, o seu manto vegetal, com os seus mares e cadeias de montanhas, com a sua flora e fauna riquíssimas, num equilíbrio tal, e dentro de uma “harmonia das esferas”, que ao mínimo acidente cósmico a mutação do que é conhecido acontecerá e outras Realidades acontecerão para outros Seres daqui a eons de distância…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;&lt;em&gt;Paz a todos os Seres!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Rui Arimateia&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Ramo Boa-Vontade da Sociedade Teosófica de Portugal&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Évora 10 de Maio de 2011&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-6702514673410780900?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/6702514673410780900/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=6702514673410780900&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/6702514673410780900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/6702514673410780900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2011/05/o-que-e-o-real.html' title='O QUE É O REAL?'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-4189026960128794737</id><published>2010-12-26T10:16:00.000Z</published><updated>2010-12-26T10:16:11.252Z</updated><title type='text'>Homenaje a H.P.B (Helena Petrovna Blavatsky)</title><content type='html'>&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/m7JV93HTrBg?fs=1" frameborder="0" width="425" height="344"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-4189026960128794737?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/4189026960128794737/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=4189026960128794737&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/4189026960128794737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/4189026960128794737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/12/homenaje-hpb-helena-petrovna-blavatsky.html' title='Homenaje a H.P.B (Helena Petrovna Blavatsky)'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/m7JV93HTrBg/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-2678840164434473147</id><published>2010-08-25T00:22:00.002+01:00</published><updated>2010-08-25T00:27:30.307+01:00</updated><title type='text'>O Mestre, o Amigo António Telmo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/THRU4eJOGaI/AAAAAAAAASE/Axr_VSshb1c/s1600/DSCF4911%5B1%5D.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5509121573322103202" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/THRU4eJOGaI/AAAAAAAAASE/Axr_VSshb1c/s320/DSCF4911%5B1%5D.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;António Telmo usando da Palavra...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-2678840164434473147?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/2678840164434473147/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=2678840164434473147&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/2678840164434473147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/2678840164434473147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/08/antonio-telmo-usando-da-palavra.html' title='O Mestre, o Amigo António Telmo'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/THRU4eJOGaI/AAAAAAAAASE/Axr_VSshb1c/s72-c/DSCF4911%5B1%5D.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-8426718237579996231</id><published>2010-08-25T00:14:00.000+01:00</published><updated>2010-08-25T00:17:44.491+01:00</updated><title type='text'>ADEUS ANTÓNIO TELMO! ATÉ BREVE!...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Partiu sábado passado, dia 21 de Agosto do ano de 2010, um Mestre um Irmão, um Ser verdadeiramente luminoso e inspirador. Soube-o somente há pouco. Até breve porque breve é este instante efémero de vida terrena e material. Até sempre porque nunca verdadeiramente nos separaremos do Mestre… Dói fundo a ausência física mas permanece a Presença vigorosa, ladina e inspiradora de António Telmo.&lt;br /&gt;Deixo aqui um texto que há uns anos li na apresentação do livro “Contos” publicado pela Editora Aríon, do também recentemente desaparecido do nosso convívio físico, José Manuel Capelo. Foi o texto posteriomente publicado em livro de homenagem dos 80 anos de António Telmo, o que muito honrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANTÓNIO TELMO CARVALHO VITORINO nasceu em Almeida, Distrito da Guarda nos idos anos de 1927, a 2 de Maio, chegou com as Maias, poder-se-á dizer.&lt;br /&gt;Andarilho por meio mundo privou com grandes da Cultura, da Filosofia, do Pensamento Português. Desde Agostinho da Silva a Eudoro de Sousa, de Álvaro Ribeiro a José Marinho, entre muitos outros que com ele privaram e com eles António Telmo ajudou a re-construir a Pátria da Língua Portuguesa, parafraseando o poeta Fernando Pessoa.&lt;br /&gt;Refere José Marinho na sua obra "Verdade Condição e Destino no Pensamento Português Contemporâneo"(1):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos pensadores que contamos entre os responsáveis no próximo futuro pelo destino da filosofia entre nós, quatro se nos impõem: Alberto Ferreira, António Telmo, Eduardo Lourenço e Orlando Vitorino. Em todos eles despertou o sentido d'«o que mais importa», pois nos aparecem intimamente atentos com diversa explicitação ao imperativo dizer de Plotino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É realmente este sentido d'«o que mais importa» que vemos continuamente a ser alvo das preocupações literárias – e a Literatura é aqui usada enquanto veículo de transmissão de mensagens – de António Telmo. E é interessante o facto dele próprio se considerar um esoterista. E encaremos este termo sem cairmos em pré-conceitos, e se lhe dermos a dimensão de Schwaller de Lubicz penso que entenderemos um pouco melhor a obra de António Telmo.&lt;br /&gt;Sobre o significado de Esoterismo refere então Schwaller de Lubicz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Esoterismo não possui nada em comum com uma vontade de segredo, isto é, de um segredo convencional.&lt;br /&gt;(...).&lt;br /&gt;(...). A criptografia e o enigma, na composição de um texto sagrado, não têm senão por objectivo, o de acordar a atenção do leitor, acentuar um ou outro aspecto do texto, enfim, guiar na direcção do carácter esotérico. (...).&lt;br /&gt;O esoterismo não pode ser escrito, nem dito, nem, por consequência, ser traído. É preciso estar preparado para o compreender, o ver, o entender – como o escolherdes. Esta preparação não é um Saber, mas um Poder, e não poderá senão adquirir-se pelo esforço da própria pessoa, por um combate contra os seus obstáculos e uma vitória sobre a sua natureza animal-humana.&lt;br /&gt;Existe uma Ciência Sagrada, e após milénios, inumeráveis curiosos em vão tentaram procurar penetrar-lhe os "segredos". Era como se, com uma picareta, eles quisessem cavar um buraco no mar. A ferramenta deverá ser da mesma natureza da coisa em que se quer trabalhar. Só se encontra o Espírito através do Espírito, e o Esoterismo é o aspecto espiritual do Mundo, inacessível à inteligência cerebral.&lt;br /&gt;(...).&lt;br /&gt;O Iniciado verdadeiro poderá guiar um aluno dotado para lhe fazer percorrer o caminho da Consciência mais rapidamente, e o aluno, chegado às etapas da Iluminação pela sua própria Luz interior, lerá directamente o esoterismo de tal ensinamento. Ninguém o poderá fazer por ele.(2)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma obra complexa a sua – A Arte Poética (1964), História Secreta de Portugal (1977), Gramática Secreta da Língua Portuguesa (1981), Desembarque dos Maniqueus na Ilha de Camões (1982), Filosofia e Kabbalah (1989), O Bateleur (1992), Horóscopo de Portugal e agora estes Contos – para só referenciar os livros publicados e passando por cima dos muitos artigos espalhados por importantes Revistas principalmente ligadas com a Cultura e a Língua Portuguesa, tais como as Revistas "57", "Leonardo", "Cultura Portuguesa", para só citar algumas.&lt;br /&gt;Diz-nos Pinharanda Gomes no seu "Dicionário de Filosofia Portuguesa"(3)que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      O centenário do nascimento de Sampaio Bruno (1957) ficaria assinalado pelo aparecimento do jornal 57 que dimensionava a problemática da filosofia portuguesa em termos de movimento de intervenção social e cultural. O 57 reivindica uma genealogia espiritual (Aristóteles, a Bíblia, Dante, Conimbricenses, Hegel, Bruno, Leonardo Coimbra...) e congrega  jovens pensadores todos eles, cada um a seu modo, destinados a uma presença consistente. Mencionando apenas os discípulos [de Álvaro Ribeiro ou José Marinho] da primeira geração, entre eles (...) António Telmo (filologia e simbologia) (...). O 57 tem um vector polemizante: quer suscitar o debate das ideias, e este debate provocará algum radicalismo, mas sem ele o movimento teria ficado fechado em si mesmo. (...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante referir que este jornal se insere num movimento de cultura portuguesa, cujos mentores e impulsionadores foram Álvaro Ribeiro, José Marinho, António Quadros, Afonso Botelho e Orlando Vitorino. Vejamos um pequeno excerto do «Manifesto de 57» publicado no seu primeiro número:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós somos solidários desses milhares de jovens indiferentes à cultura, que enchem os estádios, os cinemas e os cafés. Nós somos solidários dos que viraram as costas a esses brilhantes aparatos racionais  e abstractos, os sistemas metafísicos; que viraram as costas às grandes promessas utópicas, brilhantes na sua argumentação falaciosa e desligadas das condições humanas e naturais quando não trans-naturais da realidade; que viraram as costas ao fogo de artifício lírico; que viraram as costas a todos os dogmatismos, contrários à simples prova de reflexão individual e buscando coarctá-la na sua liberdade interior; que viraram as costas a todas as formas da mentira, mesmo quando esta se reveste das aliciantes da beleza ou do bem comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não nos podemos esquecer de que quando este «Manifesto» é escrito estamos em pleno Estado Novo e concerteza não seria fácil a qualquer movimento de libertação - cultural, filosófico, ou outro – transmitir e fazer valer a sua mensagem de "ruptura"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal toda a busca do Homem em geral e neste caso concreto, em particular, a busca de António Telmo, penso ser a da VERDADE. Agora: como procurar essa Verdade? como a descobrir e a desocultar? e como saber se a Verdade que encontrámos é a VERDADE  que pensamos adivinhar no Arquétipo? Lembro-me continuamente aquela deliciosa história narrada por Almada Negreiros sobre a Verdade, escrito em 1921:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha chegado tarde à escola. O mestre quis, por força, saber porquê. E eu tive que dizer: Mestre! quando saí de casa tomei um carro para vir mais depressa, mas, por infelicidade, diante do carro caiu um cavalo com um ataque que durou muito tempo.&lt;br /&gt;        O mestre zangou-se comigo: Não minta! diga a verdade!&lt;br /&gt;E eu tive de dizer: Mestre! quando saí de casa... minha mãe tinha um irmão no estrangeiro e, por infelicidade, morreu ontem de repente e nós ficámos de luto carregado.&lt;br /&gt;O mestre ainda se zangou mais comigo: Não minta! diga a verdade !!&lt;br /&gt;        E eu tive de dizer: Mestre! quando saí de casa... estava a pensar no irmão de minha mãe que está no estrangeiro há tantos anos, sem escrever. Ora isto ainda é pior do que se ele tivesse morrido de repente porque nós não sabemos se estamos de luto carregado ou não.&lt;br /&gt;        Então o mestre perdeu a cabeça comigo: Não minta, ouviu? Diga a verdade, já lho disse!&lt;br /&gt;        Fiquei muito tempo calado. De repente, não sei o que me passou pela cabeça que acreditei que o mestre queria efectivamente que lhe dissesse a verdade. E, criança como eu era, pus todo o peso do corpo em cima das pontas dos pés, e com o coração à solta confessei a verdade: Mestre! antes de chegar à Escola há uma casa que vende bonecas. Na montra estava uma boneca vestida de cor-de-rosa! Mestre! a boneca estava vestida de cor-de-rosa! A boneca tinha a pele de cera. Como as meninas! A boneca tinha tranças caídas. Como as meninas! A boneca tinha os dedos finos. Como as meninas! Mestre! A boneca tinha os dedos finos...(4)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A uma pergunta feita pela jornalista Antónia de Sousa(5):  Qual a génese das ideias? Como nascem as ideias? Responde António Telmo muito simplesmente: «As ideias são comunicadas pelos anjos! Só que há quem as pense e quem as não pense. O pensamento é que é nosso.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Agostinho da Silva se "queixava" que uns lhe chamavam heterodoxo, outros lhe chamavam ortodoxo, contudo o que ele realmente reivindicava era o estatuto de ser paradoxo, de viver no paradoxo...&lt;br /&gt;Atentemos mais uma vez ao pensamento de António Telmo, desta feita através de uma entrevista à jornalista Antónia de Sousa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...).&lt;br /&gt;António Telmo faz uma afirmação surpreendente: «Eu acho que os meus livros sabem mais do que eu. Muitas vezes, ao ler alguma coisa que escrevi, fico surpreendido perante o anúncio de um conhecimento e de uma sabedoria que eu não possuo e que tenho que aprofundar como qualquer outro leitor.»&lt;br /&gt;Telmo não nos diz como é isso possível. Mas afirma-nos: «O Universo não é racionalista, nós é que o devemos ser. Aquilo porque me esforço sempre nos meus escritos é por pensar o irracional. Tornar racional o irracional. Na minha opinião, isto é o que me caracteriza e me distingue e julgo também que é o que suscita o interesse das pessoas. É uma vivência pessoal, mas é também o esforço de não perder a razão perante aquele mundo misterioso. Estou convencido de que toda a gente tem a experiência deste irracional, mas resolvem os conflitos de vários modos, Ou negando esse irracional, ficando preso aos limites de uma razão estreita, ou aceitando esse irracional e perdendo a razão.»  Há porém, outra alternativa que é, segundo diz, a de «construir o Todo Completo, que é a verdadeira imagem do Real». E acrescenta: «No fundo, é por onde eu ando.»&lt;br /&gt;(...).(6)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso ser isso que António Telmo realiza através da sua obra: trabalhar o paradoxo, trabalhar nos limiares da língua, do pensamento, das ideias, fornecendo-nos de certo modo a chave para entrarmos noutra dimensão que não a dimensão meramente analítica, normalizada, feita a esquadro. Desafia-nos a dar um passo em frente, a pegar no compasso e desta vez sair da rectilinearidade para nos embrenharmos numa circularidade de uma compreensão e de um pensamento mais abarcante, mais totalizante – «construir o Todo Completo, que é a verdadeira imagem do Real... no fundo é por onde eu ando.»(7)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, gostaria de mais uma vez agradecer a António Telmo o facto de ter feito o favor de reencarnar nesta época, dando-nos o privilégio de com ele convivermos, conversarmos e partilharmos estas coisas tão extraordinárias que são as palavras e os pensamentos, complicadas in extremis por esta tramada idiossincrasia portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rui Arimateia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;NOTAS:&lt;br /&gt;1) Lello &amp;amp; Irmão Editores, Porto, 1976. Referência no Capítulo III –"Conceito de razão e formas da filosofia", na página 218.&lt;br /&gt;2) R.A. Schwaller de Lubicz – PROPOS SUR ÉSOTÉRISME ET SYMBOLE, Col. 'Mystiques &amp;amp; Religions, Dervy-Livres, Paris, 1989 (págs. 9,11 e 12).&lt;br /&gt;3) Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1987, página 109, artigo sobre a 'Filosofia Portuguesa'.&lt;br /&gt;4) José de Almada Negreiros – POESIA, Col. 'Obras Completas', n.º4, Editorial Estampa, Lisboa, 1971 (pág. 179).&lt;br /&gt;5) "DN magazine", 25 de Agosto de 1991, pág. 27.&lt;br /&gt;6) Entrevista a Antónia de Sousa in "DN magazine", n.º 256, de 25 de Agosto de 1991 (pág.27).&lt;br /&gt;7) Idem&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-8426718237579996231?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/8426718237579996231/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=8426718237579996231&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/8426718237579996231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/8426718237579996231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/08/adeus-antonio-telmo-ate-breve.html' title='ADEUS ANTÓNIO TELMO! ATÉ BREVE!...'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-8675497744413999186</id><published>2010-05-02T22:45:00.000+01:00</published><updated>2010-05-02T22:47:46.780+01:00</updated><title type='text'>Cântico ao Horto das Oliveiras</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S93yuNfDcgI/AAAAAAAAAR0/MQtCT4vjJEc/s1600/horto_das_oliveiras%5B1%5D.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466792398405464578" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S93yuNfDcgI/AAAAAAAAAR0/MQtCT4vjJEc/s320/horto_das_oliveiras%5B1%5D.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Horto das Oliveiras em Jerusalém&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-8675497744413999186?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/8675497744413999186/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=8675497744413999186&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/8675497744413999186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/8675497744413999186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/05/cantico-ao-horto-das-oliveiras.html' title='Cântico ao Horto das Oliveiras'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S93yuNfDcgI/AAAAAAAAAR0/MQtCT4vjJEc/s72-c/horto_das_oliveiras%5B1%5D.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-6888490815933557222</id><published>2010-05-02T22:37:00.004+01:00</published><updated>2010-05-26T22:01:28.209+01:00</updated><title type='text'>SOBRE A RELIGIOSIDADE NO ALENTEJO</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;O livro de J. A. David de Morais &lt;em&gt;RELIGIOSIDADE POPULAR NO ALENTEJO&lt;/em&gt;, das Edições Colibri, foi apresentado no Forum Cultural Municipal de Alandroal no passado dia 1 de Maio com a presença do Senhor Presidente da Câmara Municipal, Dr. João Grilo; da Senhora Vice-Presidente da Câmara, Dr.ª Fátima Ferreira; do Autor do livro, o Prof. Doutor João David de Morais; e do Editor, o Dr. Fernando Mão de Ferro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;O mesmo livro foi apresentado igualmente na Biblioteca Pública de Évora, no dia 26 de Maio de 2010, com a presença do autor, do Director da Biblioteca, Dr. José António Calixto e do Editor, Dr. Fernando Mão-de-Ferro. O texto foi acrescentado e melhorado em relação à primeira sessão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Foi uma honra enorme e uma ainda maior responsabilidade ter aceite o convite do Professor Doutor João David Morais, e permita-me acrescentar, amigo de longa data e atrevo-me a até a dizer, companheiro nestas lides de estudar e tentar compreender o Alentejo e os Alentejanos, inseridos nesta terra lúcida que penso ser ainda Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O convite para realizar a leitura do livro RELIGIOSIDADE POPULAR NO ALENTEJO – A FESTA DA SANTA CRUZ DA ALDEIA DA VENDA E A SUA DIALÉCTICA COM O SAGRADO e tentar uma sua aproximação e apresentação para um conjunto diversificado de espectadores não foi e não é tarefa fácil, contudo aceitei o desafio, tal como o Senhor Professor João David Morais há mais de três dezenas de anos aceitou o desafio de enveredar pela pesquisa desta problemática da Festa da Santa Cruz e finalmente, decidir-se pela publicação do seu trabalho e das suas reflexões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao Autor, apresento uma rápida fotografia: Médico, Professor Universitário, Investigador, produziu ao longo da sua carreira significativa bibliografia não só sobre temas ligados à sua área profissional, de que é reconhecido nacional e internacionalmente e convidado para seminários, mestrados e conferências…&lt;br /&gt;Possui no seu curriculum a publicação de mais de uma centena de trabalhos científicos e de divulgação – ligados principalmente às áreas da Ecologia Humana e da Antropologia Aplicada, mas passando também pela História, pela Sociologia, Psicologia e Psicanálise. Estes trabalhos científicos referidos são dedicados sobretudo às gentes que habitam o Alentejo. Cito, a título de exemplo e porque são obras que ainda não se encontram esgotadas nas livrarias: “A Transumância de Gados Serranos e o Alentejo”, editado pela Câmara Municipal de Évora, em 1998; “Senhores e Servas – Um estudo de Antropologia Social no Alentejo da primeira metade do século XX”, pelas Edições Afrontamento, em 2003; “Ditos e Apodos Colectivos – Estudo de Antropologia Social no Distrito de Évora”, das Edições Colibri, em 2006.&lt;br /&gt;Quanto ao livro que nos reúne hoje aqui, “Religiosidade Popular no Alentejo”, editado também pelas Edições Colibri, começo por dizer que não é um livro fácil, pelo facto do Prof. João David Morais não se ficar tão só pela descrição etnográfica da Festa da Santa Cruz da Aldeia da Venda. O rigor e o espírito científico aplicados na realização desta obra levaram o Autor a exigir de si próprio uma metodologia multidisciplinar para a compreensão da Festa em si e para nos dar a conhecer a complexidade deste evento religioso que nos legaram as gerações anteriores à nossa.&lt;br /&gt;As grandes temáticas abordadas pelo Autor são, no fundo, o Alentejo e a Religião Popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Alentejo a perspectiva sempre presente, quando abordamos etnologicamente ou antropologicamente estas problemáticas, é a da relação do homem alentejano com a terra. Mais concretamente do homem que habita e labuta arduamente este território e organiza esta Festa da Santa Cruz do Alentejo Profundo…como o Prof. João David Morais a certo ponto começa a designar a Aldeia da Venda e toda esta região do interior do Alentejo Central, encostada à raia espanhola.&lt;br /&gt;No início do seu trabalho, apresenta informação preciosa sobre a relação dos alentejanos com o Sagrado, desde a Pré-História, passando pela Romanização, pela Idade Média até à contemporaneidade dos nossos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num estudo por mim efectuado em 1992 “A Festa de São Marcos e a Religiosidade Popular”, e publicado na revista “Ibn Marúan”, N.º 2, de Marvão, a certa altura refiro que: “Nos primórdios do Cristianismo a maioria das comunidades subsistia através da Agricultura, consequentemente foi encontrado um Deus que se interessasse pela fertilidade da terra e dos animais, servindo, em última análise, o próprio homem…&lt;br /&gt;O Papa Gregório I, no século VII, reconhecendo esta maneira de sentir das populações rurais e aldeãs, instruiu o clero no sentido de, se se encontrasse entre aquelas populações simples, crenças pagãs profundamente enraizadas as quais não pudessem ser eliminadas facilmente, as transformassem em práticas cristãs:&lt;br /&gt;“…e como eles têm um costume que consiste em sacrificar muitos bois ao Diabo, substituam-no por qualquer outra solenidade, como um dia de Consagração ou dos Festivais dos santos mártires… Nessas ocasiões podem construir abrigos de ramos para si próprios à volta das igrejas que dantes foram templos, e celebrar a solenidade com festividades devotas. Não devem sacrificar mais animais ao Diabo, mas podem matá-los para comer em louvor de Deus, e agradecer ao que concede todas as dádivas a abundância de quem gozam.”&lt;br /&gt;Esta Festa poderá perfeitamente ser actualmente a reminiscência de outras Festa ancestrais e situadas temporalmente para além da memória dos homens e das mulheres dos nossos dias.&lt;br /&gt;Contudo, ao Autor não interessa tanto o estudo da relação do homem com Deus, mas sim do homem com o Sagrado, com o Mistério, sendo referido na Introdução, e passo a citar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Ora, o Sagrado (o Mistério, o Transcendente, o Além, o Absoluto, o Ultra-Terreno, o Sobre-Humano, etc.) é algo constitutivo do psiquismo humano, daí a sua perenidade – pelo menos enquanto a espécie humana subsistir. (…). O Homo sapiens gerou-se no líquido primacial do Sagrado e, não o tendo o Cosmos dotado de um “manual de instruções teológicas”, cada povo elaborou as suas representações próprias de Deus (ou de deuses).»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Mistérios desta Festa da Santa Cruz da Aldeia da Venda estão relacionados com o Mistério dos Martírios do Senhor, é uma festa de celebração imbuída simultaneamente com o espírito da Quaresma e da Primavera… E é uma festa que conseguiu sobreviver com uma frescura e com uma mensagem impolutas, por enquanto, das folclorizações globalizantes que outras regiões e outras festas do género sofreram ao longo dos últimos anos. O facto de nos encontrarmos no interior do Alentejo poderá ter ajudado a esta impermeabilização de influências exteriores desestruturadoras da mensagem inicial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a própria Festa da Santa Cruz insere-se na construção e na valorização, ao longo de tempos imemoriais, de uma Identidade Cultural mais alargada que é a do Alentejo e a do homem alentejano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta temática da Identidade Cultural, pela sua própria natureza, é complexa, e por isso mesmo extraordinariamente rica em hipóteses de abordagem e de intervenção.&lt;br /&gt;No nosso caso, a Identidade Cultural prende-se fundamentalmente com o “ser alentejano”, pois que é caracterizada essencialmente pela língua, pelas tradições, pelos costumes, por toda uma idiossincrasia que só damos pela sua existência quando nos afastamos fisicamente da terra de origem…&lt;br /&gt;Se o Património Cultural se pode caracterizar fisicamente, a Identidade Cultural pertence mais ao domínio do imaterial, do psicológico e do espiritual, que nasce da relação profunda e inefável entre o Homem e a Terra. É importante reflectir em conceitos tais como: Pátria/Mátria, Religião (na perspectiva etimológica de re-ligare) e Mitologia (os mitos de origem, o eterno presente, a Saudade, a Mãe, a Terra, a Tellus-Mater).&lt;br /&gt;De facto, a Identidade Cultural não possui existência física palpável. Poderão identificar-se pontes culturais e vivenciais comuns, de comportamento de “estar” e de “ser”, entre indivíduos que vivem a mesma terra, os mesmos ritmos e por vezes os mesmos ritos. É importante considerarmos os Ritos/Ritmos humanos na construção harmoniosa de um viver em comum.&lt;br /&gt;Alguns daqueles “pontos em comum” que tradicionalmente nos auxiliam a ver o alentejano enquanto alentejano – a cal, os grandes espaços, o silêncio, o cante colectivo, a contemplação e a solidão do homem perante a Natureza; os gestos e as linguagens seculares das Artes e dos Ofícios… e neste caso concreto, os gestos e as linguagens, imbuídos de mistério, da Religião Popular e das Festas Cíclicas Religiosas que teimam ainda em continuar a enriquecer cultural e espiritualmente o Alentejo.&lt;br /&gt;Contudo, temos consciência de que o Alentejo já não é só isso!... O que caracteriza o Alentejo e o “ser alentejano” transformou-se hoje num conceito muito mais alargado, muito mais rico, devido fundamentalmente à sociedade aberta em que vivemos, que estamos ainda a aprender a construir, nomeadamente após o 25 de Abril de 1974.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constatemos, por outro lado as “situações-problema” que negativamente poderão contribuir para a destruição da Identidade Cultural de uma dada População: excessiva mecanização/ automatização do trabalho, nomeadamente nos trabalhos da terra, o excesso de televisão/comunicação, o consumismo exagerado, toda uma deseducação da sensibilidade através de uma reprodução de saberes e de gostos e de gestos monolíticos e que provocam em última análise uma estranha e perigosa obesidade mental…&lt;br /&gt;Tudo isto vai acabar por formatar negativamente as mentalidades dos homens e das mulheres que, de modo passivo e inconsciente se vão a pouco e pouco entregando sem resistência…e vão esquecendo os gestos e a poesia e o cante que ainda estão presentes e são o suporte anímico da sua comunidade identitária de vizinhos.&lt;br /&gt;Assim, os ritos e os mitos, transmitidos através dos gestos e das palavras, das mensagens vivenciais que a tradição, a identidade, o sentimento colectivo, o legado da família, etc., estão em risco de já não lhe compreendermos o seu sentido mais profundo… tal como os versos do Cântico à Ordem das Oliveiras vai sendo cada vez mais encurtado e cada vez menos compreendido pelas cantadoras, correndo o risco de se perder, a partir de certa altura, o seu significado mais íntimo, mais essencial e tornando-se necessariamente a dramatização menos sentida e mais superficial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não queria deixar de referir os diferentes enfoques pelos quais o Prof. João David de Morais nos convida na abordagem a esta problemática.&lt;br /&gt;Desde o enfoque etnográfico, com as recolhas efectuadas na Aldeia da Venda e no Concelho de Alandroal e não só, sobre esta Festa ou festas semelhantes.&lt;br /&gt;O enfoque antropológico que lhe vai permitir uma interpretação e uma sistematização dos materiais, das fichas elaboradas durante mais de trinta anos.&lt;br /&gt;Complementarmente, vai auxiliar-se de outros instrumentos, outras disciplinas científicas que lhe permitem aprofundar ainda mais as manifestações culturais e religiosas estudadas, que foram a Psicologia e a Psicanálise, através de autores como Mélanie Klein, Sigmund Freud e Georges Devereux.&lt;br /&gt;Finalmente gostaria de referir a obra científica de um outro autor, transversal a todo o estudo agora apresentado, que é Mircea Eliade, o grande erudito da História das Religiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo este conjunto de autores, vão apetrechar por sua vez David Morais, por um lado a compreender a problemática estudada, por outro a ficar habilitado a recusar o assim denominado pseudocientifismo de alguns autores modernos, principalmente no que concerne ao estudo da figura de Santa Maria Madalena, nomeadamente quando a figura e a sua problemática é popularizada nos recentes livros de Dan Brown, nomeadamente no best-seller de “O Código da Vinci”, que aborda vários aspectos de eventual relacionamento entre Jesus e Maria Madalena e a existência de um tenebroso “Priorado do Sião”… livro este repleto de falsos documentos e de inverdades históricas…&lt;br /&gt;De realçar a Bibliografia citada no final do livro e consultada pelo Autor, que poderá auxiliar para quem deseje aprofundar as temáticas, num conjunto de cerca de quatrocentos títulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Festa, simbologia, iniciação, catarse, rito de passagem, mito, rito, mistérios, religião, drama, mulher, cântico, Cristo, Maria Madalena, Madanela, Mordoma, Mestra, Cruz e Santa Cruz, Sudário, prata, ouro, lágrimas e risos, Sol e Lua… são algumas palavras-chave para nos ajudarem a compreender e a desmontar toda a complexa trama deste Cântico à Ordem das Oliveiras! Festa esta que tem o poder de re-sacralizar o espaço onde é ciclicamente organizada e dramatizada.&lt;br /&gt;Poderemos abordá-la, e o Prof. David Morais o sugere, por duas vias.&lt;br /&gt;A primeira tentando olhar de frente e compreender qual o papel do “psiquismo humano” na construção deste fenómeno religioso. Estamos no fundo a propor um método de autoconhecimento do próprio homem enquanto inventor do rito. Perceber qual o papel do indivíduo na construção e na manutenção do mundo que o rodeia.&lt;br /&gt;Como diziam os antigos “Eu sou o que sou”…&lt;br /&gt;A outra via é a tentativa de compreensão do próprio indivíduo perante o Cosmos, aqui representado pelo Sagrado, pelo Mistério. Só poderá ser adivinhado, sentido e nunca encarado directamente.&lt;br /&gt;Mistério e Verdade - a mesma problemática!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos nossos tempos modernos, da escrita e do registo, existe abundante literatura sobre a Iniciação e as iniciações... muita investigação e muito “faz de conta” sobre o assunto, dos mais sérios, desde que o homem iniciou a transmissão de experiências e de vivências da Religião [re-ligação] e as sussurrava de boca a ouvido, para que as mesmas, ou não se perdessem ou não caíssem em mentes e corações menos puros porque ávidos de poder e de ter e indiferentes ao sofrimento e ao bem estar de outrem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Iniciação é a porta de entrada, é o limiar para um novo mundo e uma nova experiência de vida, contudo desconhecida…&lt;br /&gt;Recordemos Victor Hugo quando afirma que:&lt;br /&gt;«É no interior de nós próprios que é preciso olhar o exterior. O profundo espelho sombrio encontra-se dentro do homem. É lá que está o claro-escuro terrível... [sem sombra] Ao debruçar-nos sobre este poço, nós aí apercebemos a uma distância abismal, num círculo estreito, o mundo imenso...».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde tempos imemoriais que os Antigos Mistérios, detentores da Sageza das Idades, têm tido como fim último da sua Demanda, a cabal compreensão da Verdade. Contudo, esta parece ser inatingível, para o homem comum, o qual, para ultrapassar a frustração de incapacidade que lhe (a)parece inata, vem transformando e espartilhando o que julga entender por Verdade em miríades de dogmas, de leis, de convenções, de teorias, que o ajudam a dominar a Realidade e a Vida... segundo os seus próprios juízos e critérios.&lt;br /&gt;Sempre o homem comum olha para o exterior de si próprio quando quer compreender qualquer mistério vital, sempre ele tem julgado que aquela Verdade intransponível e inacessível se encontra encerrada algures, em algum país longínquo, em algum livro dito sagrado, em qualquer local ou pessoa investida de autoridade. Porém, e fazendo jus ao aforismo antigo que reza: «Não me procuraríeis se não me tivésseis encontrado já...», resta-nos a possibilidade de (re)encontrar algo, e esse algo estará encerrado no nosso próprio corpo, nos nossos genes, no nosso Ser... ou, se quiserem, mais misticamente dito, oculto no nosso Coração...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, o investigador moderno da Sabedoria Sagrada e dos Mistérios do Antigo Egipto, Schwaller de Lubickz numa das suas obras refere que «não é preciso imaginar nada: é preciso calar... e escutar... É preciso olhar no silêncio, sem querer ver e aceitar o Nada, porque ao que o homem denomina por “nada” isso é a Realidade».&lt;br /&gt;Voltando à problemática da Festa da Santa Cruz na Aldeia da Venda:&lt;br /&gt;No fundo, só conseguimos olhar o fenómeno e nunca chegar à Causa que o produziu. Tal como Maria Madalena chegou até Jesus, mas terá chegado até Cristo?&lt;br /&gt;Porque a personagem Cristo foi criada a partir da dramatização Crucificação / Ressurreição. O homem Jesus transmutou-se no Cristo Cósmico, intangível para os restantes humanos pois que quando Madalena O reconhece Ele lhe estende a mão e diz “Noli me tangere!”…”Não me toques!”…&lt;br /&gt;Jesus é o homem físico, Cristo o paradigma espiritual e salvífico…&lt;br /&gt;A relação entre uma perspectiva micro, a do homem e a sua pequenez, e uma outra perspectiva macro, a do Cosmos e da imensidão, está continuamente em jogo, num dinamismo umas vezes tão evidente mas outras completamente oculta.&lt;br /&gt;Referem alguns autores, e refiro de memória, que a origem etimológica da palavra “sagrado”, de origem semita, SCR, quererá dizer “reprodução”… No fundo a procura do sagrado por parte do ser humano ao longo de milénios de existência e de evolução é a tentativa de sobrevivência física (pelo menos) num mundo que à partida lhe é adverso e que tem tentado dominar.&lt;br /&gt;Reflectindo, a ritualização de um mito, de uma parábola, de um episódio genésico dos nossos antepassados, significará por um lado a sacralização cíclica de um espaço e de um tempo para, de seguida se criar as condições de continuidade física e espiritual da própria comunidade, regularizando as relações entre os seus membros e provocando uma coesão do próprio grupo.&lt;br /&gt;As dicotomias Sol / Lua, homem / mulher, terra / céu… são relações que apontam para este jogo de contrários mas que, fazendo jus à máxima de Hermes Trismegistos, no seu texto “A Tábua de Esmeralda”, percebemos a mensagem que tem sido transmitida pelos Sages, pelos Mestres e Mestras ao longo de eras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«É verdadeiro, completo e certo. O que está embaixo é como o que está em cima e o que está em cima é igual ao que está embaixo, para realizar os milagres de uma única coisa.&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, as coisas foram e vieram do Um, desse modo as coisas nasceram dessa coisa única por adopção.&lt;br /&gt;O Sol é o pai, a Lua a mãe, o vento o embalou em seu ventre, a Terra é sua ama; o Telesma do Mundo está aqui. (…).»&lt;br /&gt;Nos passados dias 7 e 8 de Maio de 2010 os habitantes da Aldeia da Venda representaram mais uma vez o drama da Madanela e da Santa Cruz no Horto das Oliveiras…Faço votos para que não deixem cair o testemunho desta tradição e que continuem a praticá-la e a vivê-la para regozijo dos muitos forasteiros que lá se deslocaram nesse dia a fim de beberem aquela tradição, fazendo com que as suas vidas quotidianas ficassem mais ricas e com mais sentido após terem assistido e participado num rito acontecido num espaço sagrado.&lt;br /&gt;O centro do mundo naquele dia terá sido de facto o largo da Aldeia da Venda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Rui Arimateia&lt;br /&gt;Biblioteca Pública de Évora&lt;br /&gt;26 de Maio de 2010&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-6888490815933557222?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/6888490815933557222/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=6888490815933557222&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/6888490815933557222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/6888490815933557222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/05/sobre-religiosidade-no-alentejo.html' title='SOBRE A RELIGIOSIDADE NO ALENTEJO'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-4491583510319800220</id><published>2010-04-25T10:11:00.001+01:00</published><updated>2010-04-25T10:13:59.359+01:00</updated><title type='text'>Évora e as Comemorações do 25 de  Abril de 2010</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S9QHldWAR3I/AAAAAAAAARs/_QrCM3jc4LI/s1600/Evora+25_Abril_2010.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464000588020729714" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S9QHldWAR3I/AAAAAAAAARs/_QrCM3jc4LI/s320/Evora+25_Abril_2010.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-4491583510319800220?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/4491583510319800220/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=4491583510319800220&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/4491583510319800220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/4491583510319800220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/04/evora-e-as-comemoracoes-do-25-de-abril.html' title='Évora e as Comemorações do 25 de  Abril de 2010'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S9QHldWAR3I/AAAAAAAAARs/_QrCM3jc4LI/s72-c/Evora+25_Abril_2010.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-5834443471494497732</id><published>2010-04-25T09:55:00.002+01:00</published><updated>2010-04-25T10:11:07.272+01:00</updated><title type='text'>É TEMPO DE REFORÇAR OS VALORES DO 25 DE ABRIL</title><content type='html'>Ontem viveram-se na Praça do Giraldo, como tem vindo a ser um hábito saudável desde há muitos anos, as Comemorações do 25 de Abril.&lt;br /&gt;Já lá vão 36 anos!... Curioso o número teosófico daqui resultante... o zero! A mensagem que nos chegou da Associação 25 de Abril para isso nos alerta - o de voltar a fazer um 25 de Abril, é preciso um novo 25 de Abril! Sem chaimites e sem espingardas mas, num esforço conjunto de reforço e simultaneamente de mudança de valores que de facto não têm sido suficientemente vividos e defendidos por aqueles que possuem os instrumenos legais e institucionais para o fazer! É tempo de todos os que acreditam na autenticidade de valores como justiça, como solidariedade, como democracia, gritarem alto, tal como aconteceu no tempo dos alvores da República: Liberdade! Igualdade! Fraternidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ASSOCIAÇÃO 25 DE ABRIL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MENSAGEM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cada ano que passa, renova-se o ritual de lembrar o Portugal de antes de Abril, a luta contra a ditadura, a libertação e os dias de esperança e de construção de um país novo.&lt;br /&gt;Fazemo-lo, orgulhosos da luta desenvolvida contra os opressores, da acção libertadora que essa luta proporcionou e das jornadas cívicas, onde todos participaram activamente.&lt;br /&gt;Fazemo-lo também no ano em que se evocam os cem anos da implantação da República. Lembrando que o 25 de Abril fez renascer os valores republicanos, que havia 48 anos estavam amordaçados.&lt;br /&gt;E, num tempo em que parecem vacilar os valores republicanos do serviço público desinteressado, do culto do bem comum e da escrupulosa gestão dos valores patrimoniais comuns, no momento em que muitos inimigos da República, da Liberdade, da Justiça Social e do 25 de Abril se aproveitam das fraquezas dos maus republicanos para as darem como inerentes e contaminadoras do próprio ideal democrático, há que afirmar orgulhosamente os princípios por que se bateram os combatentes da Rotunda, dizendo que o 25 de Abril de 1974 prolongou e aprofundou o 5 de Outubro de 1910, a bem de Portugal e dos Portugueses.&lt;br /&gt;Mas passados 36 anos, olhando a situação a que se chegou, impõe-se perguntar “Se foi para isto que se fez o 25 de Abril?”&lt;br /&gt;É uma questão que se coloca muitas vezes, juntamente com a de “Valeu a pena?”, acrescida da afirmação “É preciso fazer outro 25 de Abril!”&lt;br /&gt;Perante o ponto a que se chegou, confessamos ser difícil responder a essas questões.&lt;br /&gt;Os sentimentos são contraditórios, parecem impossíveis de conviver entre si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto porque por um lado, foi para isto que se fez o 25 de Abril!&lt;br /&gt;Sim, porque foi para terminar com a ditadura que se fez o 25 de Abril! E, em consequência, a democracia aí está, possibilitando a todos e a cada um que, usando a liberdade conquistada, participe na escolha dos seus diversos dirigentes.&lt;br /&gt;Sim, porque foi para terminar com a guerra que se fez o 25 de Abril! E a guerra terminou, ajudando ao nascimento de novos países, que, com muitas dificuldades é certo, vêm caminhando, fazendo o seu próprio caminho de países independentes, construindo a sua própria história.&lt;br /&gt;Sim, porque foi para terminar o isolamento internacional em que Portugal vivia que se fez o 25 de Abril. E aí estamos nós, inseridos na União Europeia, com relações amigáveis com todos os países do mundo!&lt;br /&gt;De facto tudo isto é verdade, mesmo que tenhamos de concordar que a Democracia tem enormes defeitos, não sendo perfeita só porque ainda não se conhece sistema menos mau. Sendo que o maior deles é permitir que se continue a assumir estar-se em democracia, quando apenas subsistem alguns dos seus aspectos formais.&lt;br /&gt;Como temos de concordar que a Liberdade sofre demasiadas condicionantes, fruto do poder dos mais poderosos, que encontram sempre fórmula de pressionar os mais desfavorecidos.&lt;br /&gt;Como teremos de reconhecer que, apesar de não estarmos envolvidos directamente em qualquer guerra, nos deixámos levar à participação em guerras alheias, fortemente injustas e condenáveis, dando cobertura a acções de agressão a povos com os quais devíamos ser solidários.&lt;br /&gt;Mas, apesar de todas estas insuficiências da nossa democracia, continuamos a considerar que valeu a pena!&lt;br /&gt;A Liberdade, a Democracia e a Paz são valores sem preço, pelos quais vale a pena lutar e tudo arriscar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, o 25 de Abril também foi feito para alcançar a Justiça Social, nas suas várias vertentes!&lt;br /&gt;O 25 de Abril também foi feito para terminar com as enormes desigualdades de que a sociedade portuguesa padecia, também foi feito para fazer com que as classes mais desfavorecidas passassem a ser menos desfavorecidas.&lt;br /&gt;E também foi feito para se construir uma sociedade mais justa, mais igualitária, mais democrática.&lt;br /&gt;E, perante a situação que atingimos, perante a situação que vivemos, há que dizer clara e inequivocamente que “não foi para isto que se fez o 25 de Abril!”&lt;br /&gt;Não foi para cavar um fosso cada vez maior entre os mais ricos e os mais pobres, com situações aberrantes, onde o leque salarial atinge valores de várias centenas, que se fez o 25 de Abril!&lt;br /&gt;Não foi para aumentar a distorção da distribuição do rendimento do trabalho, onde o capital vem abocanhando cada vez mais uma parte de leão, que se fez o 25 de Abril!&lt;br /&gt;Não foi para criar gritantes e escandalosas anomalias na distribuição da parte que cabe aos trabalhadores, que se fez o 25 de Abril!&lt;br /&gt;Como é possível que, enquanto o trabalhador médio português ganha pouco mais de metade do que se ganha na Zona Euro, o gestor português suplante os valores ganhos pelos homónimos americanos, franceses, finlandeses, suecos e outros.&lt;br /&gt;Não foi para isto que se fez o 25 de Abril!&lt;br /&gt;Como também não foi para criar uma sociedade corrupta, de total impunidade e compadrio, que se fez o 25 de Abril!&lt;br /&gt;Não foi para ver os máximos dirigentes do país desacreditados e sem autoridade moral, para pedirem sacrifícios à generalidade da população, que se fez o 25 de Abril!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como foi possível termos chegado a isto?&lt;br /&gt;Como é possível ter-se enfrentado a crise, de forma a que os únicos que ganharam com isso tenham sido os próprios responsáveis por ela? O facto é que, passado o susto, salvos pelo dinheiro dos contribuintes, refinaram os seus métodos, aumentaram os seus privilégios e aí estão, prontos a continuar a exploração de todos, em benefício pessoal! Nada aprenderam com o susto, mantêm uma inconcebível falta de regras éticas e continuam a levar-nos para o abismo.&lt;br /&gt;E, enquanto os gestores continuam a receber vencimentos milionários, os banqueiros a ver aumentados os rendimentos do passado, o desemprego continua a aumentar, os trabalhadores precários são cada vez mais, os pobres aumentam em número absoluto e relativo e as desigualdades sociais são cada vez maiores. A maioria da população vê o seu cinto cada vez mais apertado e não vislumbra uma réstia de luz, ao fundo do túnel!&lt;br /&gt;Como foi possível permitir o enfraquecimento e a ineficiência do Estado, prisioneiro dos pequenos e grandes grupos de interesses que campeiam no país? Grupos que conseguiram transformar partidos políticos em agentes desses mesmos interesses particulares? Assim se chegando a uma situação de degradação inaceitável do Estado, por via da sua subordinação a interesses avulsos e ilegítimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos de ser capazes de romper essa tenebrosa teia de interesses. A vida colectiva dos Portugueses não pode continuar à mercê de um permanente e sistemático entorpecimento do funcionamento da Justiça!&lt;br /&gt;Temos de ser capazes de acabar com o nexo directo entre o não funcionamento dos serviços judiciários, a corrupção e a fraude! Só assim acabaremos com o clima de mal-estar que se instalou na nossa sociedade – o maldizer, o derrotismo, o pessimismo!&lt;br /&gt;Temos de ser capazes de acabar com a impunidade dos responsáveis, por mais arbitrariedades e erros que cometam!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, não foi para isto que se fez o 25 de Abril!&lt;br /&gt;Por isso, como responsáveis maiores do acto libertador de 1974, aqui deixamos o nosso grito de revolta: Não estamos arrependidos, continuamos a considerar que, apesar de tudo, valeu a pena, mas chegou a altura de, também nós, gritarmos que é necessário um outro 25 de Abril!&lt;br /&gt;Mas um 25 de Abril com outras armas!&lt;br /&gt;Não com as G3 e as Chaimites, pois não vivemos em ditadura, mas com as armas que a Democracia nos faculta!&lt;br /&gt;A nossa acção cívica tem de conseguir parar a degradação da nossa sociedade, tem de conseguir devolver-nos a esperança de um novo país, com justiça e solidariedade. Um país mais livre, democrático, justo e fraterno.&lt;br /&gt;E isso só será possível se, todos e cada um, nos imbuirmos do espírito de Abril, se impusermos os seus valores a quem nos dirige. Usando os instrumentos que a Democracia nos fornece, não tendo medo de assumir uma atitude cívica, em defesa e na luta pelos nossos valores, pelos nossos ideais.&lt;br /&gt;Vamos voltar a dizer não! Vamos vencer o medo, não esperando que outros resolvam os problemas! É preciso voltar a avisar toda a gente!&lt;br /&gt;É difícil? Certamente, mas Abril não foi nada fácil. Acreditem que, apesar de ter parecido fácil, porque tudo correu bem, não foi nada fácil.&lt;br /&gt;A responsabilidade na construção de um Portugal verdadeiramente democrático é de todos nós, sem excepção.&lt;br /&gt;Acreditemos todos que é novamente possível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva o 25 de Abril&lt;br /&gt;Viva Portugal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abril de 2010&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-5834443471494497732?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/5834443471494497732/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=5834443471494497732&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/5834443471494497732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/5834443471494497732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/04/e-tempo-de-reforcar-os-valores-do-25-de.html' title='É TEMPO DE REFORÇAR OS VALORES DO 25 DE ABRIL'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-3717079387827610329</id><published>2010-03-17T00:54:00.000Z</published><updated>2010-03-17T00:56:04.645Z</updated><title type='text'>Cavaleiros Templários  - A partilha</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S6Aoh5HeBXI/AAAAAAAAARk/us0JAu846tA/s1600-h/MParis-Templars-BAR600%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449400111851242866" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 274px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S6Aoh5HeBXI/AAAAAAAAARk/us0JAu846tA/s320/MParis-Templars-BAR600%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-3717079387827610329?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/3717079387827610329/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=3717079387827610329&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/3717079387827610329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/3717079387827610329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/03/cavaleiros-templarios-partilha.html' title='Cavaleiros Templários  - A partilha'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S6Aoh5HeBXI/AAAAAAAAARk/us0JAu846tA/s72-c/MParis-Templars-BAR600%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-1007456076706557923</id><published>2010-03-17T00:47:00.000Z</published><updated>2010-03-17T00:54:22.683Z</updated><title type='text'>PORTUGAL TEMPLÁRIO</title><content type='html'>&lt;em&gt;[Ao José Capêlo]&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar gostaria de expressar o agradecimento sincero ao José Manuel Capêlo pelo facto de me ter lançado este desafio de apresentar o livro de sua autoria «Portugal Templário», projecto que há já vários anos anda a perseguir. Desafio maior concerteza foi para ele o dar à estampa este livro que, pela complexidade da matéria, adivinhamos uma persistência, um trabalho e uma força de vontade, que poderemos dizer, de verdadeiro Templário. Foi um projecto que sabíamos ele encontrar-se a realizar mas que não o pressentíamos tão cedo e tão completo.&lt;br /&gt;Falar hoje da Ordem do Templo em Portugal é uma aventura arriscada devido à abundância de fontes, de livros e artigos existentes. Contudo José Manuel Capêlo soube ser original, soube ser exaustivo e exigente na matéria trabalhada. Este livro servirá de referência obrigatória a quem quiser trabalhar e investigar historicamente um pouco mais a Ordem do Templo e o seu desenvolvimento em Portugal.&lt;br /&gt;Apresenta-nos uma cronologia baseada em fontes fidedignas, auxilia-nos a obter uma percepção global da História desta Ordem Militar tendo em conta o próprio desenvolvimento histórico do País e a sua relação com o resto da Europa e do Médio Oriente. É importante esta visão global, já existente no Século XII e levada ao extremo no decorrer dos Séculos XIII e XIV pelo crescimento e desenvolvimento da Ordem do Templo por toda a Cristandade, desde a Alemanha até à Península Ibérica e desde a Grã-Bretanha até aos confins da Terra Santa.&lt;br /&gt;        Hoje, devido à imensa literatura mais ou menos fantástica ao nosso dispor em qualquer escaparate das livrarias, falar da Ordem do Templo ou dos Templários, remete-nos para épocas e para realidades mais ou menos fictícias, onde brilha uma vivida auréola de mistério, de lenda e de enigma.&lt;br /&gt;        Gostaria de re-lembrar que muitos foram os autores, filósofos e historiadores em Portugal que se debruçaram sobre a realidade Templária. Desde Alexandre Herculano e Abade Correia da Serra a Sampaio Bruno, passando por António Quadros e Agostinho da Silva.&lt;br /&gt;Também Fernando Pessoa foi beber à tradição Templária, utilizando esse saber na sua Poesia e na sua Prosa, como poderemos ler o pequeno trecho retirado “Do Ritual do Grau de Mestre do Átrio na Ordem Templária de Portugal”, que diz: “... E assim vêdes, meu Irmão, que as verdades que vos foram dadas no Grau de Neófito, e aquelas que vos foram dadas no Grau de Adepto Menor, são, ainda que opostas, a mesma verdade.”  E segue com o lindíssimo poema de “Eros e Psique”, autêntico conto de fadas, onde muitos crêem ver descrita de forma poética a iniciação à Sabedoria das Idades.&lt;br /&gt;Mais modernamente temos ainda as incontornáveis obras de Manuel J. Gandra e de Paulo Alexandre Loução, sem falar deste título agora disponível que nos oferece José Capêlo.&lt;br /&gt;        Não irei focar directamente a obra em questão, pois outros muito mais habilitados do que eu nas andanças da investigação histórica concerteza o farão. Contudo gostaria de abordar a extraordinária actualidade de algumas passagens da “Regra Primitiva da Cavalaria Pobre do Templo”, publicada em 1998 pelo Centro Ernesto Soares de Iconografia e Simbólica, em Mafra, sendo a responsabilidade da tradução do investigador Manuel J. Gandra.&lt;br /&gt;Para analisarmos e tentarmos compreender a prática de um Cavaleiro da Ordem do Templo nada melhor do que estudarmos a Regra pela qual a vida monástica se regia hierarquicamente. Por outro lado teremos de usar com ponderação e bom senso a ferramenta da analogia, assim como o método, atrevo-me eu a chamar, da imaginação criadora.&lt;br /&gt;Quase setecentos anos nos separam da data da extinção da Ordem, assim, que outros utensílios poderemos ter ao nosso dispor para compreendermos e para conseguirmos fazer reviver o espírito templário? Em termos de mentalidade, se arriscarmos a fazer a comparação, somente vislumbraremos um imenso fosso entre nós e aqueles  longínquos tempos medievais. Poderemos tentar, isso sim, descobrir um fio condutor que eventualmente tenha acompanhado a evolução dos tempos e das épocas. Pensemos que os Templários talvez tenham sido os primeiros a antever e a tentar a criação de uma Europa Unida... em termos políticos... em termos económicos...em termos culturais...&lt;br /&gt;Gostaria agora de chamar a vossa atenção para duas ou três notas sobre a Regra Primitiva atrás referida.&lt;br /&gt;A vida de um cavaleiro templário era regida por três votos a que consagravam a vida, perante o Mestre, Jesus Cristo: Obediência, Pobreza e Castidade. O Silêncio e a Oração era-lhes caro, durante a sua vida quotidiana, fosse no refeitório, fosse no Capítulo, fosse a cavalgar em direcção ao campo de batalha.&lt;br /&gt;Interessante o que a Regra 26, inserida no Capítulo “Da vida em comunidade” diz:&lt;br /&gt;“Na Sagrada Escritura lê-se: A cada um segundo as suas necessidades. Por isso mandamos que não haja privilegiados, apenas exame das necessidades. O que de menos tiver necessidade dê graças a Deus e não se entristeça pelo que derem ao outro. O que precisar de mais humilhe-se pela sua fraqueza e não se ensoberbeça pela misericórdia que têm para com ele. Desta forma todos os membros viverão em paz. Proibimos a todos a singularidade nas abstinências e mandamos guardem a vida em Comunidade.”&lt;br /&gt;Faço notar a importância da partilha e da não competição de um em relação ao outro, mas sim orientando as suas práticas quotidianas em direcção à ajuda mútua.&lt;br /&gt;Da Regra 27, no capítulo “Dos mantos brancos dos irmãos”, sobressai o facto da cor branca aparecer como símbolo de pureza: “Sede puros porque eu o Sou”, podemos ler em “Levítico”, XIX-2. Contudo, existe subentendido que não só a pureza exterior é importante mas igualmente e principalmente a pureza do carácter do cavaleiro..&lt;br /&gt;Já na Regra 35, “Do comportamento dos irmãos”, refere o texto a dado ponto: “... Como diz Jesus Cristo pela boca de David e é verdade: “Em me ouvindo logo me obedece.”, “Salmos”, XVII-45, numa referência directa ao Voto de Obediência. E mais à frente refere o texto: “Não vim fazer o meu gosto, mas o de quem me mandou.”, referência a S. João, VI-38,39.&lt;br /&gt;Na Regra 55, “Da forma de receber os irmãos”, lemos: “Quando um cavaleiro ou qualquer outro secular quiser deixar o mundo e as suas vaidades e escolher a vida em comunidade no Templo, não se defira logo a sua petição, mas, como diz São Paulo: “Examine-se o espírito, se é de Deus.” [S. João, I Epístola, V-8].&lt;br /&gt;Finalmente uma última referência, à Regra 65, “Das faltas leves”, que diz: “O Mestre, que tem o báculo para sustentar os fracos e a vara para castigar com zelo santo os delitos, não se resolva a castigar senão com o parecer do Patriarca e havendo-se encomendado a Deus...”.&lt;br /&gt;Ao escolher este conjunto de Regras, cujo total é de 76, estou a fazer uma escolha, uma opção, estou a enquadrar-me dentro de uma mentalidade místico-religiosa que tão grata foi aos Templários. Interessa-me neste momento muito menos o seu aspecto de conquista e de guerra exterior na defesa dos caminhos da Terra Santa e do Santo Sepulcro, mas sim o seu aspecto de conquista e de evolução espiritual interior, através da imitação de Cristo, fazendo jus à sua divisa: “Non nobis, Domine, sed nomini tuo da gloriam”.&lt;br /&gt;Ser Templário naquela altura, e ainda hoje – e partindo da hipótese que hoje em dia haverá ainda uma Ordem Templária autêntica, isto é, justificada pela Sucessão Apostólica de iniciações que remontem pelo menos à altura em que o último Mestre Templário instruiu e iniciou continuadores – era e é viver para o serviço da Humanidade. O Templário – e a partir daqui con-fundo propositadamente os Templários dos Séculos XII-XIV com a possibilidade do homem de hoje poder encarnar aquela responsabilidade e aquele compromisso, não obstante as diferenças de mentalidades – é um peregrino que vive para tornar o mundo melhor, dedicando-se totalmente à reparação do errado, protegendo o fraco e suprimindo o mal onde quer que se depare com ele. Contudo é-nos avisado constantemente, de forma velada ou desvelada: “Somente os puros têm sucesso”... os impuros não são verdadeiros Cavaleiros. Competirá a cada um de nós, no seu interior, saber o que é puro e o que é impuro, partindo do princípio de que poderemos todos nós ser Cavaleiros. A actividade exterior terá de ser a expressão da pureza interior.&lt;br /&gt;Por isso a Cruz aparece no Caminho.&lt;br /&gt;A Cruz simbolizará a purificação da própria natureza do Cavaleiro. Aponta em direcção ao sacrifício total, da entrega do eu ao não-eu, do ser ao não ser. Pelo sacrifício e pela purificação, o campo tornou-se preparado para a sementeira, só então poderá acontecer o desabrochar, o florescer.&lt;br /&gt;Vários conceitos considero serem importantes para a compreensão da Ordem do Templo e que importa reflectir. Serão eles eventualmente susceptíveis de serem postos em prática nos dias de hoje, tal como o foram há séculos atrás:&lt;br /&gt;1.                           o conceito de Comunidade, de entre-ajuda, em redor de um objectivo comum: o da reconstrução do Templo de Salomão;&lt;br /&gt;2.                           o conceito de Iniciação [aos Mistérios] tendo em conta a já referida Sucessão Apostólica, nomeadamente da Igreja de João;&lt;br /&gt;3.                           o conceito da Demanda e da Peregrinação, em que a busca do Santo Graal e a construção de uma rede estabelecendo ligações perenes entre os múltiplos Espíritos do Lugar, isto é, na reconstrução, por todas as zonas de influência da Ordem, de réplicas do Templo de Salomão, por exemplo: Charola do Convento de Cristo em Tomar ou, mais perto de nós, a Ermida de Santa Catarina de Monsaraz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ordem do Templo, guardiã dos Caminhos e Lugares Santos, foi um anel na imensa corrente conciliadora do passado e do futuro. A Palestina, primeiro espaço em que se movimentou, constituía o pólo místico, ou charneira ideal entre dois mundos: o Oriental e o Ocidental. A sua missão visava a constituição de um Templo digno da Divindade: o mundo interior, condição dos homens livres e virtuosos, que se simbolizava pela imagem do templo de Salomão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para compreendermos a filosofia Templária ligada aos aspectos da iniciação e da regeneração humana, tenhamos em conta que:&lt;br /&gt;1.                              “Não se é iniciado pelos outros; iniciamo-nos nós mesmos”.&lt;br /&gt;2.                              “O iniciado está só ou, mais exactamente, é único, pois nenhum homem evolui em lugar de outro.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir deste momento da minha reflexão, parto do princípio hipotético, mas não menos real, de que cada um de nós é um potencial cavaleiro Templário, isto é, está dentro das nossas possibilidades enquanto seres humanos de assumirmos os desafios, a procura, as batalhas travadas e a travar, com o objectivo de melhorar, fazer evoluir espiritualmente a Humanidade como um Todo Indivisível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Busca, no fundo, está em nós, o Caminho passa realmente pela nossa auto-compreensão. Desde os tempos imemoriais da História do Homem, em que este conseguiu, por direito, ter acesso ao Castelo do Graal. Aqui, onde brilha a Lanterna da Intuição poder-se-á completar a Aventura da Demanda quando, ao beber-se do Cálix Sagrado, a transmutação espiritual acontecerá e o homem-em-demanda, finalmente, se transformará, se transmutará, em Homem-Crístico, o Senhor Universal da Compaixão. Então, o microcosmos e o Macrocosmos voltam a identificar-se conscientemente, então, como o afirmou o Poeta, o homem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        “Ergue a mão, e encontra hera,&lt;br /&gt;                        E vê que ele mesmo era&lt;br /&gt;                        A Princesa que dormia.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, quando se inicia a Busca? Poderemos nós decidir conscientemente do início da Demanda? Poderemos nós querer iniciar o Caminho? Haverá métodos de procura? Haverá Iniciação porque tão só queremos ser iniciados? Contudo, sempre coube ao Cavaleiro ousar conquistar e dominar o Mundo...&lt;br /&gt;Questões importantíssimas colocam-se-nos, tanto mais importantes quanto nós sabermos e estarmos conscientes da ilusão que nos domina a todos os níveis – físico, psicológico, espiritual...&lt;br /&gt;É necessário sentir e viver o apelo interior, mais profundo, e para além de quaisquer definições ou justificações que possamos apontar aquando do seu aparecimento. Afinal as nossas mais autênticas aspirações são a conquista da felicidade, a compreensão global da Verdade, o conseguirmos vivenciar o Deus-em-nós, dependendo muito da idiossincrasia de cada um e do seu projecto de Vida, a qualidade do apelo e do impulso sentido, buscado e vivido.&lt;br /&gt;A Via ou Busca Espiritual é a total disponibilidade, é a faculdade mais profunda do Ser que se predispõe a efectuar a recepção de energias espirituais no próprio momento em que se implementa e se desenvolve o estado de dádiva absoluta, inclusive da própria vida... tal como H. P. Blavatsky na sua obra “A Voz do Silêncio”: “Renuncia à vida se queres viver.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Busca começa em nós. O Deus tão procurado, tão aspirado, reside em nós. Como é afirmado no Chandogya Upanishad&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7678614957261142903#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt; (III-14): “Este Atman que reside no coração, é menor que um grão de arroz, menor que um grão de cevada, menor que um grão de alpista; este Atman, que reside no coração, é ao mesmo tempo, maior que a Terra, maior que a atmosfera, maior que o céu, maior que todos os mundos reunidos.”&lt;br /&gt;Gostaria ainda de citar Paracelso que disse numa das suas obras: “Trazemos em nós o centro da natureza.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um de nós é realmente um centro que efectua a ligação do Céu à Terra, mais ou menos conscientemente, com mais ou menos intensidade, mas em contínua evolução, em permanente busca, onde impera o sofrimento ou a felicidade, a paz ou a guerra, o amor ou o ódio, ou então achamo-nos subitamente num estado onde não é possível encontrar quaisquer referências para se compararem os complementares, para se olharem as contradições, para se apontarem os conceitos antagónicos. É através desse estado, que acontece a autêntica percepção da Totalidade, no sentido da autêntica consciencialização da Unidade, da Vida e da Morte. Quando acontece, não a identificação do eu com o Caminho (auto-valorizando-se egoisticamente aquele), mas sim quando transparece uma autêntica Libertação, Transmutação Espiritual, do indivíduo em relação à Lei de Causa e Efeito que rege o desejo de viver. Lei desencadeadora de forças, de espectativas, de tensões, num espaço e num tempo limitados e limitadores em que o Desconhecido, o Atemporal, o Ilimitado e a Demanda (desinteressada dos prazeres comuns do quotidiano) não fazem sentido...&lt;br /&gt;A Busca, a Demanda, autênticas, são Solidão... mas são igualmente estados de União e Comunhão. Ao nível da relação humana e da relação do Homem com o Universo, nos estados de consciência atrás referidos, não existem um sujeito e um objecto separados e isolados um do outro, não existe a separatividade ilusória, mas onde  a cada um é conferido (implícita e objectivamente) um Estatuto de Ser e de Ser dotado de Palavra simultaneamente Criadora e Libertadora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lei das Complementaridades e a ilusória Lei das dualidades, mais não são do que a manifestação de uma Unidade Inefável.&lt;br /&gt;Não esqueçamos o famoso selo templário: dois cavaleiros montados num mesmo cavalo... empunhando a Espada, símbolo de acção enobrecedora e transformadora, a sua acção é justificada pela Razão e pelo Coração.&lt;br /&gt;Finalmente termino recordando os Salmos (XXIV-3,4):&lt;br /&gt;“Quem subirá na montanha do Senhor?&lt;br /&gt;Quem há-de permanecer no seu lugar santo?&lt;br /&gt;O que tem as mãos inocentes e o coração puro, o que não dirige os seus desejos à mentira, nem jura com engano.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; R.A. – Évora, 29 de Maio de 2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7678614957261142903#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Os Upanishads, livros de carácter sagrado que, na Índia, são comentários explicativos dos Vedas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-1007456076706557923?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/1007456076706557923/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=1007456076706557923&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/1007456076706557923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/1007456076706557923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/03/portugal-templario.html' title='PORTUGAL TEMPLÁRIO'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-80729802913586422</id><published>2010-02-27T01:05:00.003Z</published><updated>2010-02-27T01:08:59.299Z</updated><title type='text'>O Templário, o Sonhador, o Poeta... uma Homenagem</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S4hv8z4fWUI/AAAAAAAAARc/OesNVsvVHHc/s1600-h/y1pfMBng2I2EPgZ1C7lp3ZFkrnwakqjvd_M47fuxCA0wKin1nHlOcBC1Be4yCGj6vJXJaH7gMfopnKQOpA5MGuYLQ%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5442723240187222338" style="WIDTH: 253px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S4hv8z4fWUI/AAAAAAAAARc/OesNVsvVHHc/s320/y1pfMBng2I2EPgZ1C7lp3ZFkrnwakqjvd_M47fuxCA0wKin1nHlOcBC1Be4yCGj6vJXJaH7gMfopnKQOpA5MGuYLQ%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;José Manuel Capêlo - 1946 / 2010&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-80729802913586422?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/80729802913586422/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=80729802913586422&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/80729802913586422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/80729802913586422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/02/jose-manuel-capelo-1946-2010.html' title='O Templário, o Sonhador, o Poeta... uma Homenagem'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S4hv8z4fWUI/AAAAAAAAARc/OesNVsvVHHc/s72-c/y1pfMBng2I2EPgZ1C7lp3ZFkrnwakqjvd_M47fuxCA0wKin1nHlOcBC1Be4yCGj6vJXJaH7gMfopnKQOpA5MGuYLQ%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-8545956370800310947</id><published>2010-02-27T00:57:00.004Z</published><updated>2010-02-27T01:09:29.886Z</updated><title type='text'>A MORTE É A CURVA DA ESTRADA</title><content type='html'>Em memória do Poeta, Templário de coração, José Manuel Capêlo.&lt;br /&gt;Um poema simples para um homem simples, do nosso Fernando Pessoa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A morte é a curva da estrada,&lt;br /&gt;Morrer é só não ser visto.&lt;br /&gt;Se escuto eu te oiço a passada&lt;br /&gt;Existir como eu existo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terra é feita de céu.&lt;br /&gt;A mentira não tem ninho.&lt;br /&gt;Nunca ninguém se perdeu.&lt;br /&gt;Tudo é verdade e caminho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Até Sempre!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-8545956370800310947?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/8545956370800310947/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=8545956370800310947&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/8545956370800310947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' 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id="BLOGGER_PHOTO_ID_5442340176523419442" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S4cTjkiD3zI/AAAAAAAAARU/MLWOFSof0GE/s320/lucifer.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-5400355708546869850?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/5400355708546869850/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=5400355708546869850&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/5400355708546869850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/5400355708546869850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/02/lucifer-o-transportador-da-luz.html' title='Lucifer... o transportador da Luz...'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S4cTjkiD3zI/AAAAAAAAARU/MLWOFSof0GE/s72-c/lucifer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-3823037465326877595</id><published>2010-02-26T00:07:00.000Z</published><updated>2010-02-26T00:08:38.086Z</updated><title type='text'>A PLENITUDE DO TEMPO</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Num trono de ferro enferrujado,&lt;br /&gt;Além da mais remota estrela do espaço,&lt;br /&gt;Eu vi Satã sentado, sozinho,&lt;br /&gt;Velho e corcovado era o seu rosto;&lt;br /&gt;Porque o seu trabalho fora feito, e ele&lt;br /&gt;Descansava na eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E até ele, do Sol&lt;br /&gt;Vieram seu Pai e amigo,&lt;br /&gt;Dizendo, – Agora que a obra está feita,&lt;br /&gt;O antagonismo terminou –&lt;br /&gt;E guiou Satã para o&lt;br /&gt;Paraíso que Ele conhecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gabriel, sem carranca;&lt;br /&gt;Uriel, sem lança;&lt;br /&gt;Rafael desceu cantando,&lt;br /&gt;Dando Boas-vindas ao seu antigo par:&lt;br /&gt;E sentaram ao lado dele&lt;br /&gt;Aquele que havia sido crucificado.”&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;James Stephens, “The Fulness of Time” –&lt;br /&gt;Collected Poems, MacMillan and Co, Ltd., London, 1931&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-3823037465326877595?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/3823037465326877595/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=3823037465326877595&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/3823037465326877595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/3823037465326877595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/02/plenitude-do-tempo.html' title='A PLENITUDE DO TEMPO'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-8766834260023240598</id><published>2010-02-16T22:23:00.001Z</published><updated>2010-02-16T22:26:37.312Z</updated><title type='text'>O Alentejo... um Mundo ainda a descobrir...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S3sbVy7oWZI/AAAAAAAAARE/N4eLAbk0W2I/s1600-h/6a00d8341d53d453ef01157102fb07970b-800wi%5B1%5D.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5438971036243089810" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 202px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S3sbVy7oWZI/AAAAAAAAARE/N4eLAbk0W2I/s320/6a00d8341d53d453ef01157102fb07970b-800wi%5B1%5D.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Pitura de Estrela Faria&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-8766834260023240598?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/8766834260023240598/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=8766834260023240598&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/8766834260023240598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/8766834260023240598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/02/o-alentejo-um-mundo-ainda-descobrir.html' title='O Alentejo... um Mundo ainda a descobrir...'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S3sbVy7oWZI/AAAAAAAAARE/N4eLAbk0W2I/s72-c/6a00d8341d53d453ef01157102fb07970b-800wi%5B1%5D.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-3954412139113797779</id><published>2010-02-16T22:21:00.000Z</published><updated>2010-02-16T22:23:29.793Z</updated><title type='text'>SÓ POSSO SER UNIVERSAL SE EU CANTAR A MINHA ALDEIA - ATAHUALPA YUPANQUI</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Canción del Trovador Errante&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fui un trovador errante&lt;br /&gt;sombra por caminos sin almas&lt;br /&gt;Mis riquezas&lt;br /&gt;fueron aquellos sitios&lt;br /&gt;donde aprendian mis canciones&lt;br /&gt;quienes me las mostraban&lt;br /&gt;vagabundos alrededor de sus hogueras&lt;br /&gt;iluminaciones de cirqueros y perros&lt;br /&gt;donde me convertia en una chispa transitória&lt;br /&gt;disuelta en las remotas&lt;br /&gt;antífonas que saben las cigarras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mi pátria era la intempérie&lt;br /&gt;los acosados campos de clorofila elemental&lt;br /&gt;y fauna en eclosión&lt;br /&gt;pero también era ceniza&lt;br /&gt;miércoles de lloviznas masticando&lt;br /&gt;la hogaza súcia y nutritiva que comparte&lt;br /&gt;el proscrito ordinário&lt;br /&gt;risueño  y colosal&lt;br /&gt;entre las tíbias ocasionales&lt;br /&gt;piernas de um cisne amaestrado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui un trovador errante y ahora&lt;br /&gt;tras el paso del tiempo&lt;br /&gt;soy quien enciende las hogueras&lt;br /&gt;quien convoca luciérnagas&lt;br /&gt;y sabe el nombre de la chispa que salta&lt;br /&gt;de la crepitación hacia la noche&lt;br /&gt;cometa de un universo diminuto&lt;br /&gt;donde mi mano es la de Diós&lt;br /&gt;quiero decir&lt;br /&gt;la de un colosalmente viejo vagabundo&lt;br /&gt;com la mirada puesta en los senderos&lt;br /&gt;com la memoria abierta a la única&lt;br /&gt;riqueza que le espera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Susurraré mi historia a un trovador errante&lt;br /&gt;sombra en busca de almas&lt;br /&gt;para que la reparta junto a los fuegos&lt;br /&gt;ocasionales tíbios que depara el camino&lt;br /&gt;a todos quienes sueñan com un cisne&lt;br /&gt;salvaje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sílvio Rodrigues Dominguez&lt;br /&gt;1996, Madrid&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-3954412139113797779?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/3954412139113797779/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=3954412139113797779&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/3954412139113797779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/3954412139113797779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/02/so-posso-ser-universal-se-eu-cantar.html' title='SÓ POSSO SER UNIVERSAL SE EU CANTAR A MINHA ALDEIA - ATAHUALPA YUPANQUI'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-1115119610228256817</id><published>2010-02-12T22:18:00.000Z</published><updated>2010-02-12T22:21:28.650Z</updated><title type='text'>Uma Brinca de há muitos anos...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S3XUDjGUPJI/AAAAAAAAAQ8/SCWe557H5k4/s1600-h/MCS11295.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437485282546171026" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 318px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S3XUDjGUPJI/AAAAAAAAAQ8/SCWe557H5k4/s320/MCS11295.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Brinca antiga com identitificação desconhecida&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-1115119610228256817?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/1115119610228256817/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=1115119610228256817&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/1115119610228256817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/1115119610228256817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/02/uma-brinca-de-ha-muitos-anos.html' title='Uma Brinca de há muitos anos...'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S3XUDjGUPJI/AAAAAAAAAQ8/SCWe557H5k4/s72-c/MCS11295.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-1472243224281288329</id><published>2010-02-12T19:59:00.001Z</published><updated>2010-02-12T20:01:14.135Z</updated><title type='text'>AS BRINCAS DO ENTRUDO EM ÉVORA - IX</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Curiosidades sobre as Brincas de Entrudo de Évora: As peles dos bombos e caixas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitos anos atrás, muito antes dos relativamente generosos apoios das autarquias para a realização das "brincadeiras" de carnaval, os participantes destes grupos de folgazões tinham de puxar pela imaginação para resolverem as dificuldades muito concretas que existiam. Uma delas era a de fazerem com que as peles das caixas e dos bombos, muitas vezes emprestados, outras vezes velhos instrumentos que passavam de geração em geração, estivessem operacionais de uns anos para os outros. A dificuldade principal era a de arranjarem algum dinheiro a mais para recuperarem aqueles instrumentos. Como este recurso era escasso e como, por vezes, surgiam dificuldades aparentemente insuperáveis sem ele, tinham os rapazes que dar voltas e reviravoltas à cabeça no sentido de as ultrapassarem.&lt;br /&gt;Imaginemo-nos nas vésperas do tão ansiado "ensaio da censura" (ou "baile da censura", que coincidia com o baile do sábado de Carnaval), em que os velhos das brincas de outros tempos tinham o privilégio de ver e criticar o que estava mal no fundamento, na dicção [no cante] das décimas, nos enfeites das roupas e nas interpretações dos figurantes e, principalmente dos palhaços.&lt;br /&gt;Imaginemos, pois, que mesmo nesta altura a pele de uma das caixas ou de um bombo se rompia e punha em causa a saída que para breve estava prevista. Era o desastre total! Contudo, imediatamente se delineavam alternativas para se superar as dificuldades aparentemente irresolúveis. Ainda durante aquela noite os rapazes espalhavam-se pelas redondezas a fim de conseguirem um gato ou um cão, conforme precisassem de peles para a caixa ou para o bombo! Nestas noites que antecediam o Carnaval e durante os três dias de festas, era ver as velhas a guardarem muito bem guardados os seus bichos de estimação, ainda assim não fosse a sua pele servir de bombo ou de caixa para a rapaziada. E ainda por cima escarneciam da desgraçada no dia da saída da brinca, pois que, quando passavam em frente da casa da dona do infeliz animal, os brincalhões não se coibiam de fazer uma grande algazarra a chamar pelo bicho, miando ou ladrando conforme fosse o caso, para grande desespero da dona do até aí desaparecido animal: tinha sido encontrado o seu destino!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-1472243224281288329?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/1472243224281288329/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=1472243224281288329&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/1472243224281288329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/1472243224281288329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/02/as-brincas-do-entrudo-em-evora-viii.html' title='AS BRINCAS DO ENTRUDO EM ÉVORA - IX'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-4085341556973045526</id><published>2010-02-11T20:56:00.000Z</published><updated>2010-02-11T21:00:32.988Z</updated><title type='text'>Brinca antiga em actuação</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S3RvuWvnyaI/AAAAAAAAAQ0/3u4vP1WAtVo/s1600-h/Machede+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437093492313016738" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 313px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S3RvuWvnyaI/AAAAAAAAAQ0/3u4vP1WAtVo/s320/Machede+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Brinca de N.ª Sr.ª de Machede&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-4085341556973045526?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/4085341556973045526/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=4085341556973045526&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/4085341556973045526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/4085341556973045526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/02/brinca-antiga-em-actuacao.html' title='Brinca antiga em actuação'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S3RvuWvnyaI/AAAAAAAAAQ0/3u4vP1WAtVo/s72-c/Machede+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-5482997720698118029</id><published>2010-02-11T20:39:00.003Z</published><updated>2010-02-11T20:56:37.804Z</updated><title type='text'>BRINCAS DE ENTRUDO NA REGIÃO DE ÉVORA - VIII</title><content type='html'>AS BRINCAS EM MACHEDE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da formação e da entrada no Largo ou na Rua, o Mestre da Brinca dirige-se à pessoa mais representativa desse lugar – o dono da rua. Neste caso concreto, o Sr. Marcos referido era, em 1959, o Sub-Regedor da Freguesia de Nª Sª de Machede, ferreiro de profissão e morador na rua da Igreja. O Regedor era o Sr. José Baptista, lavrador. Autoridades a quem a Brinca deveria apresentar-se em primeiro lugar para ter lugar a apresentação da censura... para poder ser apresentada posteriormente à população em geral.&lt;br /&gt;A informação e os excertos de fundamento – fórmula inicial do mesmo – foram da autoria de Bernardino Manuel Pereira Piteira, já falecido, e a quem deixo as minhas mais respeitosas homenagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor Marcos faça favor&lt;br /&gt;Venho aqui à sua rua&lt;br /&gt;Para pedir autorização sua&lt;br /&gt;Porque o dono é o senhor&lt;br /&gt;Quero-lhe pedir com amor&lt;br /&gt;A sua boa licença&lt;br /&gt;Quero que os que estão em nossa presença&lt;br /&gt;Minha obra possam ouvir&lt;br /&gt;Faz favor de me decidir&lt;br /&gt;Para apresentar a pouca inteligência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Depois do dono da rua dar autorização para o desenrolar da função):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero lhe agradecer&lt;br /&gt;Com um aperto de mão&lt;br /&gt;Por saber que é o patrão&lt;br /&gt;E a licença me ceder&lt;br /&gt;Já lhe vou esclarecer&lt;br /&gt;A minha pouca inteligência&lt;br /&gt;Esta minha ’devertência&lt;br /&gt;Vai agora observar&lt;br /&gt;Não sei se irá gostar&lt;br /&gt;E se não gostar tenha paciência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(O Mestre da Brinca dirigindo-se ao Grupo referindo que têm licença do dono da rua para apresentar e pedindo-lhes que se portassem bem):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapazes do coração&lt;br /&gt;Não sei se estão a reparar&lt;br /&gt;No que estive a publicar&lt;br /&gt;Vejam lá o que farão&lt;br /&gt;Reparem tomem atenção&lt;br /&gt;Em tudo que vamos fazer&lt;br /&gt;É isto que lhe quero dizer&lt;br /&gt;Não se deixem distrair&lt;br /&gt;É para todo o povo os ouvir&lt;br /&gt;Ouvir e ficar a saber&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Começa o Mestre da Brinca por se dirigir ao público explicando a sua intenção e qual o argumento, enredo, que irão desenvolver):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim senhor vou começar&lt;br /&gt;Porque tenho a licença dada&lt;br /&gt;Agradeço em nome da rapaziada&lt;br /&gt;Porque me veio a calhar&lt;br /&gt;Terão que me desculpar&lt;br /&gt;Se fiz alguma coisa mal&lt;br /&gt;Eu não sou profissional&lt;br /&gt;Nem vivo com essa mania&lt;br /&gt;É só para lhe dar alegria&lt;br /&gt;Nos dias de Carnaval&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu dito fundamento&lt;br /&gt;Quero a todos esclarecer&lt;br /&gt;Para no fim lhe dizer&lt;br /&gt;O fundo é o casamento&lt;br /&gt;Isto é neste momento&lt;br /&gt;Que nós podemos pensar&lt;br /&gt;Para uma relação tirar&lt;br /&gt;Como se cai neste engano&lt;br /&gt;Vamos todos ver este ano&lt;br /&gt;Se por acaso tivermos vagar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um rapaz que não namora&lt;br /&gt;Passa a vida sem alegria&lt;br /&gt;Até que chegou o dia&lt;br /&gt;Uma rapariga arranjou&lt;br /&gt;Tudo para ele se voltou&lt;br /&gt;Entrou então na mocidade&lt;br /&gt;Teve aquela felicidade&lt;br /&gt;De viver sempre enganado&lt;br /&gt;E já não pára calado&lt;br /&gt;Agora que não tem idade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para lhe esclarecer&lt;br /&gt;De um rapaz não namorar&lt;br /&gt;Se calha uma a aceitar&lt;br /&gt;O que vai acontecer&lt;br /&gt;Há logo muitas a querer&lt;br /&gt;Porque ele já namora&lt;br /&gt;Isto é a mocidade de agora&lt;br /&gt;Só pendem para a vaidade&lt;br /&gt;Não olham para quem tem bondade&lt;br /&gt;Vão ver já pouco demora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-5482997720698118029?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/5482997720698118029/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=5482997720698118029&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/5482997720698118029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/5482997720698118029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/02/brincas-de-entrudo-na-regiao-de-evora.html' title='BRINCAS DE ENTRUDO NA REGIÃO DE ÉVORA - VIII'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-5671802169215923623</id><published>2010-02-10T18:45:00.001Z</published><updated>2010-02-10T18:51:59.338Z</updated><title type='text'>O Mestre da Brinca de N.ª S.ª de Machede, Bernardino Piteira</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S3L_3hYKBaI/AAAAAAAAAQs/IKOX-b6Y0WQ/s1600-h/Machede+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436689029507188130" style="WIDTH: 310px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S3L_3hYKBaI/AAAAAAAAAQs/IKOX-b6Y0WQ/s320/Machede+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Srs. Bernardino Piteira e Pompeu, ao Degebe&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-5671802169215923623?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/5671802169215923623/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=5671802169215923623&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/5671802169215923623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/5671802169215923623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/02/o-mestre-da-brinca-de-n-s-de-machede.html' title='O Mestre da Brinca de N.ª S.ª de Machede, Bernardino Piteira'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S3L_3hYKBaI/AAAAAAAAAQs/IKOX-b6Y0WQ/s72-c/Machede+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-7348529919496845977</id><published>2010-02-10T18:43:00.001Z</published><updated>2010-02-10T18:53:04.724Z</updated><title type='text'>AS BRINCAS DO ENTRUDO EM ÉVORA - VII</title><content type='html'>AS BRINCAS EM NOSSA SENHORA DE MACHEDE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como as Brincas das quintas de Évora, é praticamente impossível determinar as origens das Brincas na aldeia de Nossa Senhora de Machede (concelho de Évora).&lt;br /&gt;Este foi um texto realizado em Fevereiro de 1996, com base no depoimento do Sr. Bernardino Manuel Pereira Piteira, antigo Mestre de Brinca na aldeia de Nossa Senhora de Machede, de onde era natural e onde residia na altura da representação carnavalesca.&lt;br /&gt;Parece-nos haver influências entre a aldeia e as quintas e bairros rurais da cidade de Évora.&lt;br /&gt;O meio social onde este costume proliferava era o dos trabalhadores rurais das grandes casas agrícolas existentes à volta da cidade.&lt;br /&gt;O Sr. Bernardino Piteira foi Mestre de Brinca em Nossa Senhora de Machede nos tempos da sua juventude, nos anos de 1959 e 1960, tendo na época 23-24 anos de idade. Na altura era famoso o Ti António Cigarra (Caeiro) como ensaiador e Mestre de Brincas, homem já com os seus 60 anos, assim como os irmãos Tiago e Francisco Vieira “Marafalha”, que, anteriormente a 1957, também foram Mestres de Brincas oriundas de N.ª S.ª de Machede. Em 1961 o Mestre da Brinca, última que se lembra de ter sido organizada na aldeia e em que já não participou, foi o Sr. Marcolino.&lt;br /&gt;Por volta do ano de 1950, então com 13 anos de idade, lembra-se o Sr. Bernardino Piteira de ter ido à aldeia a Brinca do monte da Pereira (sito junto à estrada de Viana do Alentejo), ou pelo menos constituída por rapazes que eram trabalhadores rurais na herdade a que este monte pertencia. A Brinca apresentada denominava-se As Quatro Estações do Ano, tendo sido o Mestre o Sr. Linhol.&lt;br /&gt;No monte da Pereira congregavam-se normalmente os trabalhadores rurais dos montes em redor: Vale de Moura, Pinheiros, Campo da Mira, Coelheiros, Bota, Chaminé, S. Marcos, Maceda e até do Bairro de Almeirim. Juntavam-se esporadicamente nesse Monte para a realização de Bailes nos casões e nos palheiros e, durante o Entrudo para os ensaios de Brincas, como foi o caso desse ano de 1950.&lt;br /&gt;É bom lembrar que certas casas agrícolas chegavam a albergar nas suas casas da malta mais de 100 trabalhadores, provenientes de toda a região circundante. Daí que o monte da Pereira, porque se encontra geograficamente situado numa zona central - e nesses tempos a deslocação dos trabalhadores rurais fazia-se a pé -, pudesse servir de ponto de encontro de toda essa gente.&lt;br /&gt;É de referir a extrema importância da tradição oral na preservação destes costumes cantados, musicados e coreografados pelas gentes do povo. O Sr. Piteira, em 1958, foi contactado por um amigo seu - o Sr. José Caetano, que nesse ano se assumiu como Mestre de Brinca - com o objectivo expresso de passarem para o papel as Décimas do Fundamento: foi o suficiente para se entusiasmar e, no ano seguinte, assumir o mestrado das Brincas de Machede.&lt;br /&gt;É importante também referir que, tradicionalmente, as Décimas eram todas decoradas pelos participantes da Brinca, uma vez que o analfabetismo era, infelizmente, regra geral entre os trabalhadores rurais no Alentejo.&lt;br /&gt;Os grupos de 14 ou 15 elementos, e até mais, iniciavam a sua actividade efémera pelo Ano Novo. Daí até ao Carnaval ensaiavam dois dias por semana, às quartas e aos sábados, depois do trabalho. Como todos eram trabalhadores rurais nas casas agrícolas dos arredores, largavam o serviço após o sol-posto (depois do “pôr do ar de dia”), e só então vinham, a pé, para a aldeia, cear e comparecer no ensaio. Este era normalmente efectuado em segredo num local escuso e relativamente distante da aldeia, a fim de salvaguardar de olhares e ouvidos indiscretos todo o enredo do fundamento e toda a construção coreográfica da Brinca, com o objectivo de melhor surpreenderem os seus conterrâneos nos dias de Entrudo.&lt;br /&gt;Em 1959, o tema do fundamento foi «O Namoro/Casamento». Nesse ano, além da representação do referido fundamento a Brinca apresentou igualmente uma Contradança das Fitas. Mais complexa do que a da Pinha, esta contradança possuía um Mastro central de onde saía um conjunto variável de longas fitas, em número par, cujas extremidades os executantes agarravam e que, devido aos movimentos coreográficos levados a efeito, permitia a construção de um entrançado colorido.&lt;br /&gt;Uma espécie de Contradança das Fitas era tradicionalmente executada no Baile da Pinha, por alturas da Primavera, apresentando-se um conjunto de longas fitas coloridas ligadas a uma pinha que, por sua vez, se encontrava presa ao tecto do salão de baile. Com a continuidade da assim denominada dança da pinha todas as fitas se desprendiam da referida pinha, excepto uma que era a premiada.&lt;br /&gt;Contudo, tradicionalmente, o que a Brinca de Nª Sª de Machede costumava, em anos anteriores, apresentar como complemento à saída do fundamento, e para enriquecer visualmente toda a função, era uma Contradança dos Arcos, que eram construídos com ramos de silvas e enfeitados com papéis coloridos e armações de flores de papel, tal como eram enfeitados os chapéus dos seus executantes.&lt;br /&gt;O resultado da execução destas Contradanças do Entrudo era um conjunto de lindos efeitos estéticos.&lt;br /&gt;Refira-se, como curiosidade, que se encontra descrita uma Dança das Fitas, dançada por alturas do Entrudo em Moncorvo, nos anos 30, num trabalho publicado pelos etnólogos Santos Júnior e António Mourinho (Coreografia Popular Transmontana, “Trabalhos de Antropologia e Etnologia”, Fasc.4, Vol.23, Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia, Porto, 1980), além da descrição de uma Dança Satírica ou Festa dos Rapazes de Felgar (Moncorvo), igualmente formada por alturas do Carnaval. Aqui também, tanto na primeira como na segunda dança, como ainda nas Brincas e Contradanças tradicionais de Entrudo na região de Évora, os elementos participantes são todos homens, travestindo-se quando necessário. De qualquer modo, é interessante notar o facto de em Trás-os-Montes a Dança das Fitas ser tradicional da época Entrudo e ser executada só por homens, utilizando os executantes, além do Mastro, também arcos enfeitados com papéis e flores de papel coloridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias fortes para a saída da Brinca eram o Domingo Gordo e a Terça-Feira de Carnaval. E eles lá iam, depois de vestidos os seus trajos a rigor: eles envergando jaqueta, calça e cinta pretas, e elas com trajes de cores garridas, à minhota. Os músicos eram chefiados pelo acordeonista - o Ti Serra - e exibiam os seguintes instrumentos: bombo, caixa, castanholas, pandeiretas e ferrinhos.&lt;br /&gt;É ainda de salientar a importância do bombo no anúncio da saída das Brincas pelo Carnaval. Nas noites silenciosas das aldeias dos anos 50, as pessoas conseguiam escutar as pancadas nos enormes bombos utilizados pelos foliões a uma distância considerável, inclusive identificando o local onde estavam a ser executadas: no Degebe, em Vale Côvo, na Garraia, nos Canaviais... todos topónimos de quintas de características rurais à volta da cidade de Évora, onde a tradição das Brincas se manteve até aos nossos dias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-7348529919496845977?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/7348529919496845977/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=7348529919496845977&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/7348529919496845977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/7348529919496845977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/02/as-brincas-do-entrudo-em-evora-vii.html' title='AS BRINCAS DO ENTRUDO EM ÉVORA - VII'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-4489307753381546723</id><published>2010-02-09T21:38:00.003Z</published><updated>2010-02-09T22:12:07.317Z</updated><title type='text'>Actuação de Brinca</title><content type='html'>&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-fd13ee706b9f4389" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v11.nonxt2.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dfd13ee706b9f4389%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330398533%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D1EB9F2A7A06BE8C00D06BAF4798EF5974BA691D8.2DCDFF1E10FBA6343F60550B059F4C07589B166C%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dfd13ee706b9f4389%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DbYUaWsh8jZcU254c9ed9FqylyJ0&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v11.nonxt2.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dfd13ee706b9f4389%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330398533%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D1EB9F2A7A06BE8C00D06BAF4798EF5974BA691D8.2DCDFF1E10FBA6343F60550B059F4C07589B166C%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dfd13ee706b9f4389%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DbYUaWsh8jZcU254c9ed9FqylyJ0&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-4489307753381546723?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/4489307753381546723/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=4489307753381546723&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/4489307753381546723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/4489307753381546723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/02/blog-post.html' title='Actuação de Brinca'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-954759229784611809</id><published>2010-02-09T21:35:00.002Z</published><updated>2010-02-09T22:13:41.335Z</updated><title type='text'>AS BRINCAS DO ENTRUDO EM ÉVORA - VI</title><content type='html'>Segue-se uma amostragem de décimas de um fundamento escrito por Mestre Raimundo, “As Encantadas”. É apresentada a “fórmula” que o Mestre utiliza tradicionalmente para iniciar o fundamento, neste caso do &lt;em&gt;Grupo das Encantadas&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MESTRE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.ª&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor venho-o cumprimentar&lt;br /&gt;Com a minha delicadeza&lt;br /&gt;E pedir-lhe a fineza&lt;br /&gt;Se nos deixa aqui apresentar&lt;br /&gt;Nada podemos falar&lt;br /&gt;Sem a sua autorização&lt;br /&gt;O Senhor é o patrão&lt;br /&gt;Eu cumpro o meu dever&lt;br /&gt;Faz favor de me dizer&lt;br /&gt;Se me á licença ou não&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.ª&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico-lhe grato senhor&lt;br /&gt;Que atenda o meu pedido&lt;br /&gt;Eu fico-lhe agradecido&lt;br /&gt;Muito obrigado pelo favor&lt;br /&gt;Já tenho a rua ao dispor&lt;br /&gt;Pois irei o sinal dar&lt;br /&gt;O povo está a esperar&lt;br /&gt;A nossa apresentação&lt;br /&gt;Dou-lhe um aperto de mão&lt;br /&gt;E vamos já iniciar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.ª&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todos muito boa tarde&lt;br /&gt;A todos muita saúde&lt;br /&gt;Que Deus os ajude&lt;br /&gt;Com sua bondade&lt;br /&gt;Esta mocidade&lt;br /&gt;Vem aqui alegremente&lt;br /&gt;Cumprimentar toda a gente&lt;br /&gt;De dentro do coração&lt;br /&gt;Peço-lhe muita atenção&lt;br /&gt;E não cheguem muito para a frente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.º&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é um divertimento&lt;br /&gt;Que nós mandámos fazer&lt;br /&gt;Mas devem de gostar de vir&lt;br /&gt;Este nosso entretimento&lt;br /&gt;Não é um fundamento&lt;br /&gt;Com toda a perfeição&lt;br /&gt;É a revolta de uma nação&lt;br /&gt;É a vida que foi vencida&lt;br /&gt;Com um filho anda fugida&lt;br /&gt;E muitos assuntos se verão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-954759229784611809?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/954759229784611809/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=954759229784611809&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/954759229784611809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/954759229784611809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/02/as-brincas-do-entrudo-em-evora-vi.html' title='AS BRINCAS DO ENTRUDO EM ÉVORA - VI'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-4606808956573087355</id><published>2010-02-08T20:38:00.001Z</published><updated>2010-02-08T20:42:56.931Z</updated><title type='text'>O Mestre Raimundo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S3B28d2gKVI/AAAAAAAAAQk/56ACYeEtsBY/s1600-h/Mestre+Raimundo+1989.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435975531413645650" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S3B28d2gKVI/AAAAAAAAAQk/56ACYeEtsBY/s320/Mestre+Raimundo+1989.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O Senhor Raimundo José Lopes no Bairro de Almeirm (Évora)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-4606808956573087355?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/4606808956573087355/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=4606808956573087355&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/4606808956573087355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/4606808956573087355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/02/o-mestre-raimundo.html' title='O Mestre Raimundo'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S3B28d2gKVI/AAAAAAAAAQk/56ACYeEtsBY/s72-c/Mestre+Raimundo+1989.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-6314528873384739494</id><published>2010-02-08T20:34:00.003Z</published><updated>2010-02-08T20:38:37.182Z</updated><title type='text'>AS BRINCAS DO ENTRUDO EM ÉVORA - V</title><content type='html'>OS FUNDAMENTOS DO SENHOR RAIMUNDO JOSÉ LOPES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natural de Évora, onde nasceu na Travessa do Cavaco a 3 de Março de 1918, trabalhou até aos 22 anos de idade com o pai em tarefas do campo, foi ainda aprendiz de sapateiro, trabalhou nas pedreiras a partir pedra com um marrão, etc.. Finalmente, aos 22 anos empregou-se como cantoneiro na J.A.E., onde permaneceu até atingir a idade da reforma.&lt;br /&gt;Desde a sua meninice que gostou de fazer versos: quadras e décimas, principalmente. Foi com 12 ou 13 anos que compôs o primeiro fundamento, intitulado Branca de Neve e os Sete Anões, em quadras rimadas a 4 pontos.&lt;br /&gt;Era à luz do candeeiro a petróleo que o Mestre Raimundo compunha os seus fundamentos, rabiscando nos seus papéis até altas horas da madrugada, pois enquanto os rapazes das quintas esperavam o fundamento para começarem os ensaios das suas brincas. E, há cinquenta anos atrás, eram muitas as quintas do termo de Évora que representavam os seus fundamentos durante os dias do Entrudo.&lt;br /&gt;Eis os nomes de alguns dos fundamentos passados para o papel pelo Mestre Raimundo, uns imaginados totalmente por ele, outros inspirados em algum livro, conto popular, filme ou peça de teatro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Branca de Neve e os Sete Anões&lt;br /&gt;O Bocage&lt;br /&gt;A Fugitiva&lt;br /&gt;A Princesa Helena&lt;br /&gt;O Camões&lt;br /&gt;A Princesa Sanguinária&lt;br /&gt;D. Pedro I - O Justiceiro&lt;br /&gt;Os Alcoólicos&lt;br /&gt;A Rosa do Adro&lt;br /&gt;Pedro Cem&lt;br /&gt;O Corsário&lt;br /&gt;O Grupo Sagrado&lt;br /&gt;O Grupo das Aves Reais&lt;br /&gt;João de Calais&lt;br /&gt;O Grupo da Escravidão&lt;br /&gt;As Encantadas&lt;br /&gt;Giraldo Sem Pavor&lt;br /&gt;O Lavrador&lt;br /&gt;A Namoradeira&lt;br /&gt;O Grupo Real&lt;br /&gt;João Soldado&lt;br /&gt;D. Inês de Castro&lt;br /&gt;O Príncipe com Orelhas de Burro&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sr. Raimundo tem grande importância para a compreensão e para a história das Brincas e do Carnaval de Évora, por um lado pela abundância de material produzido – dezenas e dezenas de fundamentos –, por outro, porque a sua intervenção poética veio re-caracterizar a própria estrutura das Brincas e dos fundamentos, conferindo-lhes um enredo baseado em histórias ou na História, complexificando o conjunto formado também pelas contradanças e pelas canções e décimas de apresentação e de despedida.&lt;br /&gt;A principal dificuldade do investigador destas matérias é o facto dos fundamentos, que existiram anteriormente à actividade de escrita e de registo do Sr. Raimundo, pertencerem a uma tradição eminentemente oral, não havendo, portanto, memórias escritas para que eventualmente servissem de comparação.&lt;br /&gt;Contudo, é importante frisar a importância da tradição oral na produção dos enredos dos fundamentos. O Sr. Raimundo foi muito influenciado pelos contos populares tradicionais, sendo esta uma realidade instalada na sua maneira de ser e na vivência que faz deste mundo do maravilhoso nos poetas populares. Referia ele a certa altura, quando se encontrava a explicar um fundamento: «Antigamente, em remotas eras, os reis fadavam os filhos...».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 31 de Dezembro de 2003, na noite em que tradicionalmente, durante o Baile de Ano Novo, os rapazes combinavam o compromisso de saírem com uma Brincadeira pelo Entrudo, deixou-nos o Mestre Raimundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a sua morte, virou-se mais uma importante página no livro da cultura eborense. Estas são páginas que possuem uma particularidade muito própria: não poderão ser passadas novamente! Uma vez passadas, ficarão irremediavelmente a pertencer a um tempo que já não é o nosso. Hoje as Brincas ainda existem, ainda saem à rua durante o Entrudo, mas por quanto tempo mais poderemos ainda ter o privilégio de as ver praticamente como elas actuavam há quarenta ou cinquenta anos?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica desde já formulado um apelo aos actuais e antigos Mestres de Brincas para que façam reviver o espírito folião de Mestre Raimundo através da sua criação poética, pois ele perdurará e estará connosco enquanto as sua obras, os seus fundamentos, as suas décimas, não forem votadas ao esquecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o desaparecimento do Mestre Raimundo, justifica-se plenamente aquele dito popular de que “Cada vez que um velho morre/ É uma biblioteca que se encerra”, pois que ele foi o criador e o depositário dos fundamentos, das décimas que serviram de enredo às Brincas de Carnaval de Évora, que, de um modo ininterrupto, vêm alegrando, vêm dando profundidade e consistência poética e humana ao nosso Entrudo desde o mais longínquo das nossas memórias escritas e&lt;br /&gt;orais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-6314528873384739494?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/6314528873384739494/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=6314528873384739494&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/6314528873384739494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/6314528873384739494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/02/brincas-de-entrudo-em-evora-v.html' title='AS BRINCAS DO ENTRUDO EM ÉVORA - V'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-8610511162147140923</id><published>2010-02-07T23:13:00.002Z</published><updated>2010-02-07T23:24:59.948Z</updated><title type='text'>As "Brincas" de Évora em 2009</title><content type='html'>&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-cbf3772da6deedca" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v2.nonxt4.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dcbf3772da6deedca%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330398533%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D319EAB6AD7525B50B69AEB5EB9C565D5D6C7791D.55BD169CCDD9FAB17870A697253D3852D8F4994D%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dcbf3772da6deedca%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D1pLcdM7SD2uu93qGs5OKAjfattg&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v2.nonxt4.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dcbf3772da6deedca%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330398533%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D319EAB6AD7525B50B69AEB5EB9C565D5D6C7791D.55BD169CCDD9FAB17870A697253D3852D8F4994D%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dcbf3772da6deedca%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D1pLcdM7SD2uu93qGs5OKAjfattg&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-8610511162147140923?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/8610511162147140923/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=8610511162147140923&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/8610511162147140923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/8610511162147140923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/02/as-brincas-de-evora-em-2009.html' title='As &quot;Brincas&quot; de Évora em 2009'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-6095250322584435243</id><published>2010-02-07T23:05:00.004Z</published><updated>2010-02-07T23:34:13.949Z</updated><title type='text'>AS BRINCAS DO ENTRUDO EM ÉVORA - IV</title><content type='html'>O ESPAÇO CÉNICO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espaço cénico da brinca é, digamos assim, tratado em três tempos diferentes mas complementares: em primeiro lugar, temos o tempo em que se inicia com a formação no local de representação até ao início do fundamento; o segundo tempo consiste na dramatização do próprio fundamento; o terceiro é constituído com os restantes elementos (contradanças, formações, rodas, etc.) até ao fim da brinca propriamente dita.&lt;br /&gt;No entanto esta divisão agora proposta é artificial, pois que no decorrer da brinca as divisões existentes, marcadas fortemente pela bateria, são mais factores dinamizadores da acção do que marcações para “mudança de acto”.&lt;br /&gt;O fundamento propriamente dito, isto é, a dramatização, inicia-se depois de todos os elementos da brinca se colocarem em círculo, excepto os palhaços, que não possuem lugar fixo. Os personagens só saem do seu lugar do círculo aquando da sua deixa, dirigindo-se então em direcção ao seu ou aos seus interlocutores. Ao terminar o fundamento dispõem-se novamente em círculo.&lt;br /&gt;As diferentes coreografias geometrizam o espaço com círculos, quadrados, sinos-saimão, estrelas, meias-luas, etc., desenhos estes conotados com certos elementos tradicionais de cariz eventualmente mágicos e propiciatórios. A geometrização é principalmente elaborada durante as contradanças, sua formação e desformação.&lt;br /&gt;É importante insistirmos aqui no espaço circular de representação do fundamento. Estaremos perante reminiscências de ritos solares de épocas remotas? Segundo autores como Mircea Eliade, o espaço circular da representação é o espaço de festa por excelência, onde acontece, cada vez que é provocada, a recriação de um espaço sagrado, onde tem lugar a renovação cíclica da própria vida, nas suas vertentes natural e cultural.&lt;br /&gt;O exemplo que vamos descrever de seguida, o da estruturação do espaço cénico de uma brinca, não poderá, como é óbvio, ser extensivo, na sua forma, a representação de outras brincas nos seus pormenores, mas sim nos seus aspectos mais gerais de estruturação dos conteúdos e de veiculação de uma mensagem simbólica subjacente à própria dramaturgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Chegada ao local]&lt;br /&gt;Formação&lt;br /&gt;bateria&lt;br /&gt;Pedido de autorização ao dono do lugar, pelo Mestre&lt;br /&gt;Contradança&lt;br /&gt;Roda com o Mestre ao centro&lt;br /&gt;Apresentação e breve explicação do fundamento&lt;br /&gt;bateria&lt;br /&gt;Apresentação dos personagens&lt;br /&gt;bateria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenvolvimento do Fundamento&lt;br /&gt;Fim do Fundamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roda com o Mestre ao centro&lt;br /&gt;Décima de agradecimento aos presentes&lt;br /&gt;Peditório de auxílio para as despesas efectuadas&lt;br /&gt;Brincadeira dos Palhaços&lt;br /&gt;bateria&lt;br /&gt;Valsa&lt;br /&gt;bateria&lt;br /&gt;Décima à Bandeira&lt;br /&gt;Canção em coro (sinopse do Fundamento)&lt;br /&gt;Agradecimento de despedida&lt;br /&gt;Formação&lt;br /&gt;Contradança de despedida&lt;br /&gt;Despedida e agradecimento ao dono do lugar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finaliza a função em casa do dono do lugar, tomando todos os participantes da Brinca uma bebida oferecida por este e convivendo todos durante uns momentos. Como o local de representação escolhido é quase sempre junto de uma venda ou taberna, normalmente é o proprietário deste estabelecimento que desempenha o papel prestigiante de dono do lugar.&lt;br /&gt;É claro que, de brinca para brinca, existem muitas variantes, não sendo rígida a estruturação de todo o conjunto cénico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existindo, à partida, um fundamento, a Brinca organiza-se e fica pronta a sair à rua num mês e meio (em média).&lt;br /&gt;Iniciam-se os contactos preliminares na noite do baile do Ano Novo, congregando-se o grupo à volta do Mestre. Termina a função, desfazendo-se a brinca, na Quarta-Feira de Cinzas, com o tradicional Enterro do Entrudo, para voltarem a reunir-se no ano seguinte, demonstrando deste modo o carácter cíclico bastante bem demarcado e calendarizado.&lt;br /&gt;O dinheiro conseguido nos peditórios é principalmente usado para cobrir as despesas com os adereços e, se for caso disso, com o acordeonista. Se sobrar alguma importância é organizado um convívio entre todos os elementos.&lt;br /&gt;Por norma ensaiam dois a três dias por semana, chegando a ensaiar todos os dias na semana imediatamente anterior ao Carnaval. Estes ensaios são normalmente - segundo a tradição - envolvidos no maior, digamos assim, secretismo, pois o despique entre as diferentes Brincas é enorme - não só no que diz respeito ao fundamento a apresentar, mas igualmente em relação aos fatos usados, bandeira e sua decoração, etc. O ensaio geral é tradicional que se realize no local de origem da brinca, durante o baile de Sábado de Carnaval, fazendo-se a sua primeira representação em público sob os olhares críticos mas construtivos dos velhos das brincas de outros tempos.&lt;br /&gt;Resta dizer que, durante os meses de ensaios para levantarem a brinca, esta funciona como um importantíssimo factor de coesão social de grupo, uma forma de animação cultural comunitária por excelência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-6095250322584435243?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/6095250322584435243/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=6095250322584435243&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/6095250322584435243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/6095250322584435243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/02/as-brincas-do-entrudo-em-evora-iv.html' title='AS BRINCAS DO ENTRUDO EM ÉVORA - IV'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-9037127037521128908</id><published>2010-02-06T23:12:00.000Z</published><updated>2010-02-06T23:14:34.169Z</updated><title type='text'>Ritmo, movimento, concentração</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S233jKhlvOI/AAAAAAAAAQc/niezje5-Fuc/s1600-h/Carnaval+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435272508798778594" style="WIDTH: 222px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S233jKhlvOI/AAAAAAAAAQc/niezje5-Fuc/s320/Carnaval+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O Mestre da "Brinca"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-9037127037521128908?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/9037127037521128908/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=9037127037521128908&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/9037127037521128908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/9037127037521128908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/02/ritmo-movimento-concentracao.html' title='Ritmo, movimento, concentração'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S233jKhlvOI/AAAAAAAAAQc/niezje5-Fuc/s72-c/Carnaval+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-7061860583924758183</id><published>2010-02-06T23:09:00.002Z</published><updated>2010-02-06T23:15:33.983Z</updated><title type='text'>AS BRINCAS DO ENTRUDO EM ÉVORA - III</title><content type='html'>OS ELEMENTOS-FORÇA CONSTITUINTES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A. O Palhaço&lt;br /&gt;«A alma da brinca, para quem a representa, é o fundamento; e para quem a presencia são os palhaços», segundo depoimento de Mestre de Brinca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o Faz-Tudo. Serve de ponto, serve igualmente para tapar os enganos dos companheiros. A sua fala é de improviso.&lt;br /&gt;Tem uma função essencialmente desorganizadora e anomista na ordem dramática decorrente durante a representação. É um provocador de situações absurdas, irracionais, cómicas...&lt;br /&gt;É, por outro lado, o elemento dinâmico que intervém ao longo de todo o tempo da representação. É o grande elo de ligação entre o círculo onde decorre aquela representação e o próprio povo que assiste e que, subitamente, se encontra envolvido no processo dramático, é obrigado a isso pelas brincadeiras dos palhaços, transferindo para o referido espaço cénico os seus sentimentos mais profundos e as suas reacções mais primárias, mais espontâneas.&lt;br /&gt;Inserido e simultaneamente elemento exógeno de toda a dramaturgia, o palhaço intervém para quebrar as tensões e as próprias mensagens veiculadas pelos personagens ao longo da narração e, especialmente, nos momentos críticos de grande tragédia vivencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Os palhaços fazem tudo ao contrário e quanto mais ao contrário mais graça têm.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O palhaço é o elemento, digamos assim, que retira o eventual excesso de densidade dramática da acção, conferindo-lhe uma frescura e um à vontade frequentemente excessivo, por vezes obsceno para a moralidade e o sistema de regras em vigor, o senso comum, mas, é Carnaval...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;B. O Mestre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradicionalmente, é visto como uma autoridade assumida e reconhecida enquanto tal pelos restantes companheiros. Em princípio, terá recebido o testemunho de um mestre mais antigo.&lt;br /&gt;É, regra geral, o ensaiador. A sua função é mandar a música, orientar a brinca, explicar, apresentar e agradecer ao dono do lugar durante a estadia e representação do seu grupo nesse local. É o que responde ao despique - em décimas -, com outro mestre, se outra brinca se cruzar com a dele, se não chegarem a bom termo as necessárias negociações para esclarecer e definir de qual brinca actuará em primeiro lugar em dado local.&lt;br /&gt;Possui gestos estereotipados que marcam o ritmo da música, através de movimentos mais os menos bruscos, mas ritmados e cadenciados, das mãos, segurando por vezes fitas coloridas.&lt;br /&gt;Ao som de um apito, manda executar as várias marcações das contradanças e das outras movimentações coreográficas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C. A Bandeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A brinca reúne-se [por vezes] em redor de uma bandeira, mastro ou estandarte, por vezes ostentando a bandeira nacional e o nome da brinca, enfeitado artisticamente com armações diversas, papéis coloridos, fitas de seda, etc., dependendo a decoração, em última análise, do gosto e das possibilidades dos elementos constituintes do grupo.&lt;br /&gt;A bandeira é um factor de factor de coesão do grupo e emblema da Brinca, eixo-força do círculo da dramatização do fundamento.&lt;br /&gt;Poderemos considerá-la enquanto manifestação simbólica do axis mundi, ainda existente em termos residuais na nossa contemporaneidade; e representação de reminiscências paradigmáticas do centro do mundo, num espaço tradicionalmente sagrado onde se observa, se faz reviver o drama da criação/recriação na natureza e no mundo; da passagem cíclica do Caos para o Cosmos... do Inverno para a Primavera.&lt;br /&gt;Este conceito sagrado está antropologicamente conotado com o sentido de primordial, puro, pertencente às origens fabulosas do paraíso perdido de todos os grandes sistemas de Mitos Cósmicos. Este conceito subentende, por sua vez, e necessariamente, um centro que, em todas as actualidades, em todas as épocas, faça a ligação simbólica, transportando os participantes do rito para aquele tempo sem história em que os homens eram deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. Ornamentos tradicionais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os chapéus possuem uma armação de arame que suporta os ornamentos, que vão das rosas de papel colorido às fitas de seda de várias cores, e que se cruzam sobre o peito dos vários intervenientes da brinca.&lt;br /&gt;É claro que os palhaços possuem as vestimentas desregradas costumeiras. Por vezes até com adereços obscenos, que utilizam durante as brincadeiras. Eventualmente poderá a brinca sair com um guarda-roupa completo, de acordo com cada um dos personagens do fundamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E. Instrumentos musicais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os instrumentos tradicionalmente utilizados pelas brincas são o bombo, a caixa, o acordeão e a concertina, a pandeireta, a guitarra, a ronca, os ferrinhos e as castanholas, variando de grupo para grupo, consoante os meios humanos que cada mestre consegue mobilizar para a sua brinca.&lt;br /&gt;Papel de grande importância tiveram as Associações com vocações artísticas e musicais, como era o caso da Escola dos Amadores de Música Eborense e da Sociedade Recreativa e Dramática Eborense, que há cinquenta anos atrás estavam sediadas, respectivamente, na Rua do Raimundo e no Pátio de S. Miguel. Estas Associações forneciam aos músicos populares participantes nas Brincas, mediante o pagamento de pequena taxa de aluguer, instrumentos musicais diversos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-7061860583924758183?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/7061860583924758183/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=7061860583924758183&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/7061860583924758183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/7061860583924758183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/02/as-brincas-do-entrudo-em-evora-iii.html' title='AS BRINCAS DO ENTRUDO EM ÉVORA - III'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-7716721307361650524</id><published>2010-02-05T21:56:00.003Z</published><updated>2010-02-19T00:26:32.654Z</updated><title type='text'>"Brinca" perfilada para a fotografia...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S33aq0SVfbI/AAAAAAAAARM/jCegJVL7SDk/s1600-h/6.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439744354058337714" style="WIDTH: 226px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S33aq0SVfbI/AAAAAAAAARM/jCegJVL7SDk/s320/6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S2yUxoqSvyI/AAAAAAAAAQU/e6ZxBIcejW4/s1600-h/5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434882430778654498" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 219px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S2yUxoqSvyI/AAAAAAAAAQU/e6ZxBIcejW4/s320/5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"Brinca" dos Canaviais - Anos 80 em Valverde&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-7716721307361650524?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/7716721307361650524/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=7716721307361650524&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/7716721307361650524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/7716721307361650524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/02/brinca-perfilada-para-fotografia.html' title='&quot;Brinca&quot; perfilada para a fotografia...'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S33aq0SVfbI/AAAAAAAAARM/jCegJVL7SDk/s72-c/6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-8847706624041752982</id><published>2010-02-05T21:53:00.001Z</published><updated>2010-02-05T21:56:05.991Z</updated><title type='text'>AS BRINCAS DO ENTRUDO EM ÉVORA - II</title><content type='html'>AS ORIGENS&lt;br /&gt;        É difícil definir-se historicamente a origem deste tipo de manifestação cultural tradicional. Alguns autores apontam o século XVIII, outros fazem remontar a sua origem à época e aos autos de Gil Vicente, no século XVI, outros ainda há que não arriscam quaisquer datas para a sua origem, devido ao simbolismo subjacente na sua coreografia e à sua estruturação espacial, fazendo-as remontar a tradições mítico-religiosas ancestrais, nomeadamente inseridas em contextos de culturas e vivências de forte conotação agrária.&lt;br /&gt;        O problema está em saber destrinçar a forma do conteúdo. Pois que, se formalmente estas brincas por nós hoje conhecidas, podem ser eventualmente recentes no tempo, os seus conteúdos poderão sem dúvida alguma ser encontrados entre as grandes representações míticas universais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Brincas, hoje&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        A sua proveniência continua a ser os bairros periféricos e as freguesias rurais de Évora. São, pois, caracterizadas por uma marcada ruralidade original.&lt;br /&gt;         As freguesias de N.ª S.ª de Machede, N.ª S.ª da Tourega, Graça do Divôr e Canaviais; os actuais bairros como o Degebe, a Garraia, Almeirim, S.to António, Peramanca, são alguns exemplos de que as Brincas chegaram aos dias de hoje. No ano de 1994, estavam ainda todas em actividade.&lt;br /&gt;        Luís de Matos, em trabalho publicado no I Congresso sobre o Alentejo (Semeando Novos Rumos, III Volume, Évora, Outubro de 1985, pp.1261-62), refere, baseado em investigações de campo, que há umas dezenas de anos os locais de representação das Brincas eram as quintas, nomeadamente: dos Apóstolos, do Ourives, do Chéu-Chéu, dos Meninos Órfãos, da Rafaela, das Pimentas, das Torcidas, o lugar da Machoca, etc.. Com o desaparecimento da importância das quintas e de toda a sua lógica vivencial, os locais de representação foram mais recentemente localizados nalguns bairros. Nos anos 80, e ainda segundo o mesmo estudo de Luís de Matos, esses bairros eram: Canaviais, Frei Aleixo, Almeirim, S.ta Maria, S.to António, Senhor dos Aflitos, S.to Antonico, Degebe (Machado), Louredo (Venda do Pascoal e do Alface), Barraca de Pau.&lt;br /&gt;        O seu público privilegiado são os habitantes das próprias zonas de origem, simultaneamente de pertença e de referência, ou de outras zonas com características semelhantes.&lt;br /&gt;        O local de representação é a rua, ao ar livre, ou em casão agrícola cedido para o efeito.&lt;br /&gt;        Tradicionalmente, as Brincas eram constituídas somente por homens, travestindo-se, se necessário, para o desenrolar do fundamento, numa média de quinze a vinte: um mestre, dois ou três palhaços (os faz-tudos), meia dúzia de músicos, onde a bateria (bombo e caixa) e a concertina têm um papel fundamental, um porta-estandarte e os restantes figurantes para a execução/representação do fundamento.&lt;br /&gt;        Convém clarificar que se denomina brinca o grupo de homens ou rapazes que se organizam anualmente (ciclicamente) para a construção e execução de uma dramatização popular durante a época festiva do Carnaval. No entanto, poderá igualmente entender-se por brinca toda a acção dramatizada (o fundamento), musicada (a contradança, a valsa, a canção, etc.) e coreografada (as diferentes formações que têm lugar ao longo de toda a acção: as rodas, etc.). que esse grupo assume nas várias representações que realiza.&lt;br /&gt;        No que diz respeito ao fundamento, em termos formais é constituído por décimas de versos rimados. É a alma da brinca.&lt;br /&gt;        Um autor de fundamentos - importante pela quantidade e qualidade de fundamentos escritos - o Sr. Raimundo José Lopes, é sobejamente conhecido nos meios do Carnaval tradicional da região de Évora, chegando um só fundamento dos seus a reunir mais de dois mil versos, estes, por sua vez, organizados em décimas.&lt;br /&gt;        O fundamento, na perspectiva do citado autor popular, apresenta um enredo, com princípio, meio e fim, podendo este focar diferentes realidades sócio-culturais e históricas. Diversificada poderá ser a temática desse enredo: episódios da Bíblia, da História de Portugal, da realidade social alentejana, da guerra, contos populares tradicionais, do comum quotidiano, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        «Os antigos é que prestavam atenção às brincas e as compreendiam. Os da cidade não as percebem e chamam-nos pategos.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Com este depoimento de um mestre de brinca, põe-se-nos a questão: poderá o homem citadino apreender o sentido mais profundo destas manifestações culturais da tradição oral?&lt;br /&gt;        De facto, trata-se de uma forma muito rica e complexa de cultura popular, com as manifestações artísticas dos seus componentes: poetas, músicos, encenadores, coreógrafos, artistas plásticos de cariz popular, criando ou recriando eles próprios os versos do fundamento e as músicas executadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        As mensagens da brinca abalam de facto as estruturas sociais mais sólidas: a família, a autoridade, a igreja, o poder instituído, a moralidade e os bons costumes.&lt;br /&gt;        Se o fundamento, na brinca, representa a narração de uma situação normal (normalizada) que caracteriza toda uma ordem quotidiana, a principal figura da brinca - o Palhaço/o Faz-Tudo - personifica a desordem, o caos, o diabo, a loucura, em suma, a ausência de ordem, de lei, de respeito, realizando ele, no decorrer de toda a dramatização, a inversão total dos valores veiculados pelos seus restantes companheiros, que fazem os possíveis e os impossíveis para o ignorar - ele, para eles, não existe...&lt;br /&gt;        Deste modo, será legítimo afirmar que o Faz-tudo põe em causa  tudo, inclusive a própria brinca e o seu fundamento.&lt;br /&gt;        É exactamente por este emaranhado de situações, mais ou menos complexas, que só faz verdadeiro sentido nós encararmos a brinca no contexto mais amplo do próprio Carnaval, inserido este no calendário das principais Festas Cíclicas (Agrárias) Anuais. Não o Carnaval domesticado, legitimado, vendido, bem educado, isto é, o Carnaval citadino e urbano, mas sim aquele tempo de festa, de jogo, onde a transgressão, a loucura, o imoral deveriam ter sido, em eras passadas, os únicos valores, ou melhor, anti-valores aceites num tempo e num espaço de renovação, de exaustão do velho e do gasto, para que o novo (ou renovado) pudesse emergir, ressuscitar, germinar com o aparecimento da Primavera. Daí o denominar-se, tradicionalmente, desde tempos imemoriais, de Entrudo (Entrada) esta época de caos e desordem que antecedia paradigmaticamente a génese da organização natural e humana.&lt;br /&gt;        Em tempo de Carnaval todos teriam, simultaneamente, de se constituir enquanto autores, actores e espectadores das brincadeiras das trupes - no nosso caso concreto das brincas - e demais grupos errantes. A censura oficial e policial existente era menosprezada. A participação era total e sincera, o riso era o advogado de acusação no julgamento da autoridade, da moral e da lei oficiais, reguladoras da vida social nos restantes períodos do calendário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-8847706624041752982?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/8847706624041752982/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=8847706624041752982&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/8847706624041752982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/8847706624041752982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/02/as-brincas-do-entrudo-em-evora-ii.html' title='AS BRINCAS DO ENTRUDO EM ÉVORA - II'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-5155774532522642574</id><published>2010-02-04T21:16:00.001Z</published><updated>2010-02-04T21:23:10.106Z</updated><title type='text'>Mastro e Bandeira de Brinca</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S2s6dACfdeI/AAAAAAAAAQM/ghQP28jNT2A/s1600-h/4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434501645253703138" style="WIDTH: 213px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S2s6dACfdeI/AAAAAAAAAQM/ghQP28jNT2A/s320/4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Brinca dos Canaviais&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-5155774532522642574?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/5155774532522642574/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=5155774532522642574&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/5155774532522642574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/5155774532522642574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/02/mastro-e-bandeira-de-brinca.html' title='Mastro e Bandeira de Brinca'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S2s6dACfdeI/AAAAAAAAAQM/ghQP28jNT2A/s72-c/4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-5033770054913947239</id><published>2010-02-04T21:15:00.000Z</published><updated>2010-02-04T21:16:46.308Z</updated><title type='text'>AS BRINCAS DO ENTRUDO EM ÉVORA - I</title><content type='html'>O TEMPO DO CARNAVAL OU DO ENTRUDO&lt;br /&gt;Tempo de festa, de jogo, onde a «transgressão», a «loucura», o «imoral» e a «paródia» deveriam ter sido, em eras remotas, os únicos valores aceites de um tempo de renovação, de exaustão do «velho» e do «gasto» para que o «novo» pudesse ressuscitar, germinar com a Primavera. Talvez daí o facto de se chamar, desde tempos imemoriais, de Entrudo (Entrada) a esta época de caos e desordem que antecedia paradigmaticamente a génese cíclica da transformação natural e da organização social.&lt;br /&gt;Entre os homens, em tempo de Carnaval ou de Entrudo todos teriam, simultaneamente, de ser autores, actores e espectadores das «brincadeiras» e das «mascaradas» das trupes errantes. A censura do povo não existia ou estava convenientemente recalcada durante estes dias de festa. A participação era total e sincera, o riso era o advogado de acusação no julgamento da Autoridade, da Moral e da Lei oficiais e vigentes, reguladoras da vida social e cultural nos restantes períodos do Calendário anual.&lt;br /&gt;O Carnaval para ser verdadeiramente Carnaval teria de ser assumido por cada indivíduo, enquanto festa colectiva e enquanto festa possuidora de uma consciência de ruptura com o convenientemente «arrumado», «estereotipado», «normalizado», «catalogado», «convencionado», onde a espontaneidade e a alegria gratuitas reinassem e fizessem dos grupos humanos «unidades desorganizadas» onde a única regra aceite seria a da proibição de tirar a máscara ao parceiro e revelar a sua identidade; e ainda, paradoxalmente, não aceitar quaisquer regras anteriormente estabelecidas, aceitando o imprevisto e o desconhecido como a única realidade a ser vivida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Brincas de Évora&lt;br /&gt;As Brincas são das manifestações tradicionais mais representativas do Carnaval de Évora. Consistem numa manifestação cultural tradicional, ainda hoje viva, sendo únicas pela forma e pelo conteúdo, pela originalidade e pela criatividade. São um subgénero da dramatização popular, musicadas e coreografadas, tendo por base um fundamento constituído por um “corpus” de décimas, tão características do Alentejo, e um dos pilares das oralidades da cultura popular alentejana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preservação desta manifestação tradicional, por parte dos responsáveis das instituições culturais autárquicas, tem consistido numa atenção redobrada aos dinamizadores das Brincas, dando-lhes o apoio necessário para a construção da coreografia da função. Nos últimos anos têm saído Brincas nos Bairros dos Canaviais e Almeirim e ainda na freguesias de Nossa Senhora de Machede e Graça do Divôr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, há que reconhecer, tivemos a felicidade de ainda termos conhecido e contactado a pessoa que desde os anos 30 do século passado escreveu os fundamentos em décimas que são a “alma”, das Brincas: estamos a falar do Senhor Raimundo José Lopes, residente, durante largos anos, no Bairro de Almeirim, até à sua morte no ano de 2003. Voltaremos mais à frente a falar desta extraordinária personagem.&lt;br /&gt;Não obstante, a melhor preservação destas tradições orais é o seu estudo e a sua compreensão, áreas de trabalho que nos encontramos há alguns anos a fomentar e a realizar, e que pensamos continuar, em prol da dignificação da cultura popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderemos desde já referir que encaramos as Brincas carnavalescas da região de Évora como reminiscências de antigos costumes comunitários, que uma cultura natural do povo rural das quintas dos arredores da cidade e dos grandes montes agrícolas circundantes manteve e preservou ao longo dos tempos.&lt;br /&gt;        Atrevendo-nos a teorizar um pouco, poderemos considerar a cultura natural como aquela manifestação sociocultural que permite, entre as pessoas e os grupos, o entendimento e a escuta de uns em relação aos outros, caracterizada pela espontaneidade e independência, além e aquém dos conhecimentos intelectuais e eruditos, dos conhecimentos técnicos e teóricos, etc.&lt;br /&gt;        A cultura natural terá mais que ver com as vivências e as experiências acumuladas por cada um; com as capacidades que cada indivíduo possui, em si próprio, para responder positivamente aos desafios da vida; com as necessidades de todos para a construção, juntamente com os seus semelhantes, de um mundo melhor, mais verdadeiro, mais belo e mais sensível...&lt;br /&gt;        Será esta cultura natural que se encontra, em última análise, na raiz da compreensão da própria natureza humana, em termos gerais, e no emergir consciente de uma identidade cultural determinada, com características idiossincráticas próprias – quintaneiros, rurais, alentejanos, eborenses, etc…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-5033770054913947239?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/5033770054913947239/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=5033770054913947239&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/5033770054913947239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/5033770054913947239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/02/as-brincas-do-entrudo-em-evora-i.html' title='AS BRINCAS DO ENTRUDO EM ÉVORA - I'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-5036459017358613776</id><published>2010-01-06T08:36:00.001Z</published><updated>2010-01-06T08:38:47.152Z</updated><title type='text'>O Ciclo do Natal na Pintura Portuguesa</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S0RL4QLkr8I/AAAAAAAAAQE/zqYTA5kl8g0/s1600-h/quadro8b%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423543281049186242" style="WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S0RL4QLkr8I/AAAAAAAAAQE/zqYTA5kl8g0/s320/quadro8b%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Pintura de Vicente Gil, c.ª 1550&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-5036459017358613776?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/5036459017358613776/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=5036459017358613776&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/5036459017358613776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/5036459017358613776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/01/o-ciclo-do-natal-na-pintura-portuguesa.html' title='O Ciclo do Natal na Pintura Portuguesa'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S0RL4QLkr8I/AAAAAAAAAQE/zqYTA5kl8g0/s72-c/quadro8b%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-6445471108280862244</id><published>2010-01-06T08:33:00.000Z</published><updated>2010-01-06T08:36:39.187Z</updated><title type='text'>O CANTE AOS REIS EM S. MIGUEL DE MACHEDE (ÉVORA)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;REIS CANTADOS ANTIGAMENTE EM S. MIGUEL DE MACHEDE&lt;br /&gt;Pelo Sr. António Agostinho Murteira, Esposa e Filhos&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estão chegados os Três Reis&lt;br /&gt;Vindos do Oriente&lt;br /&gt;Vimos dar as Boas Festas&lt;br /&gt;E alegria e alegria a toda a gente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó Alto Deus Ó Deus Menino&lt;br /&gt;Cantamos todos o nosso Hino&lt;br /&gt;Ó Alto Deus Ó Deus Menino&lt;br /&gt;Cantamos todos o nosso Hino.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós queremos cá pr’ó saco&lt;br /&gt;Galinhas e capões&lt;br /&gt;Carne de porco&lt;br /&gt;Choriças e lacões&lt;br /&gt;Boas mantas de toicinho&lt;br /&gt;E também alguns tostões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Senhora desta casa&lt;br /&gt;Mesmo que esteja deitada&lt;br /&gt;Venha-me dar uma esmola&lt;br /&gt;Qu’eu estou c’os pés à geada&lt;br /&gt;Venha-me dar uma esmola&lt;br /&gt;Qu’eu estou c’os pés à geada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[O do saco dizia]:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traco-traco&lt;br /&gt;Esmola pr’ó saco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado minha senhora&lt;br /&gt;Pela sua boa oferta&lt;br /&gt;Pr’ó ano cá voltaremos&lt;br /&gt;S’encontrarmos a porta aberta. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-6445471108280862244?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/6445471108280862244/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=6445471108280862244&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/6445471108280862244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/6445471108280862244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/01/o-cante-aos-reis-em-s-miguel-de-machede.html' title='O CANTE AOS REIS EM S. MIGUEL DE MACHEDE (ÉVORA)'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-6592851891509253749</id><published>2010-01-03T23:02:00.003Z</published><updated>2010-01-09T11:02:35.139Z</updated><title type='text'>Os Três Reis do Oriente</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S0EiHFz_MII/AAAAAAAAAP8/fFuMQDAcNfM/s1600-h/Estrela+Reis+Magos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5422652931545444482" style="WIDTH: 234px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S0EiHFz_MII/AAAAAAAAAP8/fFuMQDAcNfM/s320/Estrela+Reis+Magos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;De original para postal ilustrado dos CTT por Estrela Faria&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-6592851891509253749?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/6592851891509253749/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=6592851891509253749&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/6592851891509253749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/6592851891509253749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/01/de-original-para-postal-ilustrado-dos.html' title='Os Três Reis do Oriente'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/S0EiHFz_MII/AAAAAAAAAP8/fFuMQDAcNfM/s72-c/Estrela+Reis+Magos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-3404182850295203626</id><published>2010-01-03T22:53:00.002Z</published><updated>2010-01-03T23:01:38.953Z</updated><title type='text'>O CANTE AOS REIS EM TORRE DE COELHEIROS</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Deslocámo-nos há já alguns anos, mais propriamente em finais de Dezembro de 1993 e princípios de Janeiro de 1994, à Aldeia da Torre de Coelheiros a fim de presenciarmos os ensaios e a posterior saída de uns "Cantadores de Reis", esta última no dia 5 de Janeiro, como reza a Tradição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Esta situação resultou de um desafio que nós próprios há  uns dois anos a esta parte tínhamos feito a elementos e a simpatizantes do Grupo Coral Tradicional existente na aldeia, nomeadamente ao Sr. César Gaivotas e ao Sr. Francisco Ventura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Na altura, ao falar-se de modas antigas ter-se-ão as referidas pessoas lembrado de que há uns quarenta ou cinquenta anos também nesta aldeia e freguesia se cantavam os Reis. Modas com muitos anos e que alguns mais velhos ainda se lembrariam da letra e da música.&lt;br /&gt;            Foi quando referimos o quanto seria importante alguém do Grupo Coral recolher essas "modas" para que se voltassem a cantar, pois seria uma iniciativa de grande interesse cultural, tanto para a Aldeia como para o próprio Concelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Costume muito antigo este, o de "cantar os Reis", e bastante enraizado por todo o território nacional. Consiste na formação de grupos de homens e de mulheres e de crianças, organizados mais ou menos ad-hoc e que na noite do dia 5 de Janeiro percorriam o território da sua freguesia cantando à porta dos mais abastados solicitando os mais diversificados géneros alimentares, diferenciando-se o costume, os versos e a música de terra para terra. Uma das características principais deste costume de cariz eminentemente etnográfico‚ o facto de se constituir como uma festa cíclica e rural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Na aldeia de Torre de Coelheiros, o grupo‚ formado por cerca de uma dezena de homens que cantam em conjunto à moda do cante alentejano, embora com uma entoação e uma melodia peculiares. Já noutras aldeias os cantadores são acompanhados por instrumentos musicais tais como o acordeão e até mesmo o saxofone, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Foi expressa, por este grupo de Torre de Coelheiros, a intenção de realizarem  um trabalho colectivo de recolha e recuperação de uma tradição eminentemente popular que se encontrava perdida nos confins da memória de alguns, já poucos, habitantes desta freguesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             A importância cultural desta esta iniciativa, independentemente de ser na Torre de Coelheiros, prende-se com o aspecto valorativo de que o próprio Grupo de "cante" procura, na medida em que necessita demonstrar às gentes da sua própria aldeia, a importância para a sua identidade cultural, destas tradições dos mais velhos. A iniciativa, no fundo, reveste-se de uma importância fundamental, em termos de Acção Cultural, na medida em que se estarão a "confrontar" positivamente diferentes gerações, em que os mais idosos se encontram  a legar conscientemente aos mais novos toda uma herança cultural  que estes diariamente recusam e negam em favor do consumismo e dos valores individualistas que a sociedade moderna lhes oferece e os obriga  a viver.&lt;br /&gt;            Poder-se-á sem sombra de dúvida afirmar-se de que há hoje realmente o reconhecimento e a aceitação do costume não só por parte dos mais velhos, mas igualmente por parte das gerações jovens. É uma tradição popular e tradicional com força suficiente para arrancar das memórias daquela população este costume cíclico de religiosidade popular que toca formas espontâneas de solidariedade social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Por todas estas razões parece-nos importante a atenção dada a este grupo de gente que mais não quer do que viver todo um conjunto de tradições de índole cultural, e que positivamente contribuirão para uma coesão social da Aldeia que habitam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Simultaneamente procedeu-se à recolha dos diferentes níveis desta tradição popular, em termos etnográficos, para que posteriormente pudessem. Resta dizer que igualmente noutras freguesias rurais do Concelho de Évora esta tradição de "cantar os Reis" teve lugar, nomeadamente em S. Miguel de Machede, Azaruja, S. Sebastião da Giesteira, etc.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Recolha de alguns elementos da Tradição Oral sobre os Reis na aldeia&lt;br /&gt;da Torre de Coelheiros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem era o Grupo de Cantadores dos Reis, ad-hoc, em Janeiro de 1994:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Sr. Francisco Ventura, 67 anos, natural de Oriola, residente em Torre de Coelheiros desde os 2 anos de idade. Reformado (Trabalhador Agrícola, Motorista). Responsável pelo Grupo Coral e Etnográfico "Os Pastores do Alentejo".&lt;br /&gt;            Sr. Manuel António Rego, 40 anos, natural e residente em Torre de Coelheiros. Trabalhador Rural.&lt;br /&gt;            Sr. António José Grilo, 49 anos, natural e residente em Torre de Coelheiros. Trabalhador Rural.&lt;br /&gt;            Sr. José Manuel Bento Fava, 61 anos, natural e residente em Torre de Coelheiros. Reformado (Vendedor Ambulante, Trabalhador Rural).&lt;br /&gt;            Sr. António José do Carmo Mendes, 40 anos, natural e residente em Torre de Coelheiros. Trabalhador Rural.&lt;br /&gt;            Sr. César José Gaivotas, 57 anos, natural e residente em Torre de Coelheiros. Taberneiro.&lt;br /&gt;            Sr. Manuel Borrego, 26 anos, natural e residente em Torre de Coelheiros. Motorista. Pertencente ao Grupo Coral "Os Pastores do Alentejo".&lt;br /&gt;            Sr. Caetano José, 65 anos, natural e residente em Torre de Coelheiros. Trabalhador Rural.&lt;br /&gt;            Sr. Domingos Gaivotas, 28 anos, natural e residente de Torre de Coelheiros. Trabalhador Rural. Pertencente ao Grupo Coral "Os Pastores do Alentejo".&lt;br /&gt;            Sr. Narciso Vaqueira, 24 anos, natural e residente em Torre de Coelheiros. Trabalhador Rural.&lt;br /&gt;            Sr. Francisco José Campino, 44 anos, natural de Selmes (Vidigueira) e residente em Torre de Coelheiros há  cerca de 20 anos. Trabalhador Rural. Pertencente ao Grupo Coral "Os Pastores do Alentejo".&lt;br /&gt;            Sr. Martinho Marques, 55 anos, natural de Oriola, tendo vivido 40 e muitos anos em Torre de Coelheiros. Motorista de Taxi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            CANTAR OS REIS - Antiga Tradição do Calendário retomada após cerca de quarenta anos de silêncio.  Os mais idosos deste grupo lembram-se dos seus tempos de meninice e juventude em que acompanhados pelos seus pais ou avós ou conterrâneos mais velhos se deslocavam, até altas horas da madrugada, de vizinho em vizinho, de "monte" em "monte", por toda a freguesia, por vezes sem luz, a cantarem e a pedirem os Reis, eram as saudosas Reisadas. Lembram-se do Sr. Joaquim Gaivotas, do Ti'Joaquim Prudêncio e do Ti'Domingos Prudêncio, todos hoje com idades superiores a oitenta anos, lhes terem passado o testemunho da Tradição, ensinando-lhes as músicas e as letras dos cantares.&lt;br /&gt;            Naqueles tempos, em alturas de vésperas do dia de Reis, 5 de Janeiro, juntava-se a rapaziada por volta das dez horas da noite, quando já nada nem ninguém soava na aldeia. Eram grupos pequenos, com meia dúzia de elementos cada, todos homens e com idades que tocavam a casa dos vinte anos em média. Cantavam o cante coral alentejano. Como trabalhavam praticamente todos juntos na faina agrícola, combinavam a saída da noite no trabalho.&lt;br /&gt;            «Vocês riem-se da miséria!...», dizia um dos nossos interlocutores aos companheiros mais novos que faziam grande festa, à medida que as descrições das lembranças aconteciam. Na verdade eram todos os jovens naquela altura já trabalhadores rurais, cujos parcos rendimentos auferidos como resultante dos seus salários, lhes não permitiam grandes farras, daí que aproveitassem esta ocasião para se divertirem à volta do cante popular e do petisco...&lt;br /&gt;            Assim, ao chegar a noite do dia de Reis, a 5 de Janeiro de cada ano, por volta das 22,00 horas e munidos de um ou mais alforges juntava-se o grupo de jovens para calcorrearem a aldeia e a freguesia cantando os Reis, de casa a casa, de porta a porta, de "monte" em "monte" e pedindo a graça ou a "esmola" de uma linguiça, um bocado de pão, um copo de vinho, uma laranja, ou o que calhasse mas que pesasse no saco... As casas mais abastadas, a do merceeiro ou a do padeiro eram as mais apetecidas, pois sempre se recolhiam duas ou três linguiças e dois ou três pães. Pois é, davam o que calhava e chegaram mesmo a ir até S. Bartolomeu do Outeiro ou S. Manços, freguesias limítrofes, pelos campos fora, de "monte" em "monte", às escuras e quase sempre com um frio que fazia gelar os ossos, não fora um ou outro copito de aguardente com que, após uma ou outra cantiga, eram agraciados.&lt;br /&gt;            "Monte" após "monte", casa após casa, apoiando-se uns nos outros, por causa do frio e fazendo jus à tradicional solidariedade popular alentejana, eles aí iam e o "cante" saltava das suas gargantas com a costumeira cadência tradicional, que era como se cantava antigamente...&lt;br /&gt;            Ao chegarem junto à porta ou junto à janela do vizinho agraciado com a cantiga, noite escura em que somente soava o vento e algum cão ao longe, logo iniciava o "alto" a cantilena. Cantava uma cantiga, em género de quadra, com a letra tradicional, e logo, rotativamente entravam em quadras improvisadas segundo a inspiração do momento e segundo as características próprias do dono da casa. Após a "esmola" agradeciam, sempre a cantar... e assim sucessivamente, porta a porta a pedir a "esmola", a agradecer e a cantar.&lt;br /&gt;            Do "bodo" final, resultante do peditório de toda a noite, o que não era consumido no local, juntavam e no dia seguinte faziam um petisco colectivo. Sobrando ainda alguma coisa, dividiam por todos.&lt;br /&gt;            As "quadras", directamente respeitantes aos Reis pertenciam à Tradição Oral Popular, assim como a música e a maneira de cantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Quadras Tradicionais das "Reisadas", recolhidas na Freguesia da&lt;br /&gt;Torre de Coelheiros em Janeiro de 1994:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   &lt;em&gt;Venho aqui cantar os Reis&lt;br /&gt;                                   Já  que os bons anos não pude,          &lt;br /&gt;                                   E venho aqui para saber&lt;br /&gt;                                   Novas da sua saúde.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                                   Era meia-noite em ponto&lt;br /&gt;                                   No céu se abriu uma luz,&lt;br /&gt;                                   São os três Reis do Oriente&lt;br /&gt;                                   Que vêm visitar Jesus.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                                   E acorda se estás dormindo&lt;br /&gt;                                   Nesse sono tão profundo,&lt;br /&gt;                                   E à porta te 'stão pedindo&lt;br /&gt;                                   Pr'às almas do outro mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Os três Reis do Oriente&lt;br /&gt;                                   E uma estrela‚ que os guiou,&lt;br /&gt;                                   Numa cabana em Belém&lt;br /&gt;                                   Nossa Senhora O deitou.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E as Quadras cantadas de improviso:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                                  &lt;em&gt; Ê venho aqui cantar os Reis&lt;br /&gt;                                   Alegram-se os meus amores,&lt;br /&gt;                                   E vamos pedir a esmola&lt;br /&gt;                                   E além àquele senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   E agradeço a esmola&lt;br /&gt;                                   E a esmola agradeço,&lt;br /&gt;                                   E em troca da sua esmola&lt;br /&gt;                                   E uma cantiga lh'ofereço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   E agora vou começar&lt;br /&gt;                                   E começo sem receio,&lt;br /&gt;                                   Vou a pensar no alforge&lt;br /&gt;                                   E decerto que vem bem cheio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   E ó César se 'stás dormindo&lt;br /&gt;                                   'Stá  noite de nevoeiro,&lt;br /&gt;                                   Traz pr'a cá  duas chouriças&lt;br /&gt;                                   Dessas que tens ó fumeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Daqui'nada vou buscá-las&lt;br /&gt;                                   'Inda hoje de serão,&lt;br /&gt;                                   Trago 'tão duas linguiças&lt;br /&gt;                                   E também um agarrafão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Uma noite‚ tão estrelada&lt;br /&gt;                                   E também‚ Lua-Cheia,&lt;br /&gt;                                   E acorda lá  ó Zé Fava&lt;br /&gt;                                   E traz mel da tu' colmeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   E obrigado ó Zé Fava&lt;br /&gt;                                   Pela tua esmolinha,&lt;br /&gt;                                   Deus te dê muita saúde&lt;br /&gt;                                   E à avó e à tua netinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   E ó Ti Chico Ventura&lt;br /&gt;                                   Que está  dormindo no quente,&lt;br /&gt;                                   Já  temos bolos e filhoses&lt;br /&gt;                                   E só nos falta aguardente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Estou aqui cantando os Reis&lt;br /&gt;                                   Ó que noite tão catita,&lt;br /&gt;                                   Venho aqui mandar a esmola&lt;br /&gt;                                   Pela tua neta Rita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Venho aqui cantar os Reis&lt;br /&gt;                                   Minha fala já  m'engana,&lt;br /&gt;                                   Mande-me dar a esmola&lt;br /&gt;                                   P'la sua filha Mariana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   E acorda se estás dormindo&lt;br /&gt;                                   E ó Pirico vem à porta,&lt;br /&gt;                                   Vem trazer uma linguiça&lt;br /&gt;                                   E ai, mesmo que seja torta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Venho aqui cantar os Reis&lt;br /&gt;                                   Com grande "satesfação",&lt;br /&gt;                                   Manda-me dar a esmola&lt;br /&gt;                                   P'la su' filha Conceição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Muito obrigado Pirico&lt;br /&gt;                                   Por esta chouriça torta,&lt;br /&gt;                                   Dada de boa vontade&lt;br /&gt;                                   E por isso não importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Venho aqui cantar os Reis&lt;br /&gt;                                   Nesta noite de serão,&lt;br /&gt;                                   Venha-me dar a esmola&lt;br /&gt;                                   Nem que seja só um pão.&lt;br /&gt;                             &lt;br /&gt;                                   E agradeço a esmola&lt;br /&gt;                                   E à menina qu'a veio dar,&lt;br /&gt;                                   Deus lhe dê muita saúde&lt;br /&gt;                                   P'ra s'acabar de criar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Venho aqui cantar os Reis&lt;br /&gt;                                   Com prazer e alegria,&lt;br /&gt;                                   Mande-me dar a esmola&lt;br /&gt;                                   P'la su'filha Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   E obrigado amigo César&lt;br /&gt;                                   Pelo pão e pelo vinho,&lt;br /&gt;                                   Bem podias ai mandar&lt;br /&gt;                                   E um bocado de toucinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Acorda que estás a dormir&lt;br /&gt;                                   Ó César vem à janela,&lt;br /&gt;                                   Traz uma garrafa de vinho&lt;br /&gt;                                   Traz um queijo da panela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Acorda se estás dormindo&lt;br /&gt;                                   Nesse sono tão profundo,&lt;br /&gt;                                   E à porta te estão pedindo&lt;br /&gt;                                   Pr'às almas do outro mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   É no adro da Igreja&lt;br /&gt;                                   E onde saem os andores,&lt;br /&gt;                                   E obrigado à santinha&lt;br /&gt;                                   E obrigado meu senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Venho aqui cantar os Reis&lt;br /&gt;                                   E já  vou a estar cansado,&lt;br /&gt;                                   Agradeço a sua esmola&lt;br /&gt;                                   Pel'amor Deus obrigado.&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;                                   E à Senhora do Rosário&lt;br /&gt;                                   Vamos dizer adeus,&lt;br /&gt;                                   E ao Menino Jesus&lt;br /&gt;                                   E também ao Senhor Deus.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                                   Ó Felismino vem à porta&lt;br /&gt;                                   E é casa de boa gente,&lt;br /&gt;                                   Não precisas trazer bolos&lt;br /&gt;                                   Vem, traz só a aguardente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                                   Agradeço a tua esmola&lt;br /&gt;                                   E agradeço com carinho,&lt;br /&gt;                                   Deus te dê muita saúde&lt;br /&gt;                                   P'ra criares o teu filhinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   E o corpo já  está  molhado&lt;br /&gt;                                   E ó que noite tão fria,&lt;br /&gt;                                   Traga lá  a aguardente&lt;br /&gt;                                   Veja lá  Dona Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Ó que noite tão chuvosa&lt;br /&gt;                                   Estão pingando as beiras,&lt;br /&gt;                                   E ó César olh'á linguiça&lt;br /&gt;                                   Essa que está  na lareira.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                                   Olha lá  o que t'eu digo&lt;br /&gt;                                   E isto não é casa fona,&lt;br /&gt;                                   E vai ser cá  pró petisco&lt;br /&gt;                                   E um pratinho de azeitonas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                    E agradeço a esmola&lt;br /&gt;                                   À senhora que a veio dar,&lt;br /&gt;                                   Deus lhe dê muita saúde&lt;br /&gt;                                   P'ra seus filhinhos criar.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                                   E obrigado ó Domingos&lt;br /&gt;                                   E obrigado Florbela,&lt;br /&gt;                                   Deus lhe dê muita saúde&lt;br /&gt;                                   E não tenham uma mazela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   E obrigado senhora Maria&lt;br /&gt;                                   E obrigado senhor Manel,&lt;br /&gt;                                   E ó que bela linguiça&lt;br /&gt;                                   Vai saber a pão e mel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Vou cantar uma cantiga&lt;br /&gt;                                   Mostra a minha opinião,&lt;br /&gt;                                   E agradeço a esmola&lt;br /&gt;                                   E à Maria e ao João.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   E a mim me compete&lt;br /&gt;                                   E quando canto estou contente,&lt;br /&gt;                                   Calhou-me a ser o mestre&lt;br /&gt;                                   E agradeço a tod'a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Felicidades pr'a este lar&lt;br /&gt;                                   É uma família pacata,&lt;br /&gt;                                   Muito obrigado João&lt;br /&gt;                                   Por seres um perfeito autarca.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-3404182850295203626?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/3404182850295203626/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=3404182850295203626&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/3404182850295203626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/3404182850295203626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/01/o-cante-aos-reis-em-torre-de-coelheiros.html' title='O CANTE AOS REIS EM TORRE DE COELHEIROS'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-3490939821721838245</id><published>2010-01-02T20:05:00.000Z</published><updated>2010-01-02T20:06:05.352Z</updated><title type='text'>Affonso Romano de Sant'Anna</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Sz-nFsao87I/AAAAAAAAAP0/dw383-AC1jg/s1600-h/Affonso%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5422236192641446834" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Sz-nFsao87I/AAAAAAAAAP0/dw383-AC1jg/s320/Affonso%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-3490939821721838245?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/3490939821721838245/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=3490939821721838245&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/3490939821721838245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/3490939821721838245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/01/affonso-romano-de-santanna.html' title='Affonso Romano de Sant&apos;Anna'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Sz-nFsao87I/AAAAAAAAAP0/dw383-AC1jg/s72-c/Affonso%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-324258405548176471</id><published>2010-01-02T19:56:00.006Z</published><updated>2010-01-03T13:36:37.343Z</updated><title type='text'>A IMPLOSÃO DA MENTIRA</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Novo ano de 2010. Chegámos. Façamos votos para que as nossas relações, os nossos compromissos pessoais, profissionais, etc., sejam marcados pela Verdade. Daí que nos fizesse reflectir o poema "A implosão da mentira" dado à luz por Affonso Romano de Sant'Anna.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mentiram-me. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mentiram-me ontem e hoje mentem novamente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mentemde corpo e alma, completamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E mentem de maneira tão pungente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;que acho que mentem sinceramente.&lt;br /&gt;Mentem, sobretudo impunemente.Não mentem tristes, alegremente&lt;br /&gt;mentem. Mentem tão nacionalmente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;que acho que mentindo história afora,&lt;br /&gt;vão enganar a morte eternamente.&lt;br /&gt;Mentem. Mentem e calam. Mas suas frases&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;falam. E desfilam de tal modo nuas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;que mesmo um cego pode ver&lt;br /&gt;a verdade em trapos pelas ruas.&lt;br /&gt;Sei que a verdade é difícil&lt;br /&gt;e para alguns é cara e escura. Mas não se chega à verdade&lt;br /&gt;pela mentira, nem à democracia&lt;br /&gt;pela ditadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidentemente a crer&lt;br /&gt;nos que me mentem&lt;br /&gt;uma flor nasceu em Hiroshima&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;e em Auschwitz havia um circo permanente.&lt;br /&gt;Mentem. Mentem caricaturalmente, mentem como a careca&lt;br /&gt;mente ao pente, mentem como a dentadura&lt;br /&gt;mente ao dente,mentem como a carroça&lt;br /&gt;à besta em frente, mentem como a doença&lt;br /&gt;ao doente, mentem claramente&lt;br /&gt;como o espelho transparente. Mentem deslavadamente&lt;br /&gt;como nenhuma lavadeira mente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ao ver a nódoa sobre o linho. Mentem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;com a cara limpa e nas mãos o sangue quente. Mentem&lt;br /&gt;ardentemente como um doente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;em seus instantes de febre. Mentem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;fabulosamente como o caçador que quer passar&lt;br /&gt;gato por lebre. E nessa trilha de mentiras&lt;br /&gt;a caça é que caça o caçador&lt;br /&gt;com a armadilha.E assim cada qual&lt;br /&gt;mente industrialmente,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mente partidariamente, mente incivilmente,&lt;br /&gt;mente tropicalmente,&lt;br /&gt;mente incontinentemente,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;mente hereditariamente, mente, mente mente.&lt;br /&gt;E de tanto mentir tão bravamente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;constroem um país&lt;br /&gt;de mentira&lt;br /&gt;diariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mentem no passado. E no presente&lt;br /&gt;passam a mentira a limpo. E no futuro&lt;br /&gt;mentem novamente.&lt;br /&gt;Mentem fazendo o sol girar&lt;br /&gt;em torno à terra medieval/mente.&lt;br /&gt;Por isto, desta vez, não é Galileu&lt;br /&gt;quem mente.&lt;br /&gt;mas o tribunal que o julga&lt;br /&gt;herege/mente.&lt;br /&gt;Mentem como se Colombo partindo&lt;br /&gt;do Ocidente para o Oriente&lt;br /&gt;pudesse descobrir de mentira&lt;br /&gt;um continente.&lt;br /&gt;Mentem desde Cabral, em calmaria,&lt;br /&gt;viajando pelo avesso, iludindo a corrente&lt;br /&gt;em curso, transformando a história do país&lt;br /&gt;num acidente de percurso.&lt;br /&gt;Tanta mentira assim industriada&lt;br /&gt;me faz partir para o deserto&lt;br /&gt;penitente/mente, ou me exilar&lt;br /&gt;com Mozart musical/mente em harpas&lt;br /&gt;e oboés, como um solista vegetal&lt;br /&gt;que absorve a vida indiferente.&lt;br /&gt;Penso nos animais que nunca mentem.&lt;br /&gt;mesmo se têm um caçador à sua frente.&lt;br /&gt;Penso nos pássaros&lt;br /&gt;cuja verdade do canto nos toca&lt;br /&gt;matinalmente.&lt;br /&gt;Penso nas flores&lt;br /&gt;cuja verdade das cores escorre no mel&lt;br /&gt;silvestremente.&lt;br /&gt;Penso no sol que morre diariamente&lt;br /&gt;jorrando luz, embora&lt;br /&gt;tenha a noite pela frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Página branca onde escrevo. Único espaço&lt;br /&gt;de verdade que me resta. Onde transcrevo&lt;br /&gt;o arroubo, a esperança, e onde tarde&lt;br /&gt;ou cedo deposito meu espanto e medo.&lt;br /&gt;Para tanta mentira só mesmo um poema&lt;br /&gt;explosivo-conotativo&lt;br /&gt;onde o advérbio e o adjectivo não mentem&lt;br /&gt;ao substantivo&lt;br /&gt;e a rima rebenta a frase&lt;br /&gt;numa explosão da verdade.&lt;br /&gt;E a mentira repulsiva&lt;br /&gt;se não explode pra fora&lt;br /&gt;pra dentro explode&lt;br /&gt;implosiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Affonso Romano de Sant’Anna&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-324258405548176471?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/324258405548176471/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=324258405548176471&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/324258405548176471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/324258405548176471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/01/implosao-da-mentira.html' title='A IMPLOSÃO DA MENTIRA'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-5076365336529961834</id><published>2010-01-01T17:32:00.002Z</published><updated>2010-01-01T17:34:27.343Z</updated><title type='text'>A Luz resplandece mesmo na obscuridade mais profunda...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Sz4xybfYKjI/AAAAAAAAAPs/_010ili_D8k/s1600-h/EarthSpacesunlightbeautifull_thumb7.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421825743843240498" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 253px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Sz4xybfYKjI/AAAAAAAAAPs/_010ili_D8k/s320/EarthSpacesunlightbeautifull_thumb7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A Vida é composta de relações&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-5076365336529961834?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/5076365336529961834/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=5076365336529961834&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/5076365336529961834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/5076365336529961834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/01/luz-resplandece-mesmo-na-obscuridade.html' title='A Luz resplandece mesmo na obscuridade mais profunda...'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Sz4xybfYKjI/AAAAAAAAAPs/_010ili_D8k/s72-c/EarthSpacesunlightbeautifull_thumb7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-9115214363887734129</id><published>2010-01-01T17:29:00.003Z</published><updated>2010-01-01T17:35:24.487Z</updated><title type='text'>FELIZ ANO DE 2010</title><content type='html'>A todos os Amigos e Amigas que visitam o EvoraOculta:&lt;br /&gt;os Votos de um Ano de 2010 pleno de muita Sabedoria, muita Luz, muita Fraternidade e muitos projectos.&lt;br /&gt;Emanuel&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-9115214363887734129?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/9115214363887734129/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=9115214363887734129&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/9115214363887734129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/9115214363887734129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2010/01/feliz-ano-de-2010.html' title='FELIZ ANO DE 2010'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-1752197137586939878</id><published>2009-12-24T19:48:00.002Z</published><updated>2009-12-24T19:52:17.974Z</updated><title type='text'>Feliz Natal</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SzPFytRyEPI/AAAAAAAAAPk/yu61QhMv8Z4/s1600-h/cena_5_jesus_bdz5t%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418892251595149554" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SzPFytRyEPI/AAAAAAAAAPk/yu61QhMv8Z4/s320/cena_5_jesus_bdz5t%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A beleza, o mistério e o milagre do nascimento...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-1752197137586939878?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/1752197137586939878/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=1752197137586939878&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/1752197137586939878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/1752197137586939878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/12/feliz-natal.html' title='Feliz Natal'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SzPFytRyEPI/AAAAAAAAAPk/yu61QhMv8Z4/s72-c/cena_5_jesus_bdz5t%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-7972058326280169759</id><published>2009-12-24T19:38:00.003Z</published><updated>2009-12-24T19:53:30.343Z</updated><title type='text'>GRACIAS A LA VIDA</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Prezados Amigos e Amigas leitores do EvoraOculta:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;porque o Natal deverá ser antes de tudo um Hino à Vida,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;à Liberdade, à Justiça e à Verdade, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;é com muito sentido que vos desejo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;os Votos de um Natal luminoso e inspirador de mais humanidade, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;tal como nos cantou Violeta Parra no seu poema "Gracias a la Vida".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Que o Natal aconteça e permaneça no coração de todos nós...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Emanuel&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Gracias a la vida que me ha dado tanto&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Me dio dos luceros que cuando los abro&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Perfecto distingo lo negro del blanco&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Y en el alto cielo su fondo estrellado&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Y en las multitudes el hombre que yo amo.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Gracias a la vida que me ha dado tanto&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Me ha dado el sonido y el abedecedario&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Con él las palabras que pienso y declaro&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Madre amigo hermano y luz alumbrando,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;La ruta del alma del que estoy amando.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Gracias a la vida que me ha dado tanto&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Me ha dado la marcha de mis pies cansados&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Con ellos anduve ciudades y charcos,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Playas y desiertos montañas y llanos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Y la casa tuya, tu calle y tu patio.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Gracias a la vida que me ha dado tanto&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Me dio el corazón que agita su marco&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Cuando miro el fruto del cerebro humano,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Cuando miro al bueno tan lejos del malo,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Cuando miro al fondo de tus ojos claros.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Gracias a la vida que me ha dado tanto&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Me ha dado la risa y me ha dado el llanto,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Así yo distingo dicha de quebranto&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Los dos materiales que forman mi canto&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Y el canto de ustedes que es el mismo canto&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Y el canto de todos que es mi propio canto.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Gracias a la vida&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Gracias a la vida&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Gracias a la vida&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Gracias a la vida.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Violeta Parra&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-7972058326280169759?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/7972058326280169759/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=7972058326280169759&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/7972058326280169759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/7972058326280169759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/12/gracias-la-vida.html' title='GRACIAS A LA VIDA'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-7181560305955196491</id><published>2009-12-23T01:13:00.001Z</published><updated>2009-12-23T01:17:14.265Z</updated><title type='text'>Janelas...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SzFvPeic7jI/AAAAAAAAAPc/3N_Rf5QfGcE/s1600-h/HPIM0959.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418234138389704242" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SzFvPeic7jI/AAAAAAAAAPc/3N_Rf5QfGcE/s320/HPIM0959.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Universidade de Évora&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-7181560305955196491?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/7181560305955196491/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=7181560305955196491&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/7181560305955196491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/7181560305955196491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/12/blog-post_23.html' title='Janelas...'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SzFvPeic7jI/AAAAAAAAAPc/3N_Rf5QfGcE/s72-c/HPIM0959.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-5590629136880191903</id><published>2009-12-23T01:06:00.003Z</published><updated>2009-12-23T14:03:36.324Z</updated><title type='text'>A ARTE DE SER FELIZ</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Houve um tempo em que minha janela&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;se abria sobre uma cidade que parecia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ser feita de giz. Perto da janela havia um &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;pequeno jardim quase seco. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Era uma época de estiagem, de terra &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;esfarelada, e o jardim parecia morto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas todas as manhãs vinha um pobre &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;com um balde e, em silêncio, ia atirando &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;com a mão umas gotas de água sobre &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;as plantas. Não era uma rega: era uma &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;espécie de aspersão ritual, para que o &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;jardim não morresse. E eu olhava para &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;as plantas, para o homem, para as gotas &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;de água que caíam de seus dedos &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;magros e meu coração ficava &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;completamente feliz. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Às vezes abro a janela e encontro o &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;jasmineiro em flor. Outras vezes &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;encontro nuvens espessas. Avisto &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;crinças que vão para a escola. Pardais &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;que pulam pelo muro. Gatos que abrem &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;e fecham os olhos, sonhando com &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;pardais. Borboletas brancas, duas a &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;duas, como reflectidas no espelho do ar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Marimbondos que sempre me parecem &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;personagens de Lope de Vega. Às &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;vezes um galo canta. Às vezes um &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;avião passa. Tudo está certo, no seu &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;lugar, cumprindo o seu destino. E eu me &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;sinto completamente feliz. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas, quando falo dessas pequenas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;felicidades certas, que estão diante de &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;cada janela, uns dizem que essas coisas &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;não existem, outros que só existem &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;diante das minhas janelas, e outros, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;finalmente, que é preciso aprender a &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;olhar, para poder vê-las assim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Cecília Meireles&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-5590629136880191903?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/5590629136880191903/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=5590629136880191903&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/5590629136880191903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/5590629136880191903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/12/arte-de-ser-feliz.html' title='A ARTE DE SER FELIZ'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-5035701407416205969</id><published>2009-12-22T15:08:00.002Z</published><updated>2009-12-22T15:13:47.496Z</updated><title type='text'>O Natal na Arte</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SzDhO-LR3ZI/AAAAAAAAAPU/u4Kw93mZM30/s1600-h/quadro3b%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418077999051431314" style="WIDTH: 198px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SzDhO-LR3ZI/AAAAAAAAAPU/u4Kw93mZM30/s320/quadro3b%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Pintura de Álvaro Pires de Évora - Séc. XV&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-5035701407416205969?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/5035701407416205969/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=5035701407416205969&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/5035701407416205969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/5035701407416205969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/12/pintura-de-alvaro-pires-de-evora-sec.html' title='O Natal na Arte'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SzDhO-LR3ZI/AAAAAAAAAPU/u4Kw93mZM30/s72-c/quadro3b%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-3781620208922444528</id><published>2009-12-22T15:05:00.001Z</published><updated>2009-12-22T15:08:33.901Z</updated><title type='text'>ALGUMAS TRADIÇÕES DO NATAL EBORENSE</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Apesar da «normalização» das Tradições nos tempos que correm, as memórias das antigas tradições desta quadra festiva ainda dinamizam algumas práticas peculiares, tais como:&lt;br /&gt;            – A presença lúdica do Presépio com figurinhas de barro, que tradicionalmente era costume as famílias visitarem em algumas igrejas da cidade. Embora não dispensasse a sua construção nas próprias casas.&lt;br /&gt;            – Ainda em algumas aldeias do Alentejo – embora seja um costume de cariz comunitário hoje praticamente inexistente – os vizinhos juntam grande quantidade de lenha normalmente no adro da igreja paroquial, acompanhada por um grande madeiro, que fazem arder durante toda a noite de Natal, aí convivendo. Em algumas residências queimava-se igualmente um grande madeiro na lareira. Os restos do madeiro do Natal guardavam-se para posteriormente acender quando fizesse trovoadas, diz-se, como protecção...&lt;br /&gt;            – Ainda em muitas paróquias da Cidade se celebra a Missa do Galo, por volta da meia-noite, muito concorrida era a de S. Francisco devido ao facto de se iniciar a cerimónia com a enorme nave iluminada por pequenas lamparinas de azeite, provocando um efeito estético deslumbrante.&lt;br /&gt;            – É tradição comum a chamada consoada, missadela, missada ou missadura: reunião familiar após a Missa do Galo, ou por volta da meia-noite do dia 24 de Dezembro, em que as pessoas se juntam para cear, consistindo tradicionalmente a Ceia de Natal por diversas iguarias próprias da época festiva: peru assado, bacalhau cozido com couves, linguiça e febras de porco assadas, filhós, rabanadas, sonhos, nógado e arroz doce. A quantidade e a qualidade das iguarias da Ceia correspondiam proporcionalmente às disponibilidades dos ganhos de cada família…&lt;br /&gt;            – Após a Ceia e antes de irem dormir, as crianças iam colocar o sapatinho ou a meia à chaminé para que o Menino Jesus durante a noite viesse colocar as prendas. É pena que as «lógicas» modernas dos pais natais consumistas tenham destronado este costume tão simples e poético.&lt;br /&gt;– Ainda ligadas com a quadra festiva, cantavam-se, principalmente nas aldeias e bairros limítrofes da cidade, com características rurais, as Janeiras e os Reis. Tradições hoje praticamente desaparecidas, com a excepção de um grupo de homens da aldeia de Torre de Coelheiros que, resistentemente, ainda persistem na saída à rua na noite de Reis a fim de cantarem e encantarem os residentes e os forasteiros que àquela aldeia se deslocam para usufruírem de uma memória viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordo alguns Natais de Évora rebuscados nas memórias da minha infância:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Natal de Évora I&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Menino está dormindo&lt;br /&gt;Nas palhinhas, despidinho,&lt;br /&gt;Os anjos lhe 'stão cantando:&lt;br /&gt;Por amor, tão pobrezinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Menino está dormindo&lt;br /&gt;Nos braços da Virgem pura.&lt;br /&gt;Os anjos lhe 'stão cantando:&lt;br /&gt;Glória a Deus lá nas alturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Menino está dormindo&lt;br /&gt;Nos braços de São José,&lt;br /&gt;Os anjos lhe 'stão cantando:&lt;br /&gt;Glória tibi, Dominè.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Menino está dormindo&lt;br /&gt;Um sono de amor profundo&lt;br /&gt;Os anjos lhe 'stão cantando:&lt;br /&gt;Viva o salvador do mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Natal de Évora II&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu hei-de dar ao Menino&lt;br /&gt;Uma fitinha pr’ó chapéu&lt;br /&gt;Também ele me há-de dar&lt;br /&gt;Um lugarzinho no Céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para o Céu&lt;br /&gt;Estava estrelado&lt;br /&gt;Vi o Deus Menino&lt;br /&gt;Em palhas deitado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em palhas deitado&lt;br /&gt;Em palhas ‘quecido&lt;br /&gt;Filho duma rosa e&lt;br /&gt;Dum cravo nascido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arre burriquito&lt;br /&gt;Vamos a Belém&lt;br /&gt;Ver o Deus Menino&lt;br /&gt;Qu’a Senhora tem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qu’a Senhora tem,&lt;br /&gt;Qu’a Senhora adora&lt;br /&gt;Arre burriquito&lt;br /&gt;Vamo-nos embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Natal de Évora III&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu hei-de dar ó Menino&lt;br /&gt;Uma fita, uma fita pr’ó chapéu&lt;br /&gt;Também ele nos há-de dar&lt;br /&gt;Um lugar, um lugarzinho no Céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não façam bulha ao Deus Menino&lt;br /&gt;Não o acordeis que está dormindo&lt;br /&gt;Em vez d’O brindar com algum mimo&lt;br /&gt;Dêem-lhe leite que é pequenino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu hei-de dar ao Menino&lt;br /&gt;Ao Menino, ao Menino hei-de dar&lt;br /&gt;Camisinha de Bretanha&lt;br /&gt;Nesta noite, nesta noite de Natal.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Rui Arimateia&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-3781620208922444528?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/3781620208922444528/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=3781620208922444528&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/3781620208922444528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/3781620208922444528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/12/algumas-tradicoes-do-natal-eborense.html' title='ALGUMAS TRADIÇÕES DO NATAL EBORENSE'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-3945911336148109419</id><published>2009-12-21T00:09:00.000Z</published><updated>2009-12-21T00:11:28.514Z</updated><title type='text'>O Sol, a Luz e o Ovo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Sy684C7VApI/AAAAAAAAAPM/whfPDD_KRGQ/s1600-h/surrealismo_4%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417475072817693330" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 268px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Sy684C7VApI/AAAAAAAAAPM/whfPDD_KRGQ/s320/surrealismo_4%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Pintura de Vladimir Kush&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-3945911336148109419?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/3945911336148109419/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=3945911336148109419&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/3945911336148109419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/3945911336148109419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/12/o-sol-luz-e-o-ovo.html' title='O Sol, a Luz e o Ovo'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Sy684C7VApI/AAAAAAAAAPM/whfPDD_KRGQ/s72-c/surrealismo_4%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-7938590167673851368</id><published>2009-12-21T00:07:00.000Z</published><updated>2009-12-21T00:09:13.162Z</updated><title type='text'>CÂNTICO DO IRMÃO SOL</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Altíssimo, omnipotente, bom Senhor,&lt;br /&gt;a Ti pertencem os louvores, a glória, a honra e toda a bênção.&lt;br /&gt;A Ti só, Altíssimo, se hão-de prestar&lt;br /&gt;e nenhum homem é digno de pronunciar o Teu Nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Louvado sejas, ó meu Senhor, com todas as Tuas criaturas,&lt;br /&gt;especialmente meu senhor o irmão sol&lt;br /&gt;que faz o dia e nos dá a luz.&lt;br /&gt;E ele é belo e radiante com grande esplendor;&lt;br /&gt;de Ti, ó Altíssimo, nos traz a imagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Louvado sejas, ó meu Senhor, pela irmã lua e as estrelas;&lt;br /&gt;no céu as formaste, claras e preciosas e belas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Louvado sejas, ó meu Senhor, pelo irmão vento&lt;br /&gt;e pelo ar e a nuvem e o sereno e todo o tempo&lt;br /&gt;pelo qual sustentas as Tuas criaturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Louvado sejas, ó meu Senhor, pela irmã água&lt;br /&gt;a qual é muito útil e humilde e preciosa e casta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Louvado sejas, ó meu Senhor, pelo irmão fogo&lt;br /&gt;pelo qual alumias a noite&lt;br /&gt;e ele é belo e alegre e robusto e forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Louvado sejas, ó meu Senhor, por nossa irmã a mãe terra&lt;br /&gt;que nos alimenta e governa&lt;br /&gt;e produz variados frutos e flores coloridas e erva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Louvado sejas, ó meu Senhor, pelos que perdoam, por amor de ti&lt;br /&gt;e suportam enfermidade e tribulação.&lt;br /&gt;Bem-aventurados aqueles que as sofrem em paz,&lt;br /&gt;pois que por Ti, ó Altíssimo, serão coroados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Louvado sejas, ó meu Senhor, por nossa irmã a morte corporal&lt;br /&gt;da qual nenhum homem vivente pode escapar;&lt;br /&gt;ai daqueles que morrerem em pecado mortal.&lt;br /&gt;Bem-aventurados aqueles que se tiverem conformado com Tua santíssima Vontade,&lt;br /&gt;porque a morte segunda lhes não fará mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Louvai e bendizei ao meu Senhor e dai-lhe graças&lt;br /&gt;e servi-O com grande humildade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;S. Francisco de Assis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-7938590167673851368?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/7938590167673851368/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=7938590167673851368&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/7938590167673851368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/7938590167673851368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/12/cantico-do-irmao-sol.html' title='CÂNTICO DO IRMÃO SOL'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-2266427366953363238</id><published>2009-12-20T00:12:00.001Z</published><updated>2009-12-20T00:15:42.443Z</updated><title type='text'>Solstício</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Sy1sbQCEsSI/AAAAAAAAAPE/kuCCoTmoahs/s1600-h/solsticio%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417105142212505890" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Sy1sbQCEsSI/AAAAAAAAAPE/kuCCoTmoahs/s320/solsticio%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; O Sol durante o solstício&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-2266427366953363238?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/2266427366953363238/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=2266427366953363238&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/2266427366953363238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/2266427366953363238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/12/solsticio.html' title='Solstício'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Sy1sbQCEsSI/AAAAAAAAAPE/kuCCoTmoahs/s72-c/solsticio%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-7520777155353215513</id><published>2009-12-20T00:10:00.000Z</published><updated>2009-12-20T00:12:38.031Z</updated><title type='text'>NATAIS</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Natal I&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho as colheitas alegres cantadas&lt;br /&gt;Nos fogos do solstício de S. João Baptista E sinto ceifas tristes choradas Até ao equinócio húmido das sementeiras.&lt;br /&gt;Passaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficaram já não as lágrimas de dor indignadas Mas só os sorrisos libertos da esperança.&lt;br /&gt;Ficaram flores plantadas nos horizontes abertos Com água cristalina já sem sal regadas.&lt;br /&gt;Ficaram frutos&lt;br /&gt;E ficaram palavras e sementes perpetuadas Pelo arado da Vida em sulco a germinar.&lt;br /&gt;Ao desabrochar, nascendo, é absoluto o renascer e puro, Neste solstício do princípio do Verbo de S. João Evangelista, Em novo ciclo, em cadeia, do passado para o futuro, Em degrau superior, de grau em grau, Com outra visão, menos escuridão, Mais Luz, Mais Irmão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;J. Rodrigues Dias (2009-12-11)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Natal II&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Olho a Luz no Oriente, expectante,&lt;br /&gt;Onde aparece a Luz de Menino nascido,&lt;br /&gt;Renascido pela Força da Estrela Flamejante!&lt;br /&gt;Olho nela a Sabedoria dos que já partiram Na Beleza dos sorrisos que deixaram.&lt;br /&gt;Olho e volto a olhar o Belo&lt;br /&gt;E fico em Paz,&lt;br /&gt;A olhar dentro de mim o teu infinito sorrir, A sentir a Cadeia de União contigo, Irmão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;J. Rodrigues Dias (2009-12-11)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-7520777155353215513?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/7520777155353215513/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=7520777155353215513&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/7520777155353215513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/7520777155353215513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/12/natais.html' title='NATAIS'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-8880619677047441889</id><published>2009-12-19T01:12:00.002Z</published><updated>2009-12-19T01:16:16.337Z</updated><title type='text'>A Senhora desaparecida...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Sywo3PzWxQI/AAAAAAAAAO8/3yZzD08cQF8/s1600-h/S+Jordao+02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416749381419713794" style="WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Sywo3PzWxQI/AAAAAAAAAO8/3yZzD08cQF8/s320/S+Jordao+02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Imagem da ermida de S. Jordão - Évora&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-8880619677047441889?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/8880619677047441889/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=8880619677047441889&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/8880619677047441889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/8880619677047441889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/12/imagem-da-ermida-de-s.html' title='A Senhora desaparecida...'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Sywo3PzWxQI/AAAAAAAAAO8/3yZzD08cQF8/s72-c/S+Jordao+02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-9057144487549276749</id><published>2009-12-19T01:10:00.000Z</published><updated>2009-12-19T01:12:00.431Z</updated><title type='text'>O SIMBOLISMO DO PRESÉPIO</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Um dos mais ternos símbolos do Natal, celebramo-lo tradicionalmente no nosso País, na cidade ou nos campos, nas vilas ou nas aldeias: o Presépio. Apresenta-se-nos como uma dramatização simbólica de grande significado humano e espiritual.&lt;br /&gt;            Denominamos vulgarmente por Presépio (palavra de origem latina que significa "local onde se recolhe o gado") aquela representação lúdica da cena do nascimento do Menino Jesus, com todo um enquadramento poético e bucólico. Nomeadamente descrevendo a Presença do Menino, entre dois animais (vaca e burro) acompanhado de Sua Mãe e por José e, perante eles, pastores, anjos e  Reis (Magos) a adorá-Lo e a oferecer-Lhe presentes.&lt;br /&gt;            Porém, mais do que um simples passatempo anualmente organizado, é esta uma representação de cariz espiritual, que vai tocar no mais fundo de quem ousar jogar, brincar aos Presépios, vai tocar o Símbolo do Natal - o Nascimento do Cristo em-devir. E para além de todo o aspecto lúdico de construir o Presépio (autêntica cosmologia), tal como num Jogo de Xadrez, movimentando nós as peças no tabuleiro branco-negro - que afinal poderá significar a vida do ser humano em todas as suas dicotomias e vicissitudes tais como o amor/ódio, o positivo/negativo, a vida/morte, o bem/mal... -, existem Realidades transformadoras e transformantes que nos têm sido transmitidas ao longo dos séculos.&lt;br /&gt;            O Presépio... eis-nos perante uma manifestação popular religiosa em que transparece uma ligação entre o homem e a terra... entre o oleiro (o barrista) e o barro.&lt;br /&gt;            O homem pegou num pedaço de barro e, paradigmaticamente, moldou-o à sua imagem e semelhança, deu-lhe as cores da Vida, transmitiu-lhe um significado simbólico.&lt;br /&gt;            Do barro animado foi gerada uma obra estética que, por sua vez, deu origem à representação do símbolo do Natal: o Nascimento de Jesus, o futuro Cristo, reformador de Religiões e Curador dos homens. O Mistério aconteceu... há dois mil anos, em finais de Dezembro, despontava o Sol na obscuridade do signo zodiacal do Capricórnio (de onde a Gruta, por analogia), nascendo no horizonte, no seio da Constelação da Virgem e encontrando-se no alto do firmamento a Constelação Orion com as três estrelas no centro - os Reis Magos... Eis a encenação astronómica do Natal que deu origem ao nascimento do Cristo Mítico, pois nos encontramos perante a dramatização de um Mito Solar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Numa outra perspectiva, considerando como Cultura tudo aquilo que é susceptível de ligar os homens, então, o Presépio (o Mistério do Natal) é um acto, é uma manifestação cultural por excelência. Assim, todo o acto cultural é um acto criativo porque vai tocar o que de mais íntimo, o que de mais essencial permanece, quiçá inato, no homem. Através da Festa do Natal, através da dramatização multisecular do Presépio, esse íntimo, essa essência, é afinal a Criança que ultrapassa a realeza (pois reis lhe oferecem o Ouro), que está acima de qualquer sacerdote (pois é contemplada com incenso, por magos), e venceu a Morte (significando a oferta de Mirra, o conhecimento dos segredos da Imortalidade).&lt;br /&gt;            Por analogia, representando simbolicamente a tentativa do homem se renovar, se purificar, renascer anualmente, ciclicamente. Isto é, representando, festejando o nascimento do Homem Novo e, em última análise, a Renovação da Humanidade através do Nascimento de uma Criança, símbolo da Inocência, da Inofensividade, da Tolerância...&lt;br /&gt;            O Presépio é, afinal, a leitura e a interpretação popular, imbuídas de sentido estético particular, de um sentimento religioso emanado e veiculado através da evolução institucional (e por vezes ideológica) do Cristianismo. Constituem-no figuras com alma própria, aperfeiçoadas ao longo dos Séculos, permitindo uma apropriação vivida daqueles Mitos e Mistérios que, por sua vez teriam sido reintegrados pelo próprio Cristianismo. A sensibilidade espiritual dos Presépios conseguem transmitir ao longo de gerações toda uma Mística e toda uma Mitologia superiores que ainda hoje sobrevivem e são transmitidas.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;            Avancemos uma proposta de significação dos principais elementos simbólicos presentes no PRESÉPIO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presépio: palavra de origem latina que significa: "local onde se recolhe o gado". Na Tradição portuguesa: presépio ou lapinha (gruta).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belém: significa literalmente a "Casa do Pão" [em hebraico, Beith-Lehem]; mas também poderá significar, através de uma interpretação simbólica baseada na Cabala judaica, a "Casa de Deus" [Beith-El].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estábulo e manjedoura:   símbolos da pobreza. Do corpo humano e do interior do corpo de onde Jesus nasceu. Os habitantes do Estábulo eram um boi e um burro. Símbolos da geração/fertilidade e da personalidade, respectivamente. Estábulo como símbolo do corpo humano, contendo dentro de si duas forças em permanente conflito: personalidade e sensualidade. Jesus, o Cristo, poderá todavia ser considerado um Iniciado nos Mistérios da Espiritualidade Universal, conseguindo transmutar em si próprio o boi e o burro, colocando-os ao seu serviço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estrela: este símbolo é reconhecido pelos Iniciados na Religião-Sabedoria dos Mistérios Antigos. É símbolo do Homem, feito á imagem e semelhança de Deus Criador (daí o aforismo Hermético: "O que está em cima é igual ao que está em baixo").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os três Reis Magos: Melchior, Baltazar e Gaspar, segundo a Tradição, um Vermelho, um Branco e outro Preto, remetendo-nos eventualmente para interpretações alquímicas, de Construção da Obra... Conferiram/reconheceram  no Menino Jesus um Salvador Espiritual da Humanidade, um Reformador dos Mistérios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouro: significará simbolicamente que Jesus era Rei e possuía em si a luz dourada da Sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incenso: símbolo do Sacerdócio, da Verdadeira Religião (ou Religião da Verdade), do Coração e do Amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mirra: Símbolo da Imortalidade. Era utilizada para embalsamar os corpos e preservá-los da corrupção e destruição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Galo: símbolo solar por excelência. Anunciador da luz do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Concluindo, o Presépio, com todo o seu sistema de símbolos, transmite, de forma poética e lúdica, realidades espirituais de suma importância, vivencial e humana. Talvez inventado por S. Francisco de Assis, para a mentalidade cristã medieva, por volta do século XIII, tem como figura central, como protagonista, o Menino, figura tão grata aos espirituais franciscanos ao longo dos tempos. A sua realidade fundamental é a da possibilidade, de facto, do Cristo vir-a-nascer na Humanidade em geral, no indivíduo em particular...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rui Arimateia&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-9057144487549276749?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/9057144487549276749/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=9057144487549276749&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/9057144487549276749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/9057144487549276749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/12/o-simbolismo-do-presepio.html' title='O SIMBOLISMO DO PRESÉPIO'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-9117364525963164183</id><published>2009-12-18T00:19:00.001Z</published><updated>2009-12-18T00:22:14.656Z</updated><title type='text'>O Nascimento da Luz</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SyrK48fgbdI/AAAAAAAAAOw/WU590B0K7Zc/s1600-h/Estrela+Faria.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416364581526203858" style="WIDTH: 241px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SyrK48fgbdI/AAAAAAAAAOw/WU590B0K7Zc/s320/Estrela+Faria.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Estrela Faria - pintura para postal de Natal dos CTT&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-9117364525963164183?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/9117364525963164183/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=9117364525963164183&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/9117364525963164183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/9117364525963164183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/12/o-nascimento-da-luz.html' title='O Nascimento da Luz'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SyrK48fgbdI/AAAAAAAAAOw/WU590B0K7Zc/s72-c/Estrela+Faria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-3179339145358010336</id><published>2009-12-18T00:11:00.002Z</published><updated>2009-12-18T00:19:35.560Z</updated><title type='text'>O ESPÍRITO DO NATAL</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;«Ukko, o Grande Espírito, cuja moradia é em Yûmala (o Céu ou Paraíso),&lt;br /&gt;escolhe como veículo a Virgem Mariatta para se encarnar por meio dela em Homem-Deus.&lt;br /&gt;Ela concebe colhendo e comendo um baga vermelha (marja).&lt;br /&gt;Repudiada pelos pais, dá nascimento a um "Filho imortal" numa manjedoura de um estábulo.»&lt;br /&gt;in KALEVALA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Cristãos celebram, por alturas do Solstício de Inverno, a Festa chamada Natividade ou Natal, para comemorarem o nascimento de Jesus - o Cristo, o Salvador do Mundo. Festa religiosa tradicional que celebra a passagem do Sol pelo Solstício. Festa que sofreu diversificadas evoluções ao longo dos milénios, consoante os povos e as mentalidades que dela se apropriavam culturalmente.&lt;br /&gt;Todavia, esta Festa foi instituída canonicamente tão-só a partir do século IV da nossa Era pelo Papa Júlio I. O costume da festa religiosa em finais de Dezembro tinha origens remotas, a Igreja de Roma apenas fez coincidir o nascimento de Jesus em 25 de Dezembro para, de certo modo, sacralizar os festejos pagãos pré-existentes, reformando toda a manifestação da Sabedoria-Sageza contida nos Antigos Mistérios.&lt;br /&gt;A tradição do Natal, por conseguinte, não é apanágio exclusivo dos Cristãos, com a representação da Natividade do Menino Jesus, com o nascimento de um Menino-Rei de uma Virgem.&lt;br /&gt;Já os antigos Druidas celtas celebravam o dia 25 de Dezembro com iluminações. Mitra, avatar oriundo da antiga Pérsia, nascia de uma Virgem neste mesmo dia, assim como Horus, uma das figuras da antiga trindade Egípcia. Igualmente, entre os Gregos nascia Baco e, entre os Fenícios, Adonis; na Índia temos também o exemplo de Agni...&lt;br /&gt;Todos eles com o significado da representação ou manifestação do Deus-Sol entre a Humanidade. Todos eles personificações do ancestral Mito Solar Cósmico - que considerava o Sol como a Fonte inesgotável de toda a existência e o Símbolo, por excelência, do Ser Divino e origem de toda a criação, o Logos, a manifestação física do Verbo Inefável e Eterno -, todos eles festejavam o (re)nascimento do Astro após os longos meses de invernia. Era a vitória da Luz sobre as Trevas, era o nascimento do neófito para a luz, e foi exactamente no Solstício de Inverno que a Igreja Cristã fixou o nascimento do Restaurador das Iniciações...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No nosso País tempos houve em que se acendiam madeiros nos adros das igrejas - local sagrado e de culto do Deus Solar, pois Cristo está por demais identificado com o próprio Sol... Mas, são tempos passados, resistindo, esporadicamente, tão só uma ou outra reminiscência destes actos verdadeiramente comunitários, pois a lenha ou o madeiro era transportado para o local do sacrifício por todos os vizinhos.&lt;br /&gt;Porém, hoje em dia, a preocupação real da generalidade das pessoas está direccionada para o consumismo que tão bem caracteriza a nossa sociedade moderna, livre e ocidental ... O Natal - totalmente profanizado, no sentido de ter sido esvaziado dos conteúdos que nos são oferecidos pelo Mito cosmogónico e pelo menino Jesus, símbolo de pureza e de pobreza, de partilha e de amor -, o Natal, fizemo-lo sinónimo de consumo, corporalizado pelo frenesim das compras das vésperas e das trocas de prendas, passando-o em lautos banquetes... Poderemos então, perguntarmo-nos: e o que resta para o Outro? - As prendas oferecêmo-las a nós próprios, nos banquetes devoramos muito mais do que o razoável, para não dizer do que necessitamos... E o Outro? E os Outros? E os milhões e milhões de outros que neste preciso momento necessitam desesperadamente nem que sejam umas pitadas daquele Espírito de Natal que sabemos qual é mas que não temos a coragem, nem a sensibilidade, nem a disponibilidade de assumir porque estamos demasiadamente ocupados em olhar o nosso umbigo... ao invés de escutarmos o Coração e de praticarmos o acto da Dádiva?!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouçamos as palavras e o testemunho da parteira Zaquel, de Belém de Judá, descrevendo um episódio que terá acontecido há quase dois mil anos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;«(...) Naquele momento pararam todas as coisas, silenciosas e atemorizadas: os ventos deixaram de soprar; não se movia folha alguma nas árvores, nem se ouvia o ruído das águas; os rios ficaram imóveis e o mar sem agitação; calaram-se as nascentes das águas e cessou o eco de vozes humanas. Reinava (por toda a parte) um grande silêncio. Até os próprios povos abandonaram naquele momento o seu vertiginoso movimento. O curso das horas quase havia parado. Todas as coisas se tinham abismado no silêncio, atemorizadas e estupefactas. Nós (estávamos) esperando a chegada do Deus das alturas, a meta dos séculos.&lt;br /&gt;Quando chegou, pois a hora, descobriu-se a virtude de Deus. E a donzela, que olhava fixamente o céu converteu-se (como) numa vinha [estátua branca], pois já avançava o cúmulo dos bens. E enquanto a luz jorrava, a donzela adorou Aquele a quem reconheceu haver ela própria dado à luz. O Menino resplandecia tal como o Sol. Estava limpissimo e era gratissimo à vista, pois só Ele apareceu como a paz que apazigua todo (o universo). À hora do nascimento ouviu-se a voz de muitos espíritos invisíveis que diziam a uma só voz: "Amén". E aquela luz multiplicou-se e obscureceu com o seu esplendor o fulgor do sol, ao mesmo tempo que esta gruta se viu inundada por uma intensa claridade e por um aroma suavissimo. Esta luz nasceu da mesma maneira que o orvalho desce do céu à terra. O seu aroma é mais penetrante que o perfume de todos os unguentos da terra.&lt;br /&gt;Eu, por minha parte, fiquei cheia de assombro e de admiração e o medo apoderou-se de mim, pois tinha fixo o meu olhar no intenso resplendor que emanava a luz que tinha nascido. E esta luz foi-se pouco a pouco condensando e tomando a forma de um menino, até que apareceu um infante (tal) como costumam ser os homens ao nascer. Então eu tomei coragem: inclinei-me e toquei-o, levantei-o nas minhas mãos com grande reverência e enchi-me de espanto ao verificar que não estava minimamente manchado, mas que o seu corpo era nítido, como acontece com a orvalhada do Deus Altissimo; era ligeiro de peso e radiante ao olhar. E enquanto me surpreendia ao ver que não chorava, como costumam fazê-lo os recém-nascidos, e o fitava com grande atenção, dirigiu-me um suavissimo sorriso; depois, abrindo os olhos, fixou em mim um penetrante olhar e simultaneamente saiu da sua vista uma grande luz como se se tratasse de um relâmpago. (...).»&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;[in Liber de Infantia Salvatoris, Cod. Museu Britânico,Séc.IX?]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Natal - Festa Cíclica que deveria inspirar os homens para que vivessem continuamente aquele estado de inocência e pureza que é a infância, que assumissem o regresso à Infância... Deste modo, a dramatização do Presépio - através da sua construção com as pequenas figuras de barro, com o musgo e todos os objectos que permanecem na nossa memória mais longínqua - deveria constituir uma oportunidade do homem reflectir o seu estar e o seu ser, autenticamente humanos, no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é demais reafirmar que a Festa do Natal é, acima de tudo, a Festa do Cristo, individualidade ímpar na Tradição Religiosa da Humanidade. Esta imensa Entidade que o cérebro humano não apreende na sua real dimensão, pertence ao domínio da intuição e do espírito, embora se manifeste pelo pensamento, pela emoção e pela sensação física. Daí que possamos eventualmente olhar essa Excelsa Figura em três dimensões (entre outras) diferentes, embora complementares: a dimensão Histórica, a Cósmica e a Mística.&lt;br /&gt;O aspecto Histórico do Cristo está relacionado com aquele Menino Jesus que há cerca de dois mil anos nascia em Belém de Judá, na Palestina. Manifestação física e susceptível de ser verificada na história dos homens.&lt;br /&gt;O aspecto Cósmico tem que ver com a manifestação do Cristo na Natureza, enquadrado astronomicamente (como atrás se viu) em todo o Universo. Cristo enquanto representante de um Logos-Solar (conceito que eventualmente pode ser traduzido por Deus, por Todo...) num Cosmos manifestado e sensível, tal como o vemos, o sentimos, o compreendemos.&lt;br /&gt;O terceiro aspecto, quiçá o mais humano e simultaneamente o mais profundo, terá que ver com a faceta Mística do Cristo, relacionada com o tal Menino passível de ser-nascido no Coração ou na Gruta de todo o ser humano, nas profundidades de todo o indivíduo.&lt;br /&gt;No entanto, para ser apreendida, intuída, na sua profundidade religiosa (de re-ligare), terá que ser vivida, por cada um de nós, interiormente e em liberdade. Primeiro porque é a vivência interior de um Símbolo que poderá vir a conferir a capacidade criadora e transformadora de nós próprios. Segundo, em liberdade, pois não transformemos essa Mensagem em dogma instituído, em prisão de nós próprios, ou em meia verdade, ou em autoridade repressiva... o Cristo é realmente um Ser livre - no grande sentido espiritual do termo - e de uma interioridade tal, conseguindo que a Sua chamazinha interior se transformasse num foco, num fogo radioso de luz ígnea, num autêntico Sol vivificador de Universos, de Indivíduos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, poderemos, novamente perguntar, que significado terá, hoje em dia, o Presépio e o Natal? Qual o modo, pelo qual, o homem vive essa realidade e essa época festivas? Encontrar-se-á atento à Mensagem subjacente, às perenes e inefáveis Realidades transmitidas!? E os pais-natais, personificando símbolos de puro consumismo, e anti-pedagógicas porque alienantes, quais os seus papéis na dramatização espiritual do Natal e do Presépio?&lt;br /&gt;O Espírito do Natal, através das suas muitas e diversas manifestações tradicionais, da aldeia ou da cidade - o Presépio, o Madeiro, a Missa do Galo, a Consoada e a Missadura -, só fará humanamente sentido se estiver consolidado com valores autenticamente fraternais onde a partilha e a disponibilidade prevaleçam e o Humano se torne mais Solar, mais divino...&lt;br /&gt;Atentemos, para terminar, nas palavras inspiradoras de Rabindranath Tagore quando afirma que&lt;em&gt; «cada vez que nasce uma criança é sinal de que Deus ainda confia nos Homens.».&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Rui Arimateia&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-3179339145358010336?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/3179339145358010336/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=3179339145358010336&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/3179339145358010336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/3179339145358010336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/12/o-espirito-do-natal.html' title='O ESPÍRITO DO NATAL'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-477774491716220713</id><published>2009-12-15T23:48:00.000Z</published><updated>2009-12-15T23:50:25.501Z</updated><title type='text'>O Menino entre as Flores</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SygggyXt1tI/AAAAAAAAAOo/SYcKSLB2OmI/s1600-h/q6b%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415614299562170066" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 264px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SygggyXt1tI/AAAAAAAAAOo/SYcKSLB2OmI/s320/q6b%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-477774491716220713?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/477774491716220713/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=477774491716220713&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/477774491716220713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/477774491716220713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/12/o-menino-entre-as-flores.html' title='O Menino entre as Flores'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SygggyXt1tI/AAAAAAAAAOo/SYcKSLB2OmI/s72-c/q6b%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-7626769679670856443</id><published>2009-12-15T23:42:00.001Z</published><updated>2009-12-15T23:45:55.777Z</updated><title type='text'>QUADRAS AO MENINO JESUS</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Qualquer filho de homem pobre&lt;br /&gt;Nasce num céu de cortinas.&lt;br /&gt;Só tu, Menino Jesus,&lt;br /&gt;Nasceste numas palhinhas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; a)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ó meu Menino Jesus&lt;br /&gt;Ó meu menino tão belo,&lt;br /&gt;Logo Vós foste nascer&lt;br /&gt;Na noite do caramelo! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;b)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O Menino chora, chora,&lt;br /&gt;Chora com muita rezão:&lt;br /&gt;Fizeram-le a cama curta,&lt;br /&gt;‘Tá c'os pézinhos no chão. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;José, embana o Menino,&lt;br /&gt;Com a mão e não com  o pé;&lt;br /&gt;Esse Menino que embanas&lt;br /&gt;É Jesus de Nazaré. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;b)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Esta noite, à meia noite,&lt;br /&gt;Ouvi cantar ao Divino;&lt;br /&gt;Era a virgem Maria&lt;br /&gt;Que embalava o seu Menino. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;b)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O Menino chora, chora,&lt;br /&gt;Chora pelos calçõezinhos.&lt;br /&gt;Calai-vos, ó mê Menino&lt;br /&gt;Faltam-le os botõezinhos. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cantai, anjos, ao Menino,&lt;br /&gt;Que a senhora logo vem:&lt;br /&gt;Foi lavá-los cueirinhos&lt;br /&gt;À ribeira de Belém. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;b)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ó mê Menino Jasus,&lt;br /&gt;Qu'é da tua camisinha?&lt;br /&gt;Tá lá fora na ribeira&lt;br /&gt;Em cima duma pedrinha. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Pastor do gado branco,&lt;br /&gt;Não arranques o rosmaninho,&lt;br /&gt;Pois é onde a Virgem Pura&lt;br /&gt;Estende os cueirinhos. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Ó meu amado Menino&lt;br /&gt;Quem Vos deu o fato verde?&lt;br /&gt;- Foi uma moça donzela&lt;br /&gt;Duma doença que teve. &lt;span style="font-size:85%;"&gt;b)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ó meu menino Jesus&lt;br /&gt;Quem vos deu? Porque chorais?&lt;br /&gt;- Deram-me as moças da fonte;&lt;br /&gt;Não hei-de tornar lá mais. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;b)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ó mê Menino Jasus,&lt;br /&gt;Quem vos pudera valer,&lt;br /&gt;com sopinhas da panela&lt;br /&gt;Sem a vossa Mãe saber! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;b)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ó mê Menino Jasus,&lt;br /&gt;Boquinha de requêjão:&lt;br /&gt;Quem vo-la comera toda&lt;br /&gt;C'um bocadinho de pão. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ó mê Menino Jasus&lt;br /&gt;Da Lapa do coração,&lt;br /&gt;Dai-me da vossa merenda,&lt;br /&gt;Que a minha mãe não tem pão. &lt;span style="font-size:85%;"&gt;b)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó meu amado Menino,&lt;br /&gt;Boquinha de marmelada,&lt;br /&gt;Dai-me da vossa merenda,&lt;br /&gt;Que a minha mãe não tem nada. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;b)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ó mê Menino Jasus,         &lt;br /&gt;Quem te deu essa boleta?          &lt;br /&gt;Foi a minha avó Sant'Ana           &lt;br /&gt;Qu'a tinha lá na gaveta. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Olha o Deus Menino,&lt;br /&gt;Nas palhinhas deitado,&lt;br /&gt;A comer pão e toicinho&lt;br /&gt;Todo besuntado! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;c)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Notas:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;a) Recolha de M. Inácio Pestana in Etnologia do Natal Alentejano, Edição da Assembleia Distrital, Portalegre, 1978.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) Recolha de J. Leite de Vasconcellos in Cancioneiro Popular Português, vol. III, Acta Universitatis Conimbrigensis, Coimbra, 1983.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) Recolha de Hernâni Matos, Estremoz, 1960.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-7626769679670856443?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/7626769679670856443/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=7626769679670856443&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/7626769679670856443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/7626769679670856443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/12/quadras-ao-menino-jesus.html' title='QUADRAS AO MENINO JESUS'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-3981146269885468595</id><published>2009-12-13T18:39:00.001Z</published><updated>2009-12-13T18:45:54.587Z</updated><title type='text'>Mãos criadoras</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SyU1okQV0QI/AAAAAAAAAOg/6iMN5mNNhxo/s1600-h/catedral.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414793098026144002" style="WIDTH: 224px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SyU1okQV0QI/AAAAAAAAAOg/6iMN5mNNhxo/s320/catedral.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A. Rodin "A Catedral"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-3981146269885468595?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/3981146269885468595/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=3981146269885468595&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/3981146269885468595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/3981146269885468595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/12/maos-criadoras.html' title='Mãos criadoras'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SyU1okQV0QI/AAAAAAAAAOg/6iMN5mNNhxo/s72-c/catedral.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-7545649544842013330</id><published>2009-12-13T18:28:00.003Z</published><updated>2009-12-13T18:48:30.043Z</updated><title type='text'>LIBERDADE</title><content type='html'>Nos meus cadernos de escola&lt;br /&gt;Nesta carteira nas árvores&lt;br /&gt;Nas areias e na neve&lt;br /&gt;Escrevo teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em toda página lida&lt;br /&gt;Em toda página branca&lt;br /&gt;Pedra sangue papel cinza&lt;br /&gt;Escrevo teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas imagens redouradas&lt;br /&gt;Na armadura dos guerreiros&lt;br /&gt;E na coroa dos reis&lt;br /&gt;Escrevo teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas jungles e no deserto&lt;br /&gt;Nos ninhos e nas giestas&lt;br /&gt;No céu da minha infância&lt;br /&gt;Escrevo teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas maravilhas das noites&lt;br /&gt;No pão branco de cada dia&lt;br /&gt;Nas estações enlaçadas&lt;br /&gt;Escrevo teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos meus farrapos de azul&lt;br /&gt;No tanque sol que mofou&lt;br /&gt;No lago lua vivendo&lt;br /&gt;Escrevo teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas campinas do horizonte&lt;br /&gt;Nas asas dos passarinhos&lt;br /&gt;E no moinho das sombras&lt;br /&gt;Escrevo teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cada sopro de aurora&lt;br /&gt;Na água do mar nos navios&lt;br /&gt;Na serrania demente&lt;br /&gt;Escrevo teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até na espuma das nuvens&lt;br /&gt;No suor das tempestades&lt;br /&gt;Na chuva insípida e espessa&lt;br /&gt;Escrevo teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas formas resplandecentes&lt;br /&gt;Nos sinos das sete cores&lt;br /&gt;E na física verdade&lt;br /&gt;Escrevo teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas veredas acordadas&lt;br /&gt;E nos caminhos abertos&lt;br /&gt;Nas praças que regurgitam&lt;br /&gt;Escrevo teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na lâmpada que se acende&lt;br /&gt;Na lâmpada que se apaga&lt;br /&gt;Em minhas casas reunidas&lt;br /&gt;Escrevo teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fruto partido em dois&lt;br /&gt;de meu espelho e meu quarto&lt;br /&gt;Na cama concha vazia&lt;br /&gt;Escrevo teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meu cão guloso e meigo&lt;br /&gt;Em suas orelhas fitas&lt;br /&gt;Em sua pata canhestra&lt;br /&gt;Escrevo teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No trampolim desta porta&lt;br /&gt;Nos objetos familiares&lt;br /&gt;Na língua do fogo puro&lt;br /&gt;Escrevo teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em toda carne possuída&lt;br /&gt;Na fronte de meus amigos&lt;br /&gt;Em cada mão que se estende&lt;br /&gt;Escrevo teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na vidraça das surpresas&lt;br /&gt;Nos lábios que estão atentos&lt;br /&gt;Bem acima do silêncio&lt;br /&gt;Escrevo teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meus refúgios destruídos&lt;br /&gt;Em meus faróis desabados&lt;br /&gt;Nas paredes do meu tédio&lt;br /&gt;Escrevo teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ausência sem mais desejos&lt;br /&gt;Na solidão despojada&lt;br /&gt;E nas escadas da morte&lt;br /&gt;Escrevo teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na saúde recobrada&lt;br /&gt;No perigo dissipado&lt;br /&gt;Na esperança sem memórias&lt;br /&gt;Escrevo teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ao poder de uma palavra&lt;br /&gt;Recomeço minha vida&lt;br /&gt;Nasci pra te conhecer&lt;br /&gt;E te chamar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Paul Éluard&lt;br /&gt;(Trad. Carlos Drumont de Andrade&lt;br /&gt;e Manuel Bandeira)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-7545649544842013330?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/7545649544842013330/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=7545649544842013330&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/7545649544842013330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/7545649544842013330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/12/liberdade.html' title='LIBERDADE'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-5020184155812629774</id><published>2009-12-09T23:45:00.000Z</published><updated>2009-12-09T23:48:45.807Z</updated><title type='text'>Mãe de Meninos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SyA3MJGFrpI/AAAAAAAAAOY/pPbtABH0mrA/s1600-h/Deusa%2BM%25C3%25A3e%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413387433838751378" style="WIDTH: 190px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SyA3MJGFrpI/AAAAAAAAAOY/pPbtABH0mrA/s320/Deusa%2BM%25C3%25A3e%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-5020184155812629774?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/5020184155812629774/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=5020184155812629774&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/5020184155812629774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/5020184155812629774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/12/mae-de-meninos.html' title='Mãe de Meninos'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SyA3MJGFrpI/AAAAAAAAAOY/pPbtABH0mrA/s72-c/Deusa%2BM%25C3%25A3e%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-2445646364154204402</id><published>2009-12-09T23:30:00.003Z</published><updated>2009-12-09T23:45:35.078Z</updated><title type='text'>NUM MEIO-DIA DE FIM DE PRIMAVERA</title><content type='html'>Num meio-dia de fim de primavera&lt;br /&gt;Tive um sonho como uma fotografia.&lt;br /&gt;Vi Jesus Cristo descer à terra.&lt;br /&gt;Veio pela encosta de um monte&lt;br /&gt;Tornado outra vez menino,&lt;br /&gt;A correr e a rolar-se pela erva&lt;br /&gt;E a arrancar flores para as deitar fora&lt;br /&gt;E a rir de modo a ouvir-se de longe.&lt;br /&gt;Tinha fugido do céu.&lt;br /&gt;Era nosso demais para fingir&lt;br /&gt;De segunda pessoa da Trindade.&lt;br /&gt;No céu era tudo falso, tudo em desacordo&lt;br /&gt;Com flores e árvores e pedras.&lt;br /&gt;No céu tinha que estar sempre sério&lt;br /&gt;E de vez em quando de se tornar outra vez homem&lt;br /&gt;E subir para a cruz, e estar sempre a morrer&lt;br /&gt;Com uma coroa toda à roda de espinhos&lt;br /&gt;E os pés espetados por um prego com cabeça,&lt;br /&gt;E até com um trapo à roda da cintura&lt;br /&gt;Como os pretos nas ilustrações.&lt;br /&gt;Nem sequer o deixavam ter pai e mãe&lt;br /&gt;Como as outras crianças.&lt;br /&gt;O seu pai era duas pessoas...&lt;br /&gt;Um velho chamado José, que era carpinteiro,&lt;br /&gt;E que não era pai dele;&lt;br /&gt;E o outro pai era uma pomba estúpida,&lt;br /&gt;A única pomba feia do mundo&lt;br /&gt;Porque não era do mundo nem era pomba.&lt;br /&gt;E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.&lt;br /&gt;Não era mulher: era uma mala&lt;br /&gt;Em que ele tinha vindo do céu.&lt;br /&gt;E queriam que ele, que só nascera da mãe,&lt;br /&gt;E nunca tivera pai para amar com respeito,&lt;br /&gt;Pregasse a bondade e a justiça!&lt;br /&gt;Um dia que Deus estava a dormir&lt;br /&gt;E o Espírito Santo andava a voar,&lt;br /&gt;Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.&lt;br /&gt;Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.&lt;br /&gt;Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.&lt;br /&gt;Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz&lt;br /&gt;E deixou-o pregado na cruz que há no céu&lt;br /&gt;E serve de modelo às outras.&lt;br /&gt;Depois fugiu para o sol&lt;br /&gt;E desceu pelo primeiro raio que apanhou.&lt;br /&gt;Hoje vive na minha aldeia comigo.&lt;br /&gt;É uma criança bonita de riso e natural.&lt;br /&gt;Limpa o nariz ao braço direito,&lt;br /&gt;Chapinha nas poças de água,&lt;br /&gt;Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.&lt;br /&gt;Atira pedras aos burros,&lt;br /&gt;Rouba a fruta dos pomares&lt;br /&gt;E foge a chorar e a gritar dos cães.&lt;br /&gt;E, porque sabe que elas não gostam&lt;br /&gt;E que toda a gente acha graça,&lt;br /&gt;Corre atrás das raparigas&lt;br /&gt;Que vão em ranchos pelas estradas&lt;br /&gt;Com as bilhas às cabeças&lt;br /&gt;E levanta-lhes as saias.&lt;br /&gt;A mim ensinou-me tudo.&lt;br /&gt;Ensinou-me a olhar para as cousas.&lt;br /&gt;Aponta-me todas as cousas que há nas flores.&lt;br /&gt;Mostra-me como as pedras são engraçadas&lt;br /&gt;Quando a gente as tem na mão&lt;br /&gt;E olha devagar para elas.&lt;br /&gt;Diz-me muito mal de Deus.&lt;br /&gt;Diz que ele é um velho estúpido e doente,&lt;br /&gt;Sempre a escarrar no chão&lt;br /&gt;E a dizer indecências.&lt;br /&gt;A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia.&lt;br /&gt;E o Espírito Santo coça-se com o bico&lt;br /&gt;E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.&lt;br /&gt;Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica.&lt;br /&gt;Diz-me que Deus não percebe nada&lt;br /&gt;Das coisas que criou&lt;br /&gt;–«Se é que ele as criou, do que duvido»&lt;br /&gt;–«Ele diz, por exemplo, que os seres cantam a sua glória&lt;br /&gt;Mas os seres não cantam nada.&lt;br /&gt;Se cantassem seriam cantores.&lt;br /&gt;Os seres existem e mais nada,&lt;br /&gt;E por isso se chamam seres.»&lt;br /&gt;E depois, cansado de dizer mal de Deus,&lt;br /&gt;O Menino Jesus adormece nos meus braços&lt;br /&gt;E eu levo-o ao colo para casa.&lt;br /&gt;Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.&lt;br /&gt;Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.&lt;br /&gt;Ele é o humano que é natural,&lt;br /&gt;Ele é o divino que sorri e que brinca.&lt;br /&gt;E por isso é que eu sei com toda a certeza&lt;br /&gt;Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.&lt;br /&gt;E a criança tão humana que é divina&lt;br /&gt;É esta minha quotidiana vida de poeta,&lt;br /&gt;E é porque ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre,&lt;br /&gt;E que o meu mínimo olhar&lt;br /&gt;Me enche de sensação,&lt;br /&gt;E o mais pequeno som, seja do que for,&lt;br /&gt;Parece falar comigo.&lt;br /&gt;A Criança Nova que habita onde vivo&lt;br /&gt;Dá-me uma mão a mim&lt;br /&gt;E a outra a tudo que existe&lt;br /&gt;E assim vamos os três pelo caminho que houver,&lt;br /&gt;Saltando e cantando e rindo&lt;br /&gt;E gozando o nosso segredo comum&lt;br /&gt;Que é o de saber por toda a parte&lt;br /&gt;Que não há mistério no mundo&lt;br /&gt;E que tudo vale a pena.&lt;br /&gt;A Criança Eterna acompanha-me sempre.&lt;br /&gt;A direcção do meu olhar é o seu dedo apontando.&lt;br /&gt;O meu ouvido atento alegremente a todos os sons&lt;br /&gt;São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.&lt;br /&gt;Damo-nos tão bem um com o outro&lt;br /&gt;Na companhia de tudo&lt;br /&gt;Que nunca pensamos um no outro,&lt;br /&gt;Mas vivemos juntos e dois&lt;br /&gt;Com um acordo íntimo&lt;br /&gt;Como a mão direita e a esquerda.&lt;br /&gt;Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas&lt;br /&gt;No degrau da porta de casa,&lt;br /&gt;Graves como convém a um deus e a um poeta,&lt;br /&gt;E como se cada pedra&lt;br /&gt;Fosse todo um universo&lt;br /&gt;E fosse por isso um grande perigo para ela&lt;br /&gt;Deixá-la cair no chão.&lt;br /&gt;Depois eu conto-lhe histórias das cousas só dos homens&lt;br /&gt;E ele sorri, porque tudo é incrível.&lt;br /&gt;Ri dos reis e dos que não são reis,&lt;br /&gt;E tem pena de ouvir falar das guerras,&lt;br /&gt;E dos comércios, e dos navios&lt;br /&gt;Que ficam fumo no ar dos altos-mares.&lt;br /&gt;Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade&lt;br /&gt;Que uma flor tem ao florescer&lt;br /&gt;E que anda com a luz do sol&lt;br /&gt;A variar os montes e os vales&lt;br /&gt;E a fazer doer aos olhos os muros caiados.&lt;br /&gt;Depois ele adormece e eu deito-o.&lt;br /&gt;Levo-o ao colo para dentro de casa&lt;br /&gt;E deito-o, despindo-o lentamente&lt;br /&gt;E como seguindo um ritual muito limpo&lt;br /&gt;E todo materno até ele estar nu.&lt;br /&gt;Ele dorme dentro da minha alma&lt;br /&gt;E às vezes acorda de noite&lt;br /&gt;E brinca com os meus sonhos.&lt;br /&gt;Vira uns de pernas para o ar,&lt;br /&gt;Põe uns em cima dos outros&lt;br /&gt;E bate as palmas sozinho&lt;br /&gt;Sorrindo para o meu sono.&lt;br /&gt;Quando eu morrer, filhinho,&lt;br /&gt;Seja eu a criança, o mais pequeno.&lt;br /&gt;Pega-me tu ao colo&lt;br /&gt;E leva-me para dentro da tua casa.&lt;br /&gt;Despe o meu ser cansado e humano&lt;br /&gt;E deita-me na tua cama.&lt;br /&gt;E conta-me histórias, caso eu acorde,&lt;br /&gt;Para eu tornar a adormecer.&lt;br /&gt;E dá-me sonhos teus para eu brincar&lt;br /&gt;Até que nasça qualquer dia&lt;br /&gt;Que tu sabes qual é.&lt;br /&gt;Esta é a história do meu Menino Jesus.&lt;br /&gt;Por que razão que se perceba&lt;br /&gt;Não há-de ser ela mais verdadeira&lt;br /&gt;Que tudo quanto os filósofos pensam&lt;br /&gt;E tudo quanto as religiões ensinam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="Categoria:Alberto Caeiro" href="http://pt.poesia.wikia.com/wiki/Categoria:Alberto_Caeiro"&gt;Alberto Caeiro&lt;/a&gt;  &lt;a title="Categoria:Fernando Pessoa" href="http://pt.poesia.wikia.com/wiki/Categoria:Fernando_Pessoa"&gt;Fernando Pessoa&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-2445646364154204402?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/2445646364154204402/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=2445646364154204402&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/2445646364154204402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/2445646364154204402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/12/num-meio-dia-de-fim-de-primavera.html' title='NUM MEIO-DIA DE FIM DE PRIMAVERA'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-8952944088384711614</id><published>2009-12-08T07:47:00.001Z</published><updated>2009-12-08T07:49:18.045Z</updated><title type='text'>A Anunciação</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Sx4E1doM7qI/AAAAAAAAAOQ/i1bJq51GTRQ/s1600-h/anunciacao_de_nossa_senhora%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412769118678740642" style="WIDTH: 257px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Sx4E1doM7qI/AAAAAAAAAOQ/i1bJq51GTRQ/s320/anunciacao_de_nossa_senhora%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-8952944088384711614?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/8952944088384711614/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=8952944088384711614&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/8952944088384711614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/8952944088384711614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/12/blog-post.html' title='A Anunciação'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Sx4E1doM7qI/AAAAAAAAAOQ/i1bJq51GTRQ/s72-c/anunciacao_de_nossa_senhora%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-4876352452768068880</id><published>2009-12-08T07:44:00.000Z</published><updated>2009-12-08T07:47:25.299Z</updated><title type='text'>8 DE DEZEMBRO</title><content type='html'>o menino é um recém-chegado de outros mundos.&lt;br /&gt;anunciador de uma distância íntima. de onde nascer&lt;br /&gt;é revelar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sinal de uma viagem a um viver separado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;memória. vaga memória. de brisas além da terra&lt;br /&gt;em mares de aprofundar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ele é o Anjo enviado de nossos reinos secretos. a este&lt;br /&gt;mundo de fora     onde depois da infância nos encontrámos&lt;br /&gt;habitando. sem saber de outro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas o menino é de longe. a Boa Nova soada de praias&lt;br /&gt;além do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;rosto voltado aos cantos da distância.&lt;br /&gt;olhos despertos ao acenar do longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de onde vieste e ainda lembras sem saber lembrar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eco de mundos de silêncio o teu silêncio. menino&lt;br /&gt;de silêncio olhando.&lt;br /&gt;presença de um Real chamando.&lt;br /&gt;além das vozes. das coisas. e dos gestos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beatriz S. Branco, 1969&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-4876352452768068880?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/4876352452768068880/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=4876352452768068880&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/4876352452768068880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/4876352452768068880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/12/8-de-dezembro.html' title='8 DE DEZEMBRO'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-5886431157508777107</id><published>2009-12-07T23:28:00.000Z</published><updated>2009-12-07T23:32:12.610Z</updated><title type='text'>Um menino... como o Outro</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Sx2QPfivkTI/AAAAAAAAAOI/mhXYIhXRIFc/s1600-h/aborto01%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412640923008864562" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Sx2QPfivkTI/AAAAAAAAAOI/mhXYIhXRIFc/s320/aborto01%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-5886431157508777107?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/5886431157508777107/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=5886431157508777107&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/5886431157508777107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/5886431157508777107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/12/um-menino-como-o-outro.html' title='Um menino... como o Outro'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Sx2QPfivkTI/AAAAAAAAAOI/mhXYIhXRIFc/s72-c/aborto01%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-6880047205148399000</id><published>2009-12-07T23:26:00.000Z</published><updated>2009-12-07T23:28:34.402Z</updated><title type='text'>A ORIGEM DO NATAL</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"Nascimento do Deus Sol Invencível" era o tema da grande festividade romana que comemorava o solstício de inverno no dia 25 de Dezembro. Outras celebrações, como a “Saturnália”, em honra ao deus Saturno, tomavam conta da Europa neste mês, entre 17 e 22 de Dezembro, ainda no século 3 d.C. Em momentos simultâneos da história, cristãos comemoravam as diferentes etapas da vida de Cristo, buscando testemunhos do dia exacto de seu nascimento, enquanto pagãos celebravam a chegada da luz e dos dias mais longos ao fim do inverno. Foi somente no ano de 354 d.C que o Papa Libério, querendo cristianizar as festividades pagãs entre os vários povos europeus, instituiu oficialmente a celebração do Natal - a data de nascimento de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra Natal deriva do latim Natale - escrita com a inicial maiúscula quando se refere ao nascimento de Jesus, cujo aniversário teria sido escolhido, segundo boa parte dos estudiosos, para coincidir com a festividade romana do deus Sol. À festa de raízes pagãs foi conferida uma nova linguagem cristã, da mesma forma que alusões ao simbolismo de Cristo como o “sol da justiça” (Malaquias 4:2) e a “luz do mundo” (João 8:12) expressam o sincretismo religioso desta data. Hoje, junto com a Páscoa, o Natal é a celebração mais significativa para a Igreja Católica e cristã em geral, ao mesmo tempo em que é encarado universalmente por vários credos como sendo o dia da reunião da família, da solidariedade e da fraternidade entre as pessoas. No Brasil, as celebrações natalinas já ocorriam com a presença dos jesuítas, no século 16, e eram marcadas por uma festa religiosa tradicional, com a missa do galo, o jantar em família e a montagem de presépios como os momentos mais importantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A distribuição de presentes, o Pai Natal ou a árvore natalina seriam introduzidas só nos fins do século 18 no país, quando a festa começa a ser associada à infância. Principalmente após a 1ª guerra mundial (1914) fixam-se os costumes de distribuição de presentes a crianças carentes, mas é provável que famílias de elite e de classe média tenham iniciado as comemorações como as conhecemos hoje antes disso, pelo contacto com países industrializados e protestantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De celebração de uma simples missa, o Natal foi substituindo várias festividades em diversos países e passou a incluir um infinito número de tradições. Com o individualismo característico da Reforma Protestante tornou-se uma forma de movimentar a troca de mercadorias e o capitalismo. Também a figura do Pai Natal, calcada em São Nicolau (ver Tradições Natalinas) incorporou práticas do paganismo nórdico. Daí as imagens de neve associadas ao evento e à árvore de Natal .&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Prof. Henrique José de Souza&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-6880047205148399000?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/6880047205148399000/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=6880047205148399000&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/6880047205148399000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/6880047205148399000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/12/origem-do-natal.html' title='A ORIGEM DO NATAL'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-2704985511783594136</id><published>2009-12-06T23:19:00.000Z</published><updated>2009-12-06T23:21:56.499Z</updated><title type='text'>Presépio</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Sxw8bb0Ds8I/AAAAAAAAAOA/3YODgwdvtWQ/s1600-h/DSC00073.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412267294212731842" style="WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Sxw8bb0Ds8I/AAAAAAAAAOA/3YODgwdvtWQ/s320/DSC00073.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;David 2003&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-2704985511783594136?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/2704985511783594136/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=2704985511783594136&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/2704985511783594136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/2704985511783594136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/12/presepio.html' title='Presépio'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Sxw8bb0Ds8I/AAAAAAAAAOA/3YODgwdvtWQ/s72-c/DSC00073.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-1148483404007684543</id><published>2009-12-06T23:17:00.001Z</published><updated>2009-12-06T23:18:51.250Z</updated><title type='text'>O SIMBOLISMO DO NATAL</title><content type='html'>Um dos mais belos e significativos acontecimentos do ano é, sem dúvida alguma, o Natal. O mundo cristão comemora nesta data o nascimento de Jesus, o Cristo. Aquele que os cristãos consideram o Salvador do Mundo e que os verdadeiros Teósofos e Ocultistas reconhecem, além do mais, como a manifestação cíclica do Espírito de Verdade, ou seja, como um Avatara Divino. Nessa data, plena de encantamento e de amor, as famílias cristãs se congregam em reuniões as mais íntimas e santas para cultuarem no recesso de seus lares o simbolismo do Natal.&lt;br /&gt;Na noite de 24 para 25 de Dezembro, conhecida há perto de vinte séculos como a Noite de Natal, comemora-se em todo o mundo cristão o nascimento do Menino-Deus, com as manifestações do maior regozijo e da mais pura devoção. Pai-Natal faz nessa noite sua visita tradicional aos petizes, deixando-lhes uma lembrança no sapatinho posto à beira da cama. Nos lares, engalanados com enfeites multicores, há o Presépio e a Árvore de Natal. Desse modo, ano após ano, de uma forma inconsciente e agradável, é transmitida de geração a geração uma tradição extraordinariamente bela, cuja origem se perde na noite dos tempos, anterior mesmo ao advento do Cristianismo.&lt;br /&gt;O simbolismo do Natal oculta transcendentes mistérios. À luz dos conhecimentos eubióticos, procuraremos levantar uma pontinha do denso véu que encobre, aos olhos profanos, tais excelsitudes.&lt;br /&gt;Diz a tradição que o Anjo Gabriel apareceu à Virgem Maria e Lhe anunciou o nascimento do Filho de Deus.&lt;br /&gt;As religiões de todos os povos possuem as suas Virgens-Mães, Marias ou Mayas que são: Adha-nari, a brâmane; Ísis, a egípcia; Astaroth, a hebraica; Astarté, a síria; Afrodite, a grega; Vesta, a romana; Herta, dos germanos; Ina, da Oceania; Isa, a japonesa; Ching-Mu, a chinesa, e muitas outras, inclusive a que o nosso tupi denomina de Jaci, "a mãe dos frutos", etc., pois como é sabido, Maria provém de Mare – o Mar – simbolicamente "a grande ilusão". Entre os iorubanos da África, Iemanjá, o orixá feminino, é a mãe d'água ou o próprio mar divinizado, equivalente no seu culto àquilo que em tais religiões simboliza a Virgem Mãe, Ísis, a Lua, desde que Osíris representa o Sol.&lt;br /&gt;Os egípcios acreditavam que o pequeno Hórus era filho de Osireth e de Oset, cujas almas se transformaram respectivamente nas do Sol e da Lua, depois da morte desses personagens.&lt;br /&gt;Os antigos israelitas, muito antes da nossa Era, chamavam a rainha do céu (ou "Regina Coeli") de Mênia, donde se derivou Neomênia (Nova Lua), que vem a ser a mesma Maria (em seus diversos nomes), mãe de Deus encarnado, nos vários cultos religiosos.&lt;br /&gt;Quanto ao lugar do nascimento do Menino Jesus, diz a Igreja que ele se deu em Belém, cidade da Palestina, tendo sido a criança recém nascida colocada numa manjedoura. A palavra Belém é formada de duas letras hebraicas, Beth e Aleph, significando cabalisticamente a Casa de Deus ou Templo de Deus. Este é também o significado da palavra Apta, muitíssimo mais antiga, pois provém da submersa Atlântida, tendo sido o nome de sua oitava cidade, a Shamballah ou "Região dos Deuses", que mantinha a espiritualidade entre as demais cidades que se podem interpretar também como províncias ou países, governadas pelos "Sete Reis de Edom", Reis que eram na Terra as expressões humanas dos Sete Dhyans-Choans. Seria supérfluo assinalar a identidade de sentido entre Edom e Eden, o bíblico Paraíso terrestre.&lt;br /&gt;APTA tem ainda o significado de "creche ", manjedoura , presépio e também "O lugar onde nasce o Sol". O simbolismo do presépio é uma cópia fiel do que existe nos ritos bramânicos, além de outros. Segundo Bournouf, assim se explica sua origem: A cruz Suástica (não confundir com a Sovástica do Nazismo que tem a rotação em sentido contrário, símbolo portanto da involução) é representada por dois pedaços de madeira que, para não se moverem, são cravados com quatro pregos e na junção dos braços da cruz passa uma corda que, pela fricção, produz fogo. O Pai do Fogo Sagrado é o divino carpinteiro Tuashtri, que prepara a cruz e o pramanta que deve gerar o filho divino. A Mãe do Fogo Sagrado é Maya, que equivale à Virgem Maria cristã.&lt;br /&gt;Quando o pequeno Agni nasce (Agni é fogo em sânscrito; Agnus, em latim, é o Cordeiro. "Agnus Dei Qui tollis peccata mundi"...) - é colocado num berço (manjedoura) entre animais, e ao lado fica a Vaca mugidora. Ora, Vach (o mesmo que vaca), em sânscrito significa o Verbo Sagrado, Palavra Criadora ou Logos Criador.&lt;br /&gt;Procuremos agora relacionar esses fatos com aquela conhecida passagem bíblica: "No princípio era o Verbo, e o Verbo se fez carne e habitou entre nós..."&lt;br /&gt;O sacerdote brâmane toma o pequeno Agni em suas mãos, coloca-o sobre um altar untando-lhe o corpinho com manteiga clarificada, do que se originou a sagrada unção pelos santos óleos adoptada pela Igreja nos baptismos. É justamente quando o menino Agni recebe o nome de Ungido (Iluminado), Akta em sânscrito e Christos, em grego. Torna-se ele resplandecente, pois que tudo em seu redor se ilumina. As trevas desaparecem e os demónios fogem espavoridos ao clarão de sua luz cintilante.&lt;br /&gt;Ele é o Mestre dos mestres e toma o nome de Jâtavâdas: Aquele em quem a Sabedoria é inata.&lt;br /&gt;Como se vê, a tradição da Sagrada Família aqui no Ocidente representada por Jesus, Maria e José (o carpinteiro), se encontra nos Vedas, a escritura sagrada dos hindus, com uma antiguidade de 3100 anos anterior à nossa Era.&lt;br /&gt;A mãe de Krishna, que surgiu na Índia cerca de 3500 anos A.C. se chamava Devaki, linda e virtuosa princesa, irmã do Rei de Madura, em torno da qual se criaram as mesmas lendas relativas a outras Virgens-Mães ou Marias. É curioso também assinalar a estranha semelhança de grafia e de som entre a expressão latina Jesus Christus e Ieseus Krishna...&lt;br /&gt;Escreve Blavatsky em sua Doutrina Secreta: "Desde os rischis indianos até Virgílio, e de Zoroastro à última sibila, todos, sem excepção, desde o começo da Quinta raça-mãe, profetizaram, cantaram e prometeram a volta cíclica da Virgem e o nascimento de uma criança divina, que faria voltar a "Satya Yuga", a idade de ouro sobre a Terra. Logo que as práticas da Lei estiverem na ocasião precisa de terminar o ciclo da "Kali Yuga" (idade negra, em que ainda vivemos), um Aspecto do Ser Divino, que existe em virtude de sua própria natureza espiritual, na pessoa de Brahmâ, e que é o Começo e o Fim (Alfa e Ômega), descerá sobre a Terra. Ele nascerá na Família de Vishnujasha, como um Eminente Filho de Shamballah e Senhor dos oito poderes do Iogui. Por seu imenso poder, destruirá Ele todos aqueles cujo mental é voltado à iniquidade. Então a Justiça se fará na Terra, e os que viverem até o fim da "Kali Yuga", despertarão com o mental transparente e puro como o cristal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prof. Henrique José de Souza&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-1148483404007684543?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/1148483404007684543/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=1148483404007684543&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/1148483404007684543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/1148483404007684543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/12/o-simbolismo-do-natal.html' title='O SIMBOLISMO DO NATAL'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-8879893425995651653</id><published>2009-12-06T02:33:00.001Z</published><updated>2009-12-06T02:36:51.949Z</updated><title type='text'>Uma mensageira da Theosophia moderna</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SxsYUo6t2mI/AAAAAAAAAN4/97XLy6GsR4w/s1600-h/hpbtm-c1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411946120075926114" style="WIDTH: 278px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SxsYUo6t2mI/AAAAAAAAAN4/97XLy6GsR4w/s320/hpbtm-c1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;H.P.Blavatsky&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-8879893425995651653?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/8879893425995651653/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=8879893425995651653&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/8879893425995651653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/8879893425995651653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/12/h.html' title='Uma mensageira da Theosophia moderna'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SxsYUo6t2mI/AAAAAAAAAN4/97XLy6GsR4w/s72-c/hpbtm-c1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-4058468047697788301</id><published>2009-12-06T02:30:00.002Z</published><updated>2009-12-06T02:33:34.641Z</updated><title type='text'>A ORIGEM DA ÁRVORE DE NATAL</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O costume da árvore de Natal &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(1)&lt;/span&gt; foi instituído muito recentemente. É de data tardia não só na Rússia, mas também na Alemanha, onde em primeiro lugar se estabeleceu e de onde se espalhou por toda a parte, do Novo como também do Velho Mundo. Em França a árvore de Natal só foi adoptada após a guerra Franco-Germana, posterior portanto a 1870. De acordo com as crónicas Prussianas, o costume de iluminar a árvore de Natal tal como nós vamos encontramos hoje na Alemanha, foi estabelecido acerca de cem anos. Penetrou na Rússia por volta de 1830, e muito cedo foi adoptado através do Império pelas classes mais abastadas.&lt;br /&gt;É muito difícil traçar historicamente este costume. As suas origens pertencem inegavelmente à mais alta antiguidade. Os abetos desde sempre têm sido colocados num lugar de honra pelas mais antigas nações da Europa. Tais como as árvores de folha perene, e os símbolos da vegetação imorredoura, eles sempre foram consagrados às divindades naturais, tais como Pan, Isis e outras. De acordo com o antigo folclore, o pinheiro nasceu do corpo da ninfa Pitys &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(2)&lt;/span&gt; (o nome Grego daquela árvore), a amada dos deuses Pan e Boreas. Durante os festivais vernais em honra da grande deusa da Natureza, os abetos eram trazidos para os templos decorados com fragrantes violetas.&lt;br /&gt;Os antigos povos Nórdicos da Europa tinham uma reverência semelhante pelo pinheiro e pelos abetos em geral, e faziam grande uso deles nos seus numerosos festivais. Assim, por exemplo, é bem conhecido que os sacerdotes pagãos da antiga Germânia, quando celebravam o primeiro estágio do regresso do sol perto do equinócio vernal, seguravam nas suas mãos ramos de pinheiros muito bem ornamentados. E isto aponta para a grande probabilidade do actual costume das árvores de Natal iluminadas serem o eco do costume pagão de considerar o pinheiro como um símbolo de um festival solar, o precursor do nascimento do Sol. Faz sentido que a sua adopção e instituição na Germânia Cristã lhe comunicasse uma nova, por assim dizer, forma Cristã.&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(3)&lt;/span&gt; Daí que recentes lendas – como sempre acontece – expliquem à sua própria maneira a origem do antigo costume. Conhecemos uma dessas lendas, imbuída de uma grande poesia na sua encantadora simplicidade, a qual pretende dar a origem deste agora universal e predominante costume de ornamentar árvores de Natal com velas de cera acesas.&lt;br /&gt;Perto da caverna onde nasceu o Salvador do mundo cresciam três árvores – um pinheiro, uma oliveira e uma palmeira. Naquela véspera santa quando a estrela guia de Belém apareceu nos céus, aquela estrela que anunciou ao mundo longamente sofredor o nascimento Daquele, que trouxe à humanidade as alegres novas de uma esperança abençoada, toda a natureza rejubilou e diz-se que transportou para os pés do Deus-Menino os seus melhores e mais sagrados presentes.&lt;br /&gt;Entre outras a oliveira que crescia à entrada da caverna de Belém deu à luz o seu fruto dourado; a palmeira ofereceu ao Bébé a sua verde e sombria abóbada, com protecção contra o calor e a tempestade; somente o pinheiro nada tinha para oferecer. A pobre árvore permanecia em consternação e pesar, tentando em vão pensar no que poderia apresentar como prenda ao Cristo-Criança. Os seus ramos estavam dolorosamente vergados para baixo, e a intensa agonia da sua dor forçou finalmente que brotasse da sua casca e ramos uma torrente de transparentes lágrimas quentes, cujas abundantes resinosas e pegajosas gotas caíssem espessas e firmes à sua volta. Uma estrela silenciosa, cintilando no dossel azul do céu, apercebeu-se destas lágrimas; e imediatamente, combinando com as suas companheiras – olhai!, um milagre aconteceu. Hostes de estrelas cadentes caíram por terra, tal como uma grande chuvada, sobre o pinheiro até que cintilaram e brilharam em cada agulha, de alto a baixo. Então, tremendo de alegre emoção o pinheiro levantou orgulhosamente os seus ramos caídos e apareceu pela primeira vez, ante os olhos de um mundo maravilhado, no seu mais deslumbrante esplendor. Desde esses tempos, diz-nos a lenda, que o homem adoptou o hábito de ornamentar o pinheiro na Véspera de Natal com inúmeras velas acesas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;H. P. BLAVATSKY&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;NOTAS:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;(1)&lt;/strong&gt; Este artigo foi originalmente impresso por H .P. Blavatsky em Lucifer, em Março, 1891. A partir de um artigo do Dr. Kaygorodoff em Novoye Vremya.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(2)&lt;/strong&gt; Uma ninfa amada pelo deus Pan e transformada em abeto. [Ed. Lucifer.]&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(3)&lt;/strong&gt; Tal como no caso de muitos outros costumes, e mesmo dogmas, emprestados e preservados sem o mínimo reconhecimento. Se a fonte não for confessada, é porque à face da pesquisa e da descoberta tal já não poder ser possível.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-4058468047697788301?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/4058468047697788301/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=4058468047697788301&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/4058468047697788301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/4058468047697788301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/12/origem-da-arvore-de-natal.html' title='A ORIGEM DA ÁRVORE DE NATAL'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-2811738594447570816</id><published>2009-11-30T22:09:00.000Z</published><updated>2009-11-30T22:13:17.793Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SxRDQm49byI/AAAAAAAAANw/HTa7wXntNzc/s1600/DSCN0821.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410023004975230754" style="WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SxRDQm49byI/AAAAAAAAANw/HTa7wXntNzc/s320/DSCN0821.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Pintura de Leonor Serpa Branco - &lt;em&gt;"A menina oleira"&lt;/em&gt; (pormenor)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-2811738594447570816?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/2811738594447570816/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=2811738594447570816&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/2811738594447570816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/2811738594447570816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/11/pintura-de-leonor-serpa-branco-menina.html' title=''/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SxRDQm49byI/AAAAAAAAANw/HTa7wXntNzc/s72-c/DSCN0821.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-4878108500934656377</id><published>2009-11-30T22:01:00.002Z</published><updated>2009-11-30T22:09:20.831Z</updated><title type='text'>O CONTO TRADICIONAL E A REALIDADE DO ETERNO PRESENTE</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;              &lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Em memória de Maria Beatriz&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;                              a Mãe, a Irmã, a Educadora, a Mulher, a Poeta- Mestre...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;                              um grande bem hajas para onde quer que nos estejas a observar.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pelo facto da nossa época estar tão conturbada social, ética e espiritualmente, em que os aspectos mais negativos e egoístas da Humanidade se manifestam declaradamente e estão constantemente a evidenciar-se com uma energia por vezes assustadora, foi esta a razão pela qual escolhi uma abordagem aos Contos Tradicionais nas suas vertentes mais luminosa e mais construtiva. (1)&lt;br /&gt;            Não escolhendo a abordagem do lado negro dos Contos, privilegiei essencialmente a sua importância tradicional na construção da Relação Humana, na Comunicação e nos aspectos unitários que ajudam a definir as diferentes idiossincrasias dos indivíduos inseridos nos seus grupos sociais.&lt;br /&gt;            É um universo complexo do conhecimento e das vivências do homem, porque rico e prenhe de significados. Na aproximação e na vivência do Sociocultural, é notória a importância da Relação Humana para os diferentes profissionais do Social, do Cultural e do Educacional desenvolverem uma intervenção na Realidade marcada pela qualidade, integrada e harmoniosa, tendente a fazer crescer os indivíduos, com mais comunicação, inibindo as tendências modernas do isolacionismo e do consumismo&lt;br /&gt;            E é importante esta preocupação de mais comunicação perante o conjunto de problemas e de males sociais que se nos deparam nas relações do quotidiano do nosso tempo, pois constatamos que o indivíduo, a família, os grupos sociais, se encontram cada vez mais espartilhados física, psicológica e espiritualmente. As consequências destes problemas e destes males sociais manifestam-se através de um progressivo isolamento do SER e na emergência de uma crise profunda, caracterizada pela ausência de valores construtivos e positivos, que contribuem para a formação e para a evolução do ser humano neste ou naquele Território, neste ou naquele País, enfim neste Planeta tão conturbado.&lt;br /&gt;            Possam os Contos Tradicionais vir novamente a preencher uma lacuna na Educação das nossas crianças e no aperfeiçoamento evolutivo do ser humano que tão bem os inventou e conservou ao longo de milénios.&lt;br /&gt;            É urgente a (re)invenção dos Contos Tradicionais e a sua difusão na Escola, nas Associações, nas relações humanas em geral do dia-a-dia, onde o crescer biológico e cultural deverá implicar sensibilidade, descoberta, atenção e mudança de mentalidades.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;            Nesta abordagem ao Conto Tradicional que passo a apresentar travei contacto com um sem número de paradigmas e metáforas, utilizados como palavras-chave desde há remotas eras até aos nossos dias por investigadores, místicos, antropólogos, filósofos e todos quanto têm reflectido sobre as realidades menos explícitas e pouco esclarecidas da Sabedoria Popular, manifestada através da Tradição Oral, portuguesa ou castelhana, francesa ou russa, hindu ou chinesa...&lt;br /&gt;            Algumas dessas palavras-chave que surgiram com mais acuidade e com maior profundidade de significado, foram as que passo a referir muito rapidamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Idade do Ouro e Ontologia das Origens; Verdade, Mentira e Imaginário; Mitos, Deuses e Heróis; Autoconhecimento, Totalidade e Caminho; Símbolo, Mistérios e Tradição; Sageza Imemorial e Demanda; Vida, Realidade e Evolução; Criança, Educação e Desenvolvimento; Identidade Cultural, Natureza e Cultura; Iniciação e Labirinto; Holismo, Sagrado e Religião; Ser, Estar e Relação Humana; Consciência e Logos; Comunicação e Linguagem; Sentido de Vida e Ecologia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Lista extensiva de mais para ser esgotada num simples trabalho como este, mas que serve de sugestão, apontando pistas interessantes e extremamente sedutoras para serem seguidas, aprofundadas e posteriormente partilhadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Os Contos Tradicionais – ricos e complexos pela sua própria natureza, uma vez que as suas origens, remontarão eventualmente aos inícios da Cultura Humana – são contudo possuidores de uma presença e de uma actualidade que podemos considerar, quase como que mágica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Queria aproveitar esta oportunidade para, e queiram desculpar-me a ousadia, fazer uma humilde homenagem a uma grande figura extremenha e investigador erudito e exaustivo da Tradição Primordial desta Terra que, através do contacto que tive com a sua extensa obra literária e filosófica, passou também a ser, um bocadinho e por adopção, a  minha Terra... Estou a falar-vos de D. Mario Roso de Luna.&lt;br /&gt;            Nascido em Logrosán, Extremadura, no ano de 1872, morreu em Madrid a 8 de Novembro de 1931, tendo passado 65 anos da data da sua morte no passado dia 8 de Novembro do corrente ano.&lt;br /&gt;            Teósofo, Astrónomo e Escritor. Licenciado em Letras, Ciências Fisicoquímicas, Filosofia e Direito. Como Astrónomo descobriu um cometa a que foi dado o seu nome. A sua extensa bibliografia destaca-se tanto pela beleza da sua escrita como pela sua extraordinária erudição. D. Mario Roso de Luna, «el Mago de Logrosán», como ficou conhecido pelos seus conterrâneos, foi membro do Ateneu de Madrid, tendo passado toda a sua vida de investigador a buscar no coração humano a sinceridade, a  lei cósmica reguladora do universo, e, por convicção, a manifestação do espírito imortal na vida do homem.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;            Pela sua beleza e profundidade vou apresentar-lhes de seguida o excerto de um texto, datado de 1921, todavia pleno de actualidade, da autoria de D. Mario Roso de Luna, cujo conteúdo se insere perfeitamente no nosso objecto particular de estudo:&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;          &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;    «(...).&lt;br /&gt;              En edades primitivas o “de Oro” reinó soberana la Verdad hasta que la Mentira, logró disfrazarse de Verdad y engañar al mundo con su Maya o ilusión. La Verdad desnuda fué rechazada desde entonces por los hombres, enamorados ya de las apariencias de la Mentira, pero ella, a su vez, se disfrazó con el “Velo de Isis” tranformándose asi en mito o fábula, y en Parábola sus consiguientes enseñanzas.&lt;br /&gt;              Hubo un hombre sin embargo  – habría y hay tantos en todas las Edades! – que buscó decidido la verdad en el mundo, en la corte, en el claustro, y doquiera le dijeron “hace ya muchísimo tiempo que estuvo aquí, pero desapareció y nadie ya ha vuelto a encontrarla”. Los dioses, envidiosos de la grandeza del hombre, la habían hurtado, y escondido nada menos que en el propio corazón humano, porque si lo hubiera hecho en otra parte, monte, abismo, nube o desierto, el incansable anhelo progresivo del hombre la habría encontrado al cabo, mientras que llevándola él, sin saberlo, dentro de su pecho, donde no mira por desgracia nunca, le sería imposible el volverla a hallar. Aleccionada, al fin, la Humanidad por el rebelde Prometeo logra encontrarla mediante esa máquina terrible de invención y hallazgo que se ha llamado desde entonces Filosofia, o “nósce te ipsum” socrático [o sea, en castellano: “Oh Hombre, conócete a ti mismo!”].&lt;br /&gt;              Con la Filosofia, en efecto, caemos en la cuenta de que la “Verdad Absoluta o Suprema”, no está en ninguna percepción concreta, ni en ninguna ciencia particular llámese como se llame, sino en el augusto y abstracto misterio del Símbolo porque en el Símbolo concurren, se aunan y hacen compatibles las revelaciones parciales de las diversas ciencias ya que estas últimas no son sino ramas de un gran tronco primitivo y oculto.&lt;br /&gt;              Porque nosotros, ciegos sempiternos, tenemos siempre interpuesto entre nuestra vista y el mundo superior de la Verdad un tupido velo que se ha llamado por los poetas el “Velo de Maya” y por los matemáticos modernos “el misterio geométrico del mundo de las ene dimensiones del espacio”, desde el día memorable que se cortaron las comunicaciones estre este pobre mundo de los mortales y los “supermundos” de héroes, semidioses y dioses antiguos.&lt;br /&gt;              (...).»&lt;/em&gt; (2)&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;            Desde tempos imemoriais que os Antigos Mistérios, detentores da Sageza das Idades, têm tido como fim último da sua Demanda, a cabal compreensão da Verdade. Contudo, esta parece ser inatingível, para o homem comum, o qual, para ultrapassar a frustração de incapacidade que lhe (a)parece inata, vem transformando e espartilhando o que julga entender por Verdade em miríades de dogmas, de leis, de convenções, de teorias, que o ajudam a dominar a Realidade e a Vida... segundo os seus próprios juízos e critérios.&lt;br /&gt;            Sempre o homem comum olha para o exterior de si próprio quando quer compreender qualquer mistério vital, sempre ele tem julgado que aquela Verdade intransponível e inacessível se encontra encerrada algures, em algum país longínquo, em algum livro dito sagrado, em qualquer local ou pessoa investida de autoridade. Porém, e fazendo jus ao aforismo antigo que reza: «Não me procuraríeis se não me tivésseis encontrado já...», resta-nos a possibilidade de (re)encontrar algo, e esse algo estará encerrado no nosso próprio corpo, nos nossos genes, no nosso Ser... ou, como disse D. Mario Roso de Luna, oculto no nosso Coração...&lt;br /&gt;            Não obstante, no quotidiano, as pequenas verdades, as pequenas certezas que nos rodeiam, fluem através de nós próprios como os grãos de areia escorregam através da nossa mão aberta.&lt;br /&gt;            Aqueles Mistérios Antigos, através das roupagens dos Contos da Tradição Oral podem muito bem ser esses grãozinhos de areia, sem sentido para quem procura dogmas, convenções ou teorias complicadas e intrincadas, aparentemente possuidoras de autoridade e poder, contudo vazias de sentido e de autenticidade de vida...&lt;br /&gt;            Os Mistérios, os Contos, as Lendas... com toda a sua carga simbólica e com toda a sua autêntica Autoridade, conferidas pela Tradição-Sageza milenar, poderão constituir, de facto, a possibilidade de olharmos em nós e ao nosso redor e vermos algo diferente porque, realmente, não existem dois grãozinhos de areia iguais!...&lt;br /&gt;            Por demasiadas vezes, se calhar, não conseguimos ou não queremos, ouvir uma voz muito ténue – aquela voz maravilhosa que sempre acompanha o herói ou a heroína nos contos de encantar – que nos faz ouvir muito suavemente no fundo da nossa Consciência: «Fecha a mão!», e que, se estivermos atentos, ao fecharmos a mão, conseguiremos reter três grãozinhos de areia... e com que emoção e alegria os olhamos, tal criança perante um imenso tesouro formado pelas coisas mais sem significado, mais sem sentido – para nós adultos – pelas coisas mais simples que ela encontrou ao sabor do vento, nos seus sonhos, criadas pela sua imaginação criadora, durante as suas brincadeiras inocentes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Falar-se de Contos Tradicionais nos tempos que correm, é falar-se de Identidade Cultural de um Povo e, paralelamente, do desenvolvimento mais ou menos harmonioso que esse Povo sofreu e sofre através dos diferentes estádios de crescimento e maturação dos indivíduos e das comunidades que o constituem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Refiramos, por outro lado, a diferente função do Conto conforme se trate de uma criança ou de um adulto. Os fins de uma e de outro, no desenrolar do mesmo, são intrinsecamente diferentes.&lt;br /&gt;            Para a criança o conto é, de facto, uma autêntica iniciação para a vida que a rodeia e da qual ela própria faz parte integrante. Escutar contos, contar contos tem que ver com o próprio desenvolvimento físico, psicológico e espiritual de um ser que se encontra a desabrochar para a devir plenitude do adulto.&lt;br /&gt;            Através deles, a criança torna-se um ser-em-relação, primeiramente com ela própria, e quase simultaneamente com o outro e com o mundo, e não esqueçamos de que a Iniciação é, no fundo, a total assunção do outro...&lt;br /&gt;            Nos contos tradicionais manifestam-se, através da alegoria e do símbolo, os desejos mais íntimos que a Humanidade tem expressado ao longo de toda a sua História e Evolução: a conquista do Paraíso Perdido, ou do Jardim do Éden ou das Hespérides, ou de Agartha ou de Shambbalah, ou das Ilhas Encobertas ou do palácio do Rei Pescador, ou do Castelo do Graal, etc., consoante as diferentes culturas ou civilizações. Todavia, no fundo, trata-se de conseguir uma mutação qualitativa da consciência do homem com o fim de conseguir viver uma União com o Todo – tal qual a Parábola Bíblica do regresso a casa do Filho Pródigo –, pois o Homem sempre viveu integrado no Todo, contudo, paradoxalmente procura-O à sua volta. Tal como o peixinho que, no mar alto, pergunta à mãe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt; – Oh, Mãe! O que é o Mar?&lt;br /&gt;            E a Mãe, com aquela ternura e sensibilidade que só uma Mãe sabe mostrar no relacionamento profundo com um filho, olha-o, sorri muito suavemente e responde-lhe:&lt;br /&gt;            – Olha, meu filho, tu estás no mar, tu bebes o Mar, tu respiras o mar, tu és o Mar!...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;            União com o Todo ou com o Amado, que os místicos espanhóis como São João da Cruz ou Santa Teresa d’Ávila tão bem souberam cantar nos seus poemas e nos seus escritos de religião, e por vezes tão incompreendidos pela superestrutura católica da sua época.&lt;br /&gt;            Trata-se, enfim, de alcançar o Tesouro que se encontra oculto na gruta profunda do nosso coração ou no centro labiríntico do nosso Ser, bem defendido pelo mítico Minotauro das lendas helénicas... Deixemos Teseu e Ariadne dominarem o Minotauro do Labirinto e, com o auxílio do novelo de fio, saírem vitoriosos para a Luz do dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Narração rica de mistério e de magia é a que apresento de seguida, uma lenda popular da região de Évora (Alentejo – Portugal) cujas especificidade narratória e linguagem simbólica me pareceram valer a pena partilhá-la convosco. Foi recolhida da tradição oral local no ano de 1983, no decorrer de uma sessão de Curso de Alfabetização de Adultos, na Freguesia (rural) de S. Sebastião da Giesteira, que dista cerca de 18 quilómetros da sede do Concelho. Passo a contar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;                        Na Herdade dos Padres há uma nora muito antiga, quiçá do tempo dos Mouros... Com largos muros e águas negras e profundas, com lodo que a uns escassos metros da superfície esconde eficazmente as suas profundezas, os seus habitantes e os seus tesouros...&lt;br /&gt;              Conta-se que, realmente existirá no fundo desta nora um tesouro oculto, um grande tesouro, que fará muito rico quem tiver a sorte de o encontrar, se tiver a coragem para o procurar... Isto porque o tesouro é guardado por uma enorme serpente pronta a resistir a quaisquer profanações.&lt;br /&gt;              Assim, aquele que à meia-noite conseguir ir ao fundo da nora e encarar com o tesouro, aparecer-lhe-á a serpente, vigilante desde há muitas eras, que subirá pela espinha do aventureiro atrevido e lhe irá dar um beijo na testa. E eis que acontece o momento supremo da lenda e decisivo para o protagonista arrojado: se ele se arrepiar, ficará encantado no fundo da nora de onde não mais sairá, mas se vencer a serpente e não se arrepiar, ganhará o tesouro e usufruirá das suas imensas riquezas.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;           &lt;br /&gt;            Importa referir neste passo que é precisamente na Tradição Aldeã e Camponesa que esta forma de comunicação e de educação milenares se conservam ainda, apesar de tudo... Uma aldeia possui tradicionalmente os seus ritmos/ritos e os seus tempos/templos próprios, enquadrados naturalmente por Ciclos Anuais, correspondentes às festas religiosas locais e ao calendário dos trabalhos agrícolas, onde o sagrado e o profano se (con)fundem harmoniosamente.&lt;br /&gt;            Em última análise, os contos tradicionais e as lendas, de modo diverso, incorporam em si uma explicação do inexplicável. São contados pelo contador e são intuídas as mensagens pelos ouvintes, estabelecendo-se entretanto, uma relação mágica, total, holística, religiosa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Façamos aqui um parêntesis para focar muito rapidamente a importante problemática do Holismo, conceito relativamente recente nos meios científicos e culturais, contendo em si subjacentes as ideias de integração, de totalidade, numa perspectiva abarcante de toda a realidade humana que faz parte integrante das nossas relações quotidianas, enquadradas pela Natureza e pela Cultura, agora olhadas enquanto duas faces da mesma moeda. Neologismo que se poderá identificar com uma perspectiva globalizante da Vida numa visão macroscópica, sistémica e ecológica. Conceito que vai obrigatoriamente relacionar-se com a Visão Unitária da Vida e do Homem, em que nada se encontra desligado e ou separado de nada, interpenetrando-se os conceitos, os átomos e as acções do e no quotidiano...pois tal como nos deixou registado Hermes Trimagistos na sua Tábua de Esmeralda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;«É verdadeiro, completo, claro e certo. O que está em baixo é como o que está em cima e o que está em cima é igual ao que está em baixo, para realizar os milagres de uma única coisa.»&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;            Olhar os contos tradicionais a partir desta perspectiva holística, que tem tanto de abarcante como de sacralizante, permitir-nos-á a compreensão mais profunda das suas mensagens, permitindo-nos ainda, através dessas narrações, encontrar pontos comuns que unem as diferentes culturas, os diferentes povos e nações humanas, numa única Cultura Universal. A Linguagem e o substractum dos Contos Tradicionais são realmente Universais...&lt;br /&gt;            Aprofundando um pouco mais a perspectiva holística, vemos que as leis naturais começam a pouco e pouco a ser vistas como partes de um universo holístico no qual a ordem subjacente se desenvolve numa ordem muito explícita, que as leis naturais exemplificam em detalhe. Entidades e objectos separados não poderão ser significativamente estudados quando isolados do resto do universo. Existe uma relação mística (total) entre o observador e o observado, mesmo em disciplinas tais como, por exemplo, a física atómica. Existem muitos sistemas abertos inter-relacionados no mundo, incluindo diferentes unidades tais como o átomo, a célula biológica e o homem, que funcionam e evoluem, regulados pelo mesmo princípio auto-organizador no universo.&lt;br /&gt;            O homem espiritual e o homem holístico (o místico-religioso e o cientista) preocupam-se respectivamente com a busca do auto-conhecimento e com a busca das causas últimas da manifestação da Vida. Em última análise, ambas as demandas, com eventuais metodologias distintas, preocupam-se com a qualidade das coisas, com a Vida enquanto sinónimo de Totalidade, e, qualquer que seja o Caminho, qualquer que seja o início da pesquisa, a preocupação essencial e fundamental de ambos é caracterizada muito marcadamente por uma Ontologia das Origens, onde o Imaginário Real está presente, é, sempiternamente na base orgânica do entendimento do homem e da natureza em relação permanente com o Todo, isto é, com o Estado de Ser. Lembro uma curta citação de Menéndez Pelayo publicada nos seus “Estudios de Critica Literaria”, que diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        &lt;em&gt;      «Muchas puertas llevan a la encantada ciudad de la Fantasía: no nos empeñemos, pues, en cerrar ninguna de ellas, ni en limitar el número de los placeres del espíritu.»&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Tradicionalmente, contar um conto, o acto em si, reveste-se de uma importância relacional fora do comum, porquanto os sentidos da narração transmutam-se, através das vivências interiores, imaginárias, intuitivas dos ouvintes, em Sentidos para a Vida.&lt;br /&gt;            A disponibilidade na relação, o encontrar um sentido para a vida, são actos fundamentais para o homem moderno e citadino (re)descobrir.&lt;br /&gt;            Os contos tradicionais com a sua sabedoria milenar, poderão ajudar-nos a abrir as portas para uma relação humana qualitativamente diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Em última análise o homem é um ser intrinsecamente religioso. E encare-se este conceito na perspectiva de que o homem possui em si a capacidade de compreender e de efectuar a re-ligação das partes com o Todo. Re-ligar, eis a chave essencial para a compreensão do organismo homem e do organismo social – ambos vivos e susceptíveis de se reproduzirem e de evoluírem no tempo e no espaço das suas relações e interrelações na e com a Natureza.&lt;br /&gt;            O homem vive para penetrar e conhecer os segredos telúricos, sagrados e universais encerrados no Templo da Natureza, transformando-O e transformando-se. O animal atinge tão só o limiar do Portal dos Sages. O primeiro tem acesso ao Espírito Universal, o segundo fica prisioneiro da forma, e, subjugado, não consegue a verticalidade nem a liberação da mão (gesto) e da face (palavra), que o deveriam tornar num deus.&lt;br /&gt;            Nos contos tradicionais o homem comum, além da capacidade, tem a possibilidade de conhecer e de, através de transmutações de carácter mágico e onírico, penetrar esses segredos telúricos e aquela Tradição-Sageza que o transformam num Ser Real...&lt;br /&gt;            De tudo isto se evidencia que a importância da relação humana reside principalmente no Ser (Ser Consciente) e nunca no estar. Implicando este último concepções de espaço e de tempo limitadores da Relação Total. As partes são formadas pelas dimensões espaço-tempo enquanto que o Todo pertence à dimensão do Ser (Consciência, Logos), aquela dimensão que reside além das palavras e dos efeitos. O Ser adivinha-se através da Voz do Silêncio...&lt;br /&gt;            Analisemos então a palavra e a linguagem e a sua importância na Relação e na Comunicação humanas, sendo todos estes conceitos e realidades, de facto fundamentais para a vivência e para a compreensão dos Contos, ontem como hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;                            «(...) Se nós escutássemos o silêncio uns dos outros, em vez de meramente escutar palavras faladas, haveria maior compreensão e espírito de boa-vontade nas relações humanas. Justamente como numa melodia o que importa é o intervalo entre duas notas, também na vida é o intervalo entre as palavras e acções que é da maior significação. É neste intervalo que se pode perceber a qualidade de um ser. Ouvir a melodia é, portanto, compreender a qualidade dos homens e das coisas. (...).»&lt;/em&gt; (3)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O homem conseguiu um ganho cultural e espiritual na aquisição da linguagem. No entanto há que compreendê-la enquanto uma extensão (um meio) física e psicológica do ser humano e não enquanto um fim (uma causa). Há o perigo real de se confundir a extensão com a própria origem, com a própria fonte dessa extensão. Há o perigo, sempre presente, de se confundir o sujeito com o objecto, o ser com a manifestação desse ser.&lt;br /&gt;            Como disse o escritor, poeta, pintor e dramaturgo português Almada Negreiros:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                            &lt;em&gt;«Quando eu nasci, as frases que hão-de salvar a humanidade já estavam todas escritas, só faltava uma coisa – salvar a humanidade.»&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Por outro lado, o investigador moderno da Sabedoria Sagrada e dos Mistérios do Antigo Egipto, Schwaller de Lubickz numa das suas obras refere que «não é preciso imaginar nada: é preciso calar... e escutar... É preciso olhar no silêncio, sem querer ver e aceitar o Nada, porque ao que o homem denomina por “nada” isso é a Realidade».&lt;br /&gt;            Realmente uma das provas mais difíceis da Iniciação Tradicional é a do Silêncio. Em o que o neófito tem de se enfrentar a si próprio, em que tem que calar a mente tagarela e justificadora, as emoções constrangedoras e apaixonadas, as sensações ilusórias e deformadoras da Realidade, para que o Príncipe possa (re)descobrir a Princesa Adormecida no seu leito do Palácio Encantado e despertá-la para a Vida através de um beijo de Amor. Para que isto aconteça, a disponibilidade do Ser deverá ser total!&lt;br /&gt;            Diz-nos Mircea Eliade (4) que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt; «No mundo Ocidental, a iniciação no sentido tradicional e estrito do termo há muito que desapareceu. Mas os símbolos e os cenários iniciatórios sobrevivem a nível inconsciente, especialmente nos sonhos e universos imaginários.(...).&lt;br /&gt;              (...) Num mundo dessacralizado como o nosso, o “sagrado” encontra-se presente e activo principalmente nos universos imaginários. Mas as experiências imaginárias fazem parte do ser humano total, não menos importantes que as suas experiências diurnas. Isto quer dizer que a nostalgia das provas e cenários iniciatórios, nostalgia decifrada em tantas obras literárias e plásticas, revela o anseio do homem moderno por uma renovação total e definitiva, uma renovatio capaz de mudar radicalmente a sua existência. (...).»&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;            São as tradições, tais como as dos contos e lendas aldeãs, que, tanto pela sua riqueza antropológica e mítica, como pela sua complexidade vivencial, conferem toda uma idiossincrasia a um Povo e o ajudam a definir e a re-criar continuamente uma Identidade Cultural própria. Pela desmontagem dos ritos e dos mitos subjacentes a estes costumes adivinhamos o cruzamento de culturas, de crenças e de tradições de diferentes origens. Contudo, o olhar do investigador não deverá nunca ser limitado pelo dogma e/ou pela ideologia eventualmente dominantes, que cristalizam e condicionam pela sua acção, valores universais tais como a Verdade e a Liberdade entre os homens. É necessário cada vez mais olhar sem julgar, é necessário possuir a humildade que nos permitirá aprender com o próprio Povo, pois sem ele, não seríamos ninguém...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Como conclusão não gostaria deixar de frisar a importância de vivermos o dia-a-dia plenamente conscientes das mensagens de beleza, de riqueza e de harmonia que até nós chegam, nomeadamente por via da Sabedoria Popular Tradicional. Gostaria sinceramente que este pequeno contributo trouxesse alguma luz para melhor conseguirmos a compreensão de nós próprios, para melhor conseguirmos viver em harmonia e paz a Relação Humana, raiz do Desenvolvimento e da Cultura e clarificadora do Espírito. E, tal como nos transmitiu Rainer Maria Rilke, neste seu poema, mensagem de beleza e de esperança:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                        &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;       A Vida, não tentes compreendê-la,&lt;br /&gt;                                               e então ela será como uma festa.&lt;br /&gt;                                               E que cada dia te aconteça&lt;br /&gt;                                               como a uma criança que, ao caminhar,&lt;br /&gt;                                               de cada sopro do vento&lt;br /&gt;                                               vai recebendo presentes de flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                               Apanhá-las e guardá-las,&lt;br /&gt;                                               nem nisso pensa a criança.&lt;br /&gt;                                               Tira-as devagar do cabelo&lt;br /&gt;                                               onde se sentiam tão bem,&lt;br /&gt;                                               e estende as mãos aos jovens anos&lt;br /&gt;                                               para receber novas flores.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Rui Arimateia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;NOTAS:&lt;br /&gt;(1) Comunicação apresentada in I SEMINÁRIO INTERNACIONAL: CUENTOS Y LEYENDAS DE ESPAÑA Y PORTUGAL, Faculdad de Educación de Badajoz, 21 de Novembro de 1996&lt;br /&gt;(2) D. MARIO ROSO DE LUNA, in  “Prólogo” de Por el  reino encantado de Maya, Madrid, 1921 (pp.8-9).&lt;br /&gt;(3) MEHTA, Rohit – Procura o Caminho, São Paulo, Brasil, 1962 (pp.70-71).&lt;br /&gt;(4) ELIADE, Mircea – Origens, Lisboa, 1989 (p.152).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-4878108500934656377?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/4878108500934656377/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=4878108500934656377&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/4878108500934656377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/4878108500934656377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/11/o-conto-tradicional-e-realidade-do.html' title='O CONTO TRADICIONAL E A REALIDADE DO ETERNO PRESENTE'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-1329551290349770257</id><published>2009-11-22T19:40:00.000Z</published><updated>2009-11-22T19:44:39.621Z</updated><title type='text'>sol e lua   branco e negro   vida e morte ...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SwmUbCNflrI/AAAAAAAAANo/nsIi0ii_uAM/s1600/vida_e_morte1%5B1%5D.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407016019805836978" style="WIDTH: 254px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SwmUbCNflrI/AAAAAAAAANo/nsIi0ii_uAM/s320/vida_e_morte1%5B1%5D.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-1329551290349770257?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/1329551290349770257/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=1329551290349770257&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/1329551290349770257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/1329551290349770257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/11/sol-e-lua-branco-e-negro-vida-e-morte.html' title='sol e lua   branco e negro   vida e morte ...'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SwmUbCNflrI/AAAAAAAAANo/nsIi0ii_uAM/s72-c/vida_e_morte1%5B1%5D.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-340283364975434028</id><published>2009-11-22T19:30:00.004Z</published><updated>2009-11-22T19:47:10.657Z</updated><title type='text'>O CONTO DE ENCANTAR OU O ESPELHO NO FUNDO DO POÇO</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A minha Idade de Ouro&lt;br /&gt;é a minha Infância...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Uma abordagem aos Contos Tradicionais, aos Contos de Encantar reveste-se sempre de dificuldades acrescidas uma vez que estamos a tratar de aspectos ligados às profundezas psicológicas e espirituais de um povo.&lt;br /&gt;É uma matéria que por si só mereceria a organização de vários Encontros, exactamente pelo facto de ser extremamente rica e complexa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de introduzir nesta reflexão alargada a constatação da existência de uma CULTURA NATURAL em cada indivíduo, que permite o entendimento e a escuta de um em relação ao(s) outro(s), independentemente dos conhecimentos intelectuais e eruditos, dos conhecimentos técnicos e teóricos. Esta Cultura Natural terá mais que ver com as vivências acumuladas por cada um... com as capacidades que cada indivíduo possui, em si próprio, para responder positivamente aos desafios da Vida... com as necessidades de todos para a construção, juntamente com os seus semelhantes, de um mundo melhor, mais verdadeiro, mais belo e mais sensível...&lt;br /&gt;Será esta Cultura Natural a que se encontra na origem e na preservação ao longo de séculos dos Contos Tradicionais da Humanidade?&lt;br /&gt;Será esta a Cultura Natural que se encontra subjacente na essência dos Contos Tradicionais e dos Mitos que constituem aquela corrente de união subterrânea que liga indissoluvelmente as gerações humanas entre si? Independentemente de raças, de credos, de cores?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado consideremos a existência de uma Identidade Cultural Tradicional – Alentejana, Portuguesa, no nosso caso – que se encontra em risco de desaparecer dando lugar a qualquer coisa um tanto vaga, amorfa e uniforme, e para mais importada do exterior e ideologicamente caracterizada como europeísta e europeizante... não no sentido de se considerar uma Europa constituída e enriquecida por diferentes regiões, mas uma Europa considerada exclusivamente na sua vertente economicista e mercantil passando por cima das diferentes marcas e identidades culturais dos povos que nela se encontram e acentuando as clivagens socioeconómicas Norte/Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante o conjunto de problemas e de males sociais que se nos deparam nas relações sociais do quotidiano, o indivíduo, a família, os grupos sociais encontram-se cada vez mais espartilhados física, psicológica e espiritualmente.&lt;br /&gt;Problemas sociais tais como a falta de emprego; a competição desenfreada para a obtenção de um lugar que assegure um rendimento familiar mínimo; o rápido crescimento do extracto etário da 3ª Idade e a emergência urbana de uma 4.ª Idade. Males sociais como a droga e a tóxico-dependência, a violência, o racismo e a xenofobia que emergem por toda a parte.&lt;br /&gt;Tudo isto tem como resultado imediato a fragilização do indivíduo e da família. Tudo isto vai condicionar a sociedade, complicá-la e desestruturá-la, apontando-lhe um fim que quase podemos profetizar escatologicamente como estando próximo.&lt;br /&gt;Daí todos nós sabermos que a mudança terá de ter um carácter inadiável e inevitável para que valores como o Bom, o Belo e o Verdadeiro voltem à ribalta dos objectivos autênticos de sociedade e de socialização, e se constituam enquanto pragmáticas verdadeiramente humanas para reencontrarmos um Sentido para a Vida.&lt;br /&gt;Os contos de encantar, principalmente ao nível da prevenção, poderão ter um papel extraordinariamente importante para as crianças e para os adultos de hoje.&lt;br /&gt;Aspectos da Intervenção Sociocultural que têm que ver com a Prevenção, com a Educação e com a Mudança terão obrigatoriamente de ser reflectidos, e terão que, em conjunto, pugnar pela construção do Homem Novo.&lt;br /&gt;A função educativa dos contos de encantar poderá exactamente estar na importância do fornecer ao imaginário da criança e do fazer relembrar ao adulto a Grande Verdade Antiga, o Grande Mito Universal de que a Vida é Una e o Homem faz parte d’Ela, possuindo em si uma acção verdadeiramente criadora e transformadora. A Grande Imagem que o conto fornece é afinal constituída pelas grandes imagens paradigmáticas procuradas pelo homem ao longo dos tempos, tais como, e volto a referir, o Bom, o Belo e o Verdadeiro, tais como a Sabedoria, a Força e a Beleza...&lt;br /&gt;A possibilidade de criar imagens no seu íntimo, e de igualmente lhes conferir uma forma exterior, é uma qualidade essencial e singular do ser humano. A imagem possui para todos algo de fascinante e de arrebatador. Ainda hoje a vivência de imagens desempenha um papel deveras importante, conforme o demonstrou a rapidíssima ascensão sociocultural da televisão na nossa sociedade moderna.&lt;br /&gt;Poder-se-á dizer que o homem moderno tem fome de imagens. Contudo existem questões em certa medida problemáticas que nos são colocadas e sobre as quais importa reflectir de modo claro e consciente:&lt;br /&gt;– que qualidade de imagens consome a criança diariamente?&lt;br /&gt;– que qualidade de imagens o adulto fornece à criança, durante o seu desenvolvimento, principalmente durante os primeiros anos da sua formação como ser humano?&lt;br /&gt;Serão imagens que irão fortalecer a personalidade da criança com falsas necessidades (tais como o consumismo, a abundância, a guerra, o ódio, a violência gratuita, etc.) e falsos valores ideológicos? Ou, pelo contrário, vão fornecer-lhes imagens que contribuam construtivamente para a educação da vida social em comunidade e em relação como o que a rodeia? Fornecer-lhe imagens com o intuito de fazer com que os instintos agressivos/anti-sociais e negativos da criança se transformem em instintos virados para a socialização e coesão social do grupo ao qual pertence?&lt;br /&gt;A criança necessita de imagens que lhe forneçam valores essencialmente humanos e criativos; ao identificar-se com eles, na relação com os seus semelhantes vai querer usá-los, imitá-los, experimentá-los... em liberdade.&lt;br /&gt;Os homens de hoje somos seguidores acérrimos de um estar e de um ser a que convencionámos denominar por modernidade, e que caracterizámos segundo diversos itens conforme o nosso estado de espírito, o nosso grupo socioeconómico de pertença ou de referência, segundo a nossa ideologia, crença ou o nosso particular sistema de valores. No que diz respeito à nossa sociedade em particular, modernidade é, para o senso comum, sinónimo de consumo e este, por sua vez, contrapõe-se a estados do Ser e do Sentir, ignorando situações onde o Escutar e o Criar podem de facto permitir um Estar-em-plenitude com tudo o que nos rodeia. A modernidade e o consumismo hodiernos privilegiam o Ter e, em última análise, inviabilizam a concretização da célebre máxima socrática:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Homem, conhece-te a ti próprio!...&lt;br /&gt;E, conhecendo-te, conhecerás o Universo e os próprios deuses!...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens de hoje julgamos estar mais próximos da Verdade e da Realidade do que os nossos antepassados, para quem o contar contos de encantar tinha uma finalidade de re-creação... de recordação de vivências espirituais arcaicas, mas autênticas, porque transformantes e transformadoras, de mentalidades e de personalidades, principalmente ao nível da infância, onde tudo era bebido insaciavelmente até à última gota.&lt;br /&gt;Os homens de hoje, teremos nós capacidade para uma compreensão total da Verdade? Daquela Verdade cantada poeticamente e assumida de forma onírica e velada nos Contos de Encantar que até nós chegaram através da Tradição Oral?&lt;br /&gt;Para o homem de hoje, contudo, parece-nos inatingível uma profunda compreensão dessa mesma Verdade; e nós, para ultrapassar a frustração e a incapacidade que nos (a)parecem inatas, vimos transformando e espartilhando o que julgamos entender por Verdade em miríades de dogmas, de leis, de convenções, de teorias, que nos ajudam a dominar, ou antes, a domesticar e a tentar modelar, a nosso gosto, aquilo que julgamos ser a Realidade e a Vida... segundo os nossos próprios juízos e critérios. Sempre olhamos para o exterior de nós próprios quando queremos compreender qualquer mistério vital, sempre temos julgado que aquela Verdade intransponível e inacessível se encontra encerrada algures, em algum país longínquo, nalgum livro dito sagrado, em qualquer local ou pessoa investida de autoridade. Porém, e fazendo jus ao aforismo antigo que reza:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;«Não me procuraríeis se não me tivésseis encontrado já...»&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;resta-nos a possibilidade de encontrar algo, e esse algo estará encerrado no nosso próprio corpo, nos nossos genes, no nosso Ser... é o nosso génio ...&lt;br /&gt;Não obstante, no quotidiano, as pequenas verdades, as pequenas certezas que nos rodeiam, fluírem através de nós como os grãos de areia escorrem através da nossa mão aberta, a realidade que julgamos rodear-nos assume cada vez mais uma condição virtual. A matéria é olhada de modo completamente diferente pelo cientista deste fim de século, em relação ao seu colega de há vinte, trinta, quarenta anos... Toda a imensa evolução tecnológica e científica, apesar de nos abrirem novas perspectivas para a compreensão da matéria, da vida manifestada, vem-se também deparando com complexidades cada vez mais ténues, mais subtis, de cada vez em dimensões de estar e de ser mais inacessíveis, onde o acaso e a Consciência irão ter progressivamente alguma coisa a dizer... Nem na própria morte nós poderemos descansar o nosso espírito indagador, elegendo-a como a única certeza nesta vida...&lt;br /&gt;Poderemos então perguntar: o que nos resta, enquanto seres vivos dotados de inteligência, de capacidade de perguntar, de procurar e de encontrar?... Talvez tão só o tomar consciência dessa capacidade e sorrirmos perante aquela POSSIBILIDADE de viver o que dia-a-dia, minuto-a-minuto, acontece perante nós próprios, em nós próprios, e nos faz ouvir muito suavemente, muito subtilmente, no fundo da nossa ténue Consciência: «Fecha a mão!», e, ao fecharmos a mão, depararmos com três grãozinhos de areia que conseguimos suster... E com que alegria os olhamos, tal como uma criança olha um imenso tesouro formado pelas coisas mais sem significado, pelas coisas mais simples que encontrou ao sabor do vento durante as suas brincadeiras inocentes...&lt;br /&gt;Não queria deixar de vos apresentar um pequeno texto de Almada Negreiros, denominado &lt;em&gt;A Verdade&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;«Eu tinha chegado tarde à escola. O Mestre quis, por força, saber porquê. E eu tive que dizer: Mestre! quando saí de casa tomei um carro para vir mais depressa, mas, por infelicidade, diante do carro caiu um cavalo com um ataque que durou muito tempo.&lt;br /&gt;O mestre zangou-se comigo: Não minta! diga a verdade!&lt;br /&gt;E eu tive de dizer: Mestre! quando saí de casa... minha mãe tinha um irmão no estrangeiro e, por infelicidade, morreu ontem de repente e nós ficámos de luto carregado.&lt;br /&gt;O mestre ainda se zangou mais comigo: Não minta! diga a verdade!!&lt;br /&gt;E eu tive de dizer: Mestre! Quando saí de casa... estava a pensar no irmão de minha mãe que está no estrangeiro há tantos anos, sem escrever. Ora isto ainda é pior do que se ele tivesse morrido de repente porque nós não sabemos se estamos de luto carregado ou não.&lt;br /&gt;Então o mestre perdeu a cabeça comigo: Não minta, ouviu? diga a verdade, já lho disse!&lt;br /&gt;Fiquei muito tempo calado. De repente, não sei o que me passou pela cabeça que acreditei que o mestre queria efectivamente que lhe dissesse a verdade. E, criança como eu era, pus todo o peso do corpo em cima das pontas dos pés, e com o coração à solta confessei a verdade: Mestre! antes de chegar à Escola há uma casa que vende bonecas. Na montra estava uma boneca vestida de cor-de-rosa! Mestre! a boneca estava vestida de cor-de-rosa! A boneca tinha a pele de cera. Como as meninas! A boneca tinha tranças caídas. Como as meninas! A boneca tinha os dedos finos. Como as meninas! Mestre! A boneca tinha os dedos finos...»&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E conseguiremos reviver o estádio de infância que, qual Mito do Paraíso Perdido, se encontra à espera de um estímulo nosso para que desperte e, de certo modo, nos guie na nossa enfadonha caminhada de adultos, procurando a verdade absoluta e passando ao lado das muitas pequenas verdades que constituem a vida real do dia-a-dia?&lt;br /&gt;Tal como diz o Poeta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;não se gastou nem se perdeu a infância&lt;br /&gt;a nossa infância&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ficou junto escondida em qualquer canto da vida&lt;br /&gt;sem mudança igual a ser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como a vida que mora por dentro do viver&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (2)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o homem de hoje, os Contos de Encantar podem muito bem ser aqueles grãozinhos de areia, sem sentido para quem procura dogmas, convenções ou teorias complicadas e intricadas, aparentemente possuidoras de autoridade e poder, contudo vazias de sentido e de autenticidade. O Conto de Encantar poderá ser eventualmente aquela possibilidade de olharmos para nós e ao nosso redor e vermos algo diferente porque, realmente, não existem dois grãozinhos de areia iguais...&lt;br /&gt;Os homens de hoje, encontramo-nos a redescobrir os Contos de Encantar. Apesar de tudo teremos ainda em primeiro lugar de readquirir, de reaprender o conhecimento e a vivência espirituais imanentes no acto de contar um conto, sem complicações conceptuais nem preocupações didácticas... O acto de contar um conto, o acto de ouvir um conto, à noite, seja junto à lareira, ao redor de um aquecedor eléctrico, a olhar as estrelas... contém em si próprio qualquer coisa de ritual, de místico, de totalizante... Se não, experimentemos, contemos um conto – de fadas, de gigantes e de anões, de bruxas e lobisomens, de bichos falantes e encantamentos, de varinhas de condão e de cavalos voadores, etc. – a uma criança e tomemos, ao mesmo tempo, atenção ao que se passa nessa relação, observemos a criança: ela está a viver no seu interior o que escuta exteriormente, absorve as imagens que se desenrolam perante ela &amp;shy;– ela lembra-se, ela sente, ela entrega-se totalmente à acção e às imagens psíquicas que se formam na sua pequena cabeça.&lt;br /&gt;Importante é esta pequena reflexão sobre a infância em nós, adultos, por Franz Hellen (3):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;«A infância não é coisa que morra em nós, que seque uma vez cumprido o seu ciclo. Ela não é uma recordação. É o tesouro mais vivo, tesouro que continua a enriquecer-se à nossa custa... Infeliz aquele que não consegue recordar a sua infância! Voltar a captá-la em si como um corpo no seu próprio corpo, um sangue novo no sangue velho: esse terá morrido quando ela o deixou.»&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Goethe, um dos grandes poetas da humanidade e que cantou na sua obra poética muitos temas da Tradição Oral Popular, dizia dever o seu talento ao facto de ter tido uma infância rica em fantasia. É, de resto, conhecido um depoimento de sua mãe; afirmava ela:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;«O ar, o fogo, a água e a terra, apresentava-lhos eu como lindas princesas e toda a natureza tomava um sentido mais profundo. Inventávamos estradas entre as estrelas e as grandes cabeças que encontrávamos. Ele devorava-me com os olhos. E se o destino de qualquer um dos seus favoritos não era o que ele desejava, eu via isso logo na sua cara ou nos seus esforços para conter as lágrimas. Uma vez ou outra interrompia dizendo: – “Mãe, a princesa não casará com esse miserável alfaiate, mesmo que ele mate o gigante”. Aqui, eu parava e adiava a catástrofe até à noite seguinte. Assim, a minha imaginação era frequentemente substituída pela dele; e quando, na manhã seguinte, eu arranjava o destino em conformidade com as suas sugestões, dizendo “Tu adivinhaste, foi assim o que aconteceu”, ele ficava todo emocionado e podia-se ouvir o bater do seu coração». &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;(4)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Bruno Bettelheim: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;«Os contos de fadas, para além de uma deliciosa forma de entretenimento, têm um papel fundamental a desempenhar na estruturação da personalidade. São uma obra de arte elaborada ao longo dos séculos; uma dádiva de amor a que todas as crianças têm direito.»&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;E é ainda Bettelheim quem afirma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;«A história de fadas é essa dádiva de amor a ser partilhada por pais e filhos. É o presente que a humanidade lega às suas crianças e que ninguém tem o direito de impedir que sejam as crianças a desembrulhá-lo com felicidade!».&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Também a conhecida escritora de contos e histórias para a infância, Alice Vieira, refere:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;«Pode haver coisa mais bonita do que ouvir uma estória ao colo da mãe, do pai ou da avó? É como se as crianças pensassem: – “Há bruxas e papões mas eu estou segura, tenho quem olhe por mim”. É isto que eu chamo de “medo necessário”, um sentimento positivo que só faz bem à criança. O mal não é existirem bruxas nas histórias. É, sim, o de poucas mães ou avós terem tempo de as contar.»&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Percorramos todos os velhos contos que nos foram tão generosamente legados pela tradição dos séculos e, por toda a parte, se conseguirmos reter em nós o olhar perspicaz e pleno de confiança e inofensividade da criança, descobriremos os Sentidos da Vida, descobriremos a Palavra Perdida...&lt;br /&gt;O homem de hoje , tal como o homem de ontem, busca qualquer coisa – chamemos-lhe Realidade, Verdade, Deus, Felicidade, Sentido para a Vida...–, e tem-na procurado desde as mais remotas idades e em todas as Civilizações e Culturas. Aquela Palavra Perdida que a Humanidade incansavelmente procura deverá encontrar-se, sem dúvida, incluída em todos os mitos, em todas as fábulas, em todos os contos de encantar que a própria humanidade murmura para si mesma, há incontáveis séculos, se não milénios, tal como uma avozinha a contar histórias maravilhosas aos seus netos.&lt;br /&gt;E a criança aqui é um elemento-chave fundamental, pois tradicionalmente se considera ser preciso possuir o espírito de uma criança para conceber e para conhecer a Verdade encerrada em todos esses mitos.&lt;br /&gt;E porquê, neste virar de século – e de milénio –, os homens de hoje , pelo menos os que possuem responsabilidades ao nível da Educação, da Intervenção Sociocultural, da Psicologia, da Medicina e de muitas outras áreas afins e complementares, fazemos ressurgir os contos de encantar, compilamo-los, reeditamo-los, estudamo-los e discutimo-los de novo. E contudo, eles são tão antigos quanto o próprio ser humano. Não terá este ressurgimento, este renascimento cultural, que ver com todo um complexo aparelho psicológico de defesa do ser humano? Não estará a nossa sociedade, tal como a concebemos, a desestruturar-se nas suas fundações? Não estará um futuro desenraizado a desenhar-se à nossa frente? Não estarão as diferentes linguagens modernas – qual enorme nova Torre de Babel – incapacitadas para darem resposta aos novos desafios, que constantemente surgem diante dos homens, e incapacitadas para responderem aos anseios mais interiores e perenes da humanidade?&lt;br /&gt;É muito possível que uma das respostas nos seja dada mais ou menos indirectamente pelos contos, mais concretamente pelo acto de contar um conto, através da RELAÇÃO verdadeiramente humana que se estabelece nesse momento entre os seres envolvidos na acção. Uma relação onde impera principalmente a afeição, a partilha de um mistério, o amor.&lt;br /&gt;A relação que tradicionalmente se estabelece entre o contador de contos e os ouvintes – crianças, quase sempre – não poderá ser provocada, forçada, com objectivos artificiais, terá que fluir sem escolhos de qualquer espécie, terá de acontecer naturalmente, terá que brotar espontaneamente, de dentro para fora, e ir ao encontro do OUTRO. E porque o sentimento dominante é a afeição, o estar e o ser traduzem-se pela disponibilidade de contar e de escutar, daqui resultando um ganho interior em sensibilidade.&lt;br /&gt;O acto de contar um conto nos tempos remotos das nossas memórias acontecia naturalmente, tanto quanto o desabrochar de uma flor... acontecia e era um momento vivido como se fosse uma verdadeira dádiva dos deuses... quaisquer que eles fossem.&lt;br /&gt;A importância de um Sentido para a Vida era nesse acto transmitido e apreendido cabalmente.&lt;br /&gt;A dimensão universal das histórias de encantar tem uma correspondência directa com a verdade universal da nossa natureza humana enquanto legado comum. Em comum possuem aquela dinâmica universal resultante da eterna luta entre o bem e o mal, a guerra e a paz, a vida e a morte, a tolerância e a crueldade, a honestidade e a corrupção, a verdade e a mentira....&lt;br /&gt;Debrucemo-nos muito rapidamente sobre a sociedade moderna e poderemos ver como ela gera elementos desestruturantes, no sentido de não permitir a disponibilidade necessária para os homens, as mulheres e as crianças viverem, enquanto indivíduos, a Unidade de Vida veiculada por aquela mensagem arquetípica dos contos de encantar. Não esqueçamos, contudo, que em muitas histórias sobre a Criação e sobre Cosmogonias, a origem de tudo é descrita como um estado de Unicidade ou de Unidade, do qual emergem – e para o qual voltarão – os incontáveis seres e coisas deste mundo fenoménico manifestado. Essa Unicidade é também o coração de tudo; é o nosso SER mais profundo...&lt;br /&gt;A nossa moderna sociedade urbana caracteriza-se por exigir aos seus membros cada vez maior rapidez, em todas as relações humanas. Não há tempo para parar um momento, tudo possui rodas, o som foi ultrapassado, a vida quotidiana torna-se uma corrida contra-relógio. O êxito pertence ao mais rápido, ao mais competitivo (que raramente é o mais capaz...); “circular é viver, parar é morrer” – dizem os slogans publicitários nas bocas do senso comum. O lento, o velho (o idoso), encontra-se condenado, “arrumado”, no asilo, simplesmente à espera da libertação da sua “incapacidade” e da sua “lentidão”: a morte. O stress é o senhor da cidade. É urgente a mudança...&lt;br /&gt;Nesta sociedade tudo se consome, tudo se compra e se vende. Eis-nos perante a era dos “instantâneos”, do “pronto a servir”. A rapidez alia-se à eficiência para formar ou para satisfazer necessidades, muitas das quais artificiais, falsas. A alienação impera. É urgente a mudança...&lt;br /&gt;Da electricidade às auto-estradas da informática, dos audiovisuais à cibernética e à estimulação virtual, a evolução da electrónica nos últimos anos tem sido verdadeiramente alucinante. Terá o homem de hoje, teremos nós capacidade para dominarmos, para compreendermos estas mudanças radicais nos conceitos de tempo, de espaço, de matéria?...&lt;br /&gt;Qual o espaço psicológico reservado para o Sagrado não instituído?&lt;br /&gt;E o que terá isto tudo a ver com os contos de encantar e com o acto de os contar?&lt;br /&gt;Vejamos então:&lt;br /&gt;– As avós cada vez moram mais longe (e com certeza que não ficarão ligadas aos netos através da Internet!...).&lt;br /&gt;– Os pais cada dia têm menos tempo disponível para uma relação profunda, sem pressas, com os filhos.&lt;br /&gt;– A TV, o Vídeo, o Computador encontram-se sempre ligados nos sítios mais visíveis das casas.&lt;br /&gt;– As mentalidades urbanas e modernistas consideraram que as crianças deveriam ser poupadas a estes “contos absurdos”, que nada têm a ver com os problemas do país, com os exercícios militares no mar da China, com o rebentamento de minas na Bósnia, ou então com os massacres realizados pela UPA(5), nos anos 60 em Angola e fotograficamente tão bem documentados em revista de grande tiragem nacional... É urgente a mudança...&lt;br /&gt;– Os adultos começaram a considerar os contos como histórias de horrores, transmissores de sentimentos e pensamentos violentos, que traumatizavam as crianças - a geração futura – e vá de “suavizarem” os ditos contos: o João Ratão deixou de cair no caldeirão... A Bela Adormecida não se picou no fuso da fada má... À Branca de Neve, em vez de a ter mandado matar na floresta por caçadores, a madrasta mandou-a para um colégio interno...&lt;br /&gt;Do silêncio criador do conto de encantar quereremos dar às nossas crianças o silêncio apodrecido desta modernidade alienante? É urgente a mudança...&lt;br /&gt;O homem moderno, teremos de encontrar uma perspectiva diferente sobre os contos de encantar tradicionais, ou com o maravilhoso que é parte integrante de nós e nos rodeia permanentemente, mas perdemos a pureza do olhar e do gesto, e não conseguimos vê-lo. Contudo, há o outro lado do espelho, e há que descobrir o segredo da passagem e conseguir viver aquém e além da fronteira do espelho, símbolo do símbolo.&lt;br /&gt;Recordemos Victor Hugo quando afirma que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;«É no interior de nós próprios que é preciso olhar o exterior. O profundo espelho sombrio encontra-se dentro do homem. É lá que está o claro-escuro terrível... [sem sombra] Ao debruçar-nos sobre este poço, nós aí apercebemos a uma distância abismal, num círculo estreito, o mundo imenso...».&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não será o poço aqui referido o próprio ser humano? Não obstante, no conto de fadas, o poço representar a abertura de acesso ao mundo subterrâneo, onde se encontram as águas purificadoras das profundezas, onde está oculta a Pedra Filosofal dos antigos Alquimistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rui Arimateia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;NOTAS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) NEGREIROS, José de Almada - poesia , Lisboa, 1971 (p.179).&lt;br /&gt;(2) BRANCO, Beatriz Serpa -A Face e as Sombras, Évora,1969 (p.29).&lt;br /&gt;(3) Cit. por DURANT, Gilbert - a imaginação simbólica, Lisboa, 1979 (p. 85 - ‘Nota’ 45).&lt;br /&gt;(4) Cit. por BETTELHEIM, Bruno - Psicanálise dos Contos de Fadas, Lisboa, 1984 (p.195).&lt;br /&gt;(5) União dos Povos de Angola, movimento político liderado por Holden Roberto.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-340283364975434028?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/340283364975434028/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=340283364975434028&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/340283364975434028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/340283364975434028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/11/o-conto-de-encantar-ou-o-espelho-no.html' title='O CONTO DE ENCANTAR OU O ESPELHO NO FUNDO DO POÇO'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-3705672653895503094</id><published>2009-10-22T00:29:00.000+01:00</published><updated>2009-10-22T00:32:36.002+01:00</updated><title type='text'>O Grande Arquitecto do Universo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/St-Z7Rqf4zI/AAAAAAAAANg/HQMJYeEq_9w/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395200122246128434" style="WIDTH: 294px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/St-Z7Rqf4zI/AAAAAAAAANg/HQMJYeEq_9w/s320/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-3705672653895503094?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/3705672653895503094/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=3705672653895503094&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/3705672653895503094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/3705672653895503094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/10/o-grande-arquitecto-do-universo.html' title='O Grande Arquitecto do Universo'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/St-Z7Rqf4zI/AAAAAAAAANg/HQMJYeEq_9w/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-3501347198456826237</id><published>2009-10-22T00:28:00.000+01:00</published><updated>2009-10-22T00:29:45.202+01:00</updated><title type='text'>A TECNOLOGIA NO MUNDO DE HOJE: PERSPECTIVAS TEOSÓFICAS</title><content type='html'>No princípio era a mão e a mão criou o cérebro e do cérebro nasceu o homem… o ser pensante.&lt;br /&gt;Neste pequeno raciocínio estão subjacentes, em termos antropológicos os critérios de humanidade, que nos permitem compreender a evolução psicofisiológica do homem desde os seus princípios mais remotos.&lt;br /&gt;Da libertação da mão, ao aparecimento do cérebro e à emergência da Cultura como criação e extensão do próprio homem, um relativamente pequeno passo em termos da própria evolução do Universo, contudo de excepcional importância para o desenvolvimento físico, psíquico e espiritual dos seres humanos neste planeta.&lt;br /&gt;A Técnica, na sua génese, teve muito que ver com o domínio do “desocultamento”, da procura da verdade e do conhecimento pelos homens. Mas também esteve ligada a uma procura e a uma produção de sentidos, fazendo com que a actuação do homem na natureza tivesse possibilitado, por sua vez, uma liberação de energia, assim como a sua posterior utilização e acumulação, para seu próprio proveito.&lt;br /&gt;Este conhecimento, através da experiência como método, iria originar o desenvolvimento da Ciência, considerada esta, para o homem moderno, como uma teoria do real, sendo realidade tudo aquilo que se encontrasse diante de si próprio, tudo o que tivesse sido produzido e realizado perante si próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o homem ensaia o cérebro fora do seu próprio corpo, olhando o computador enquanto uma extensão da inteligência e da memória, duas funções fundamentais na criação da Cultura, da língua, dos ritos, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde pelo menos há cerca de dois milhões de anos que o homem vem progredindo, vem evoluindo e com ele tem igualmente evoluído a tecnologia e a ciência, permitindo um domínio e uma compreensão do mundo não alcançável por qualquer outro animal seu companheiro de viagem neste planeta, que no fundo é tão só poeira de estrelas, isto é, um minúsculo ponto nestes confins de um Universo para nós infinito e incomensurável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ciência e a Técnica, principalmente a partir do último século, evoluíram de uma maneira tão extraordinária, que nunca o homem ao longo da sua história, pensou que elas assim evoluíssem. Neste momento a progressão científica e tecnológica faz-se não de um modo contido e linear, mas “aos saltos”…&lt;br /&gt;E é salutar questionar: estarão elas ao serviço da Vida? Da Evolução? Ou ao serviço de um progresso desequilibrado, a que só alguns “eleitos” poderão explorar e usufruir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lema da Sociedade Teosófica “Não há Religião Superior à Verdade” se olhado, reflectido e vivido com seriedade por nós, teósofos, perceberemos que a sua formulação é sem dúvida alguma altamente científica. Se o utilizarmos para nos tentarmos compreender, através do auto-conhecimento e tentarmos compreender a realidade que nos rodeia vemos que desde sempre o homem teve este instrumento de auto-regulação do seu próprio crescimento e desenvolvimento mental e espiritual, na mão.&lt;br /&gt;A busca da Verdade através de um equilibrado auto-conhecimento permite-nos compreender que o Universo, a Natureza e o próprio Ser Humano são regulados por Leis Universais, as quais não nos são de modo algum desconhecidas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a Lei da Harmonia;&lt;br /&gt;a Lei da Diversidade;&lt;br /&gt;a Lei da Interdependência;&lt;br /&gt;a Lei da Acção e Reacção;&lt;br /&gt;a Lei da Analogia;&lt;br /&gt;a Lei da Evolução;&lt;br /&gt;a Lei da Unidade da Vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será a aplicação destas Leis que permitirão ao ser humano uma vivência verdadeiramente sã e sábia, possibilitando o estabelecimento do equilíbrio harmonioso do próprio planeta. Tenhamos consciência disso, pois que um pseudo progresso científico desenfreado, aliado a um modernismo tecnológico sem qualquer Ética levará, com toda a certeza, o nosso planeta à destruição, fará com que a Humanidade regrida para o limiar da animalidade onde a sobrevivência física da espécie será a única e última prioridade, e onde a Natureza Humana será desprovida daquela Sageza Perene que colocava o Homem no pedestal da própria divindade, fazendo justiça àquela afirmação milenar:&lt;br /&gt;“HOMEM, CONHECE-TE A TI PRÓPRIO… E, CONHECENDO-TE, CONHECERÁS O UNIVERSO E OS DEUSES!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, a partir de meados do século XX, uma nova abordagem metodológica foi surgindo e começou a ser seriamente encarada pelos investigadores dos nossos dias – a perspectiva Holística.&lt;br /&gt;Um modo de pensar abarcante, total e unitário, que olha as várias disciplinas do conhecimento do homem e da Natureza sempre em relação umas com as outras, não compartimentalizando e não separando, mas integrando o conhecimento, como um todo.&lt;br /&gt;Este método revolucionário, sendo relativamente recente, não é novo pois que, a Perspectiva Holística que, por um lado significa total e por outro sagrado, contrapõe-se àquela maneira de ser que fragmenta a realidade e que toma a parte pelo todo, que prefere a análise à síntese.&lt;br /&gt;Por outro lado, a perspectiva holística, para o homem, é, afinal, o acordar da totalidade dele próprio e do seu enquadramento vital criativo, no qual ele poderá desenvolver ou despertar a sua essência espiritual. Consequentemente, a consciencialização desta Unidade, em si própria, confere ao homem uma imensa responsabilidade perante a Natureza, suas Leis e Evolução.&lt;br /&gt;Esta nova descoberta irá consequentemente provocar transformações radicais na ordem estabelecida anteriormente e surgirá então uma nova Cultura e uma nova Ciência.&lt;br /&gt;A aproximação holística apresenta-se como um fio condutor que unirá, unificará e reunirá as várias ciências e filosofias num novo movimento com uma nova e consequente dinâmica de intervenção ao nível dos conceitos e das práticas de concepção do mundo.&lt;br /&gt;Como consequência, a política, a economia e a tecnologia mudarão de carácter, assim como mudará igualmente a relação de dependência Norte/Sul, do Ocidente em relação ao Terceiro Mundo e em última análise, mudarão as relações que os homens estabeleceram entre si e o Universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Holismo, é portanto, um neologismo que se poderá identificar com uma perspectiva globalizante da Vida numa visão macroscópica, sistémica e ecológica.&lt;br /&gt;Focando-nos na realidade Teosófica, relacionaremos obrigatoriamente o Holismo com a visão Unitária da Vida e do Homem, em que nada se encontra desligado e ou separado de nada, interpenetrando-se os conceitos, os átomos e as acções do e no quotidiano… Conceito metodológico que contém em si, subjacentes, as ideias de integração, de totalidade, numa perspectiva abarcante de toda a realidade humana que faz parte integrante das nossas relações quotidianas, enquadradas pela Natureza e pela Cultura – duas faces da mesma moeda…&lt;br /&gt;Num enfoque do macro-social passamos do modelo reducionista economicista para um outro modelo totalmente novo onde a complexidade da relação humana e da sua actuação equilibrada no Cosmos acontece e se desenvolve harmoniosamente. Afinal existe uma alternativa de Intervenção para o Homem! E esta aparece através do diálogo e da mudança, através da Ecologia, da Física, da Filosofia, da Biologia… Através da tentativa de construção séria e responsável de um mundo novo, de um homem novo, que se quer dinâmico e não-dogmático, profundamente atencioso e necessariamente em transformação e em evolução contínuas.&lt;br /&gt;Estarão, contudo, criadas as condições para o aprofundamento desta relação nova que aproxima inevitavelmente a parte e o todo? Entre mim e a flor à minha frente constitui-se, forma-se, existe uma Vida Única e Una – talvez esteja aqui a chave da nova relação transformante e transformadora…&lt;br /&gt;Holisticamente, causa e efeito não são opostos, mas constituem um todo indivisível, reflectido na percepção individual que emerge com uma nova consciência, abarcando o Universo na sua totalidade… Será deste pressuposto que terá de brotar uma nova atitude face à Realidade e às relações humanas, complexas por natureza, quotidianamente implementadas nos vários níveis e sectores da intervenção social, cultural, científica… e durante as próprias actividades comezinhas do dia-a-dia… Mas, repito, haverá condições para aprofundar verdadeiramente a relação profunda que existe entre a parte e o todo? Entre o observador e o observado? Entre mim e a flor está a Vida Una, o Todo Indivisível, mas quiçá oculto porque ainda não despertei para a Percepção Total… onde a Voz do Silêncio e o Cântico da Criação vibram em Uníssono por todo o Universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não esqueçamos nunca que os primeiros degraus para alcançarmos a Sabedoria Divina são: “Vida limpa, mente aberta, coração puro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paz a todos os Seres.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Rui Arimateia - “Textos Teosóficos XIV”&lt;br /&gt;Évora, Ramo “Boa-Vontade” da Sociedade Teosófica de Portugal&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-3501347198456826237?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/3501347198456826237/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=3501347198456826237&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/3501347198456826237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/3501347198456826237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/10/tecnologia-no-mundo-de-hoje.html' title='A TECNOLOGIA NO MUNDO DE HOJE: PERSPECTIVAS TEOSÓFICAS'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-7730325922330955428</id><published>2009-10-20T00:39:00.000+01:00</published><updated>2009-10-20T00:41:35.007+01:00</updated><title type='text'>Ao fundo... a Luz!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Stz5CjTsp7I/AAAAAAAAANY/DIQq-Lwl06o/s1600-h/img_7649%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394460275915925426" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Stz5CjTsp7I/AAAAAAAAANY/DIQq-Lwl06o/s320/img_7649%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-7730325922330955428?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/7730325922330955428/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=7730325922330955428&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/7730325922330955428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/7730325922330955428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/10/ao-fundo-luz.html' title='Ao fundo... a Luz!'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Stz5CjTsp7I/AAAAAAAAANY/DIQq-Lwl06o/s72-c/img_7649%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-1711530874273934966</id><published>2009-10-20T00:38:00.000+01:00</published><updated>2009-10-20T00:39:49.868+01:00</updated><title type='text'>INICIAÇÃO</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não dormes sob os ciprestes,&lt;br /&gt;Pois não há sono no mundo.&lt;br /&gt;… … … … … … … … … …&lt;br /&gt;O corpo é a sombra das vestes&lt;br /&gt;Que encobrem teu ser profundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem a noite, que é a morte,&lt;br /&gt;E a sombra acabou sem ser.&lt;br /&gt;Vais na noite só recorte,&lt;br /&gt;Igual a ti sem querer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas na Estalagem do Assombro&lt;br /&gt;Tiram-te os Anjos a capa.&lt;br /&gt;Segues sem capa no ombro,&lt;br /&gt;Com o pouco que te tapa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então Arcanjos da Estrada&lt;br /&gt;Despem-te e deixam-te nu.&lt;br /&gt;Não tens vestes, não tens nada:&lt;br /&gt;Tens só teu corpo, que és tu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, na funda caverna,&lt;br /&gt;Os Deuses despem-te mais.&lt;br /&gt;Teu corpo cessa, alma externa,&lt;br /&gt;Mas vês que são teus iguais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;… … … … … … … … … … …&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sombra das tuas vestes&lt;br /&gt;Ficou entre nós na Sorte.&lt;br /&gt;Não ‘stás morto, entre ciprestes.&lt;br /&gt;… … … … … … … … … … …&lt;br /&gt;Neófito, não há morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FERNANDO PESSOA&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-1711530874273934966?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/1711530874273934966/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=1711530874273934966&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/1711530874273934966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/1711530874273934966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/10/iniciacao.html' title='INICIAÇÃO'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-6620931903437944904</id><published>2009-10-14T20:01:00.003+01:00</published><updated>2009-10-14T20:06:17.321+01:00</updated><title type='text'>A Demanda</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/StYg1G_cv-I/AAAAAAAAANQ/GcT8YdC2e9c/s1600-h/Bras%C3%A3o+S%C3%A9.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392533700604641250" style="WIDTH: 198px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/StYg1G_cv-I/AAAAAAAAANQ/GcT8YdC2e9c/s320/Bras%C3%A3o+S%C3%A9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/StYgXP8j2QI/AAAAAAAAANI/NwhGRampjio/s1600-h/pedra+armas+SE.bmp"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;                Desenho de A. Couvinha&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-6620931903437944904?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/6620931903437944904/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=6620931903437944904&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/6620931903437944904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/6620931903437944904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/10/demanda.html' title='A Demanda'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/StYg1G_cv-I/AAAAAAAAANQ/GcT8YdC2e9c/s72-c/Bras%C3%A3o+S%C3%A9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-4502541143760778539</id><published>2009-10-14T19:58:00.001+01:00</published><updated>2009-10-14T20:01:43.181+01:00</updated><title type='text'>ÉVORA TERRA MISTÉRICA</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Uma História...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terá sido por altura dos primórdios do Renascimento Eborense que eventualmente terão sido produzidas as cenas iconográficas das assim denominadas "Casas Pintadas", mais concretamente do Claustrim, cuja entrada se faria pela antiga Rua do Coudel-Mor (hoje Travessa das Casas Pintadas). É interessante referir que as pinturas que deram origem ao topónimo Rua das Casas Pintadas (hoje Rua de Vasco da Gama) já nos finais do século XIX eram memória segundo nos referiu Felipe Simões, que já não as viu in loco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uns tempos estando eu numa das frequentes visitas àquele local mágico, apreciando mais uma vez as pinturas a capela, o jardim o ar que se respira, o silêncio, a paz..., aparece uma outra visita. Era um senhor de uma certa idade já avançada, de rosto e postura nobres mas de uma simplicidade a toda a prova, que constatei quando me dirigiu a palavra e estivemos um bom bocado a conversar sobre aquele tesouro que se desocultava perante nós.&lt;br /&gt;Sabe – disse-me ele –, para a fundação de Évora, criou-se um mundus onde a terra dos antepassados dos fundadores ficou depositada o que por sua vez transformou a Évora-em-devir num espaço sacralizado. Nesse mundus ficaram igualmente concentradas todas as forças anímicas, benéficas e maléficas, que são parte constituinte daqueles fundadores míticos – materializadas e manifestadas nos seus desejos mais íntimos, nas suas aspirações mais profundas, nas suas crenças e mais sinceras convicções, na sua força interior, para o bem e para o mal.&lt;br /&gt;Com o decorrer dos séculos – continuou o intrigante personagem – aquele espaço sagrado de criação e de construção foi profanado e do mundus libertaram-se forças poderosas e terríveis. A Acrópole continuou a receber e a assumir os espaços sagrados e sacralizados das diferentes religiões – naturalistas, deístas, muçulmanos e pagãos – e todas privilegiaram daquele espaço. Até aos nossos dias chegaram-nos o Templo Romano profanado, mas também a extraordinária obra dos construtores medievos, que é a Catedral de Santa Maria.&lt;br /&gt;Contudo, com as forças, anteriormente concentradas no mundus, libertadas e em livre movimentação pela cidade, os hierofantes cristãos conseguiram dominar e fixar pictoricamente estas energias elementais num pequeno claustro, que nos séculos XV e XVI foi património dos Coudeis-Mor e Capitães da Cidade de Évora, da família Silveira-Henriques, cujo brasão ainda podemos observar num fecho de abóbada existente na capela anexa ao claustrim.  Visão extraordinária a daqueles bestiários cristalizados no local - desde a hidra a monstros alados até ao bestiário tradicional do Alentejo. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-4502541143760778539?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/4502541143760778539/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=4502541143760778539&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/4502541143760778539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/4502541143760778539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/10/evora-terra-misterica.html' title='ÉVORA TERRA MISTÉRICA'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-8338509304944630362</id><published>2009-10-08T01:27:00.000+01:00</published><updated>2009-10-08T01:28:38.078+01:00</updated><title type='text'>o caminho e o portal no limiar</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Ss0yDdNTCMI/AAAAAAAAANA/dj3NRueP9_k/s1600-h/O+CAMINHO.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390019363993749698" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 231px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Ss0yDdNTCMI/AAAAAAAAANA/dj3NRueP9_k/s320/O+CAMINHO.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-8338509304944630362?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/8338509304944630362/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=8338509304944630362&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/8338509304944630362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/8338509304944630362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/10/o-caminho-e-o-portal-no-limiar.html' title='o caminho e o portal no limiar'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Ss0yDdNTCMI/AAAAAAAAANA/dj3NRueP9_k/s72-c/O+CAMINHO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-3582748538613670915</id><published>2009-10-08T01:23:00.000+01:00</published><updated>2009-10-08T01:26:31.299+01:00</updated><title type='text'>SOBRE O CONTO DA TRADIÇÃO ORAL III</title><content type='html'>Nesta nossa moderna sociedade de consumo, acorrentado pelo egoísmo, e sobrevalorizando o pequenino eu omnidevorador, o  homem comum organizou o quotidiano a seu modo e à sua medida, à medida dos seus interesses, aprisionou-o com sistemas de valores, com tradições, com ideologias, escamoteando a Realidade do que É. Contrapôs a tradição-ideologia à Tradição-Sabedoria, paradigma e essência dos Contos da Tradição Oral de todas as Culturas e de todas as épocas. Pois que, enquanto que a primeira tem como objectivos pragmáticos a apropriação do outro; a segunda aponta para a Libertação do Eu e do Outro, baseada na Sageza das Idades, sem idade, sem tempo, sem lugar...&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;            Eis uma pequena história paradigmática:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Um Santo Homem, percorrendo os Caminhos do Mundo, encontrou-se casualmente com o Diabo. Este dava  mostras de estar bastante satisfeito ao observar um outro homem que pulava e gesticulava de alegria.&lt;br /&gt;            Chegando o Santo junto do Diabo, perguntou-lhe a razão do seu regozijo. E este respondeu-lhe:&lt;br /&gt;            – É que aquele homem acaba de encontrar a Verdade!&lt;br /&gt;            – Sim? – retorquiu-lhe o Santo.&lt;br /&gt;            – Mas não contribuirá esse achado para enfraquecer o Mal e a Ignorância, o Erro e a Guerra, o Sofrimento e o Ódio, sobre a Terra?! E como poderás estar tu, Senhor da Ilusão, tão contente com o achado?&lt;br /&gt;            – Não te preocupes  com isso! – respondeu-lhe o Diabo.&lt;br /&gt;            –É que eu vou ajudá-lo a organizá-la!!!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Olhando esta imensa complexidade que é o mundo em que  vivemos, tendo em conta os inúmeros factores subjectivos, todavia reais, que nos rodeiam e nos condicionam: a Cultura e os aspectos da nossa própria idiossincrasia; a História e os movimentos sociais; a Economia e a luta pela sobrevivência; a Natureza e a adaptação ao meio físico; etc. Perante todos estes factores, e muitos outros se poderiam nomear, a Vida humana é uma verdadeira aventura. Mas é essa Vida, esse Quotidiano que nos faz continuamente despertar para o facto de estarmos vivos e em relação. Encarar o Quotidiano como um autêntico Mestre é para nós, detentores de eu, um autêntico desafio. A despersonalização, a ausência de egoísmo, poderão fazer nascer aquela disponibilidade e aquela humildade que se encontram na origem da Atitude Religiosa. Atitude que nos permite abraçar e abarcar o Mundo do Real e fazer-nos compreender o Eterno Presente, o total entendimento dos Mistérios e a sua cabal realização pelo Homem... Alguns contos da tradição oral desvelam um pouco a real possibilidade que o homem possui dentro de si para viver uma relação de autêntica disponibilidade para o mundo e para o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Em face das mais atrás referidas realidades dicotómicas de apropriação do mundo, é fundamental estarmos conscientes das relações de poder exercidas pelo urbano face ao rural, da cidade face à aldeia, isto para  apresentar um exemplo corrente nos nossos dias do exercício, de facto, do etnocentrismo sócio-cultural.&lt;br /&gt;            É importante termos em conta as diferentes Identidades Culturais que frequentemente se complementam de modo harmonioso.&lt;br /&gt;            É urgente consciencializarmos a riqueza das relações humanas, da linguagem e das práticas autenticamente tradicionais... a fim de que se torne emergente uma autêntica coesão social entre as diferentes propostas e práticas culturais. Porque são estas diferenças e esta complexidade de relações que torna a Cultura tão rica e tão importante para o bem estar social dos grupos humanos.&lt;br /&gt;            É indispensável nós não esquecermos de que todos os homens e mulheres são sujeitos com um DIREITO inalienável à PALAVRA, em LIBERDADE.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;            Termino com um pequeno excerto de Rainer Maria Rilke e sem mais comentários pelo facto do mesmo ser bastante significativo e gerador de reflexão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            «Eu acabo de pronunciar a palavra Liberdade. Parece-me que nós adultos, vivemos num mundo onde não existe nenhuma liberdade. A liberdade é uma lei em movimento que cresce e se desenvolve com a alma do homem. As nossas leis já não são mais as nossas. Ficaram para trás enquanto que a vida corria... Conservámo-las por avareza, por ambição, por egoísmo. Mas antes de mais: por medo. Não as quisemos ter connosco, sobre as vagas, na tempestade ou em pleno naufrágio. Elas devem estar em segurança. E como as deixámos assim ao abrigo de qualquer perigo, sobre a margem, elas petrificaram-se. E eis a causa da nossa angústia: que tenhamos leis em pedra.»   [“Samskola”, in «Oeuvres 1 – prose», 1966 (pág.265).]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rui Arimateia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-3582748538613670915?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/3582748538613670915/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=3582748538613670915&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/3582748538613670915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/3582748538613670915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/10/sobre-o-conto-da-tradicao-oral-iii.html' title='SOBRE O CONTO DA TRADIÇÃO ORAL III'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-3233596686508076314</id><published>2009-10-05T10:31:00.001+01:00</published><updated>2009-10-05T10:33:01.603+01:00</updated><title type='text'>Mercedes Sosa: a voz dos sem voz</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Ssm9DKausqI/AAAAAAAAAM4/sJU-849YCjE/s1600-h/Mercedes_Sosa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389046291159233186" style="WIDTH: 314px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Ssm9DKausqI/AAAAAAAAAM4/sJU-849YCjE/s320/Mercedes_Sosa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Mercedes Sosa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-3233596686508076314?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/3233596686508076314/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=3233596686508076314&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/3233596686508076314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/3233596686508076314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/10/mercedes-sosa-voz-dos-sem-voz.html' title='Mercedes Sosa: a voz dos sem voz'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Ssm9DKausqI/AAAAAAAAAM4/sJU-849YCjE/s72-c/Mercedes_Sosa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-6978261620994680954</id><published>2009-10-05T10:00:00.006+01:00</published><updated>2009-10-05T10:38:19.009+01:00</updated><title type='text'>MERCEDES SOSA, 1935 - 2009</title><content type='html'>Morreu ontem a cantora Mercedes Sosa.&lt;br /&gt;Nasceu em San Miguel de Tucumán, no noroeste argentino, a 9 de Julho de 1935. Tinha ascendência &lt;em&gt;mestizo&lt;/em&gt;, francesa e da etnia Quechua.&lt;br /&gt;Morreu a 4 de Outubro de 2009 em Buenos Aires.&lt;br /&gt;Mercedes Sosa foi uma cantora muito popular na América Latina e um pouco por todo o mundo, também em Portugal.&lt;br /&gt;O seu cante tinha raízes na música folclórica argentina, tendo-se tornado uma das expoentes do movimento da &lt;em&gt;Nueva Canción&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Mercedes Sosa era conhecida como &lt;em&gt;"a voz dos sem voz"&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Ouvir o seu cante é fazê-la re-viver dentro de quem a escuta, a sente...&lt;br /&gt;Recordemo-la com o inesquecível canto "Gracias a la Vida":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=WyOJ-A5iv5I"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=WyOJ-A5iv5I&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-6978261620994680954?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/6978261620994680954/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=6978261620994680954&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/6978261620994680954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/6978261620994680954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/10/mercedes-sosa.html' title='MERCEDES SOSA, 1935 - 2009'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-8255439989931810067</id><published>2009-10-05T09:24:00.001+01:00</published><updated>2009-10-05T09:31:55.103+01:00</updated><title type='text'>criança... imaginação</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Ssmta4YMVtI/AAAAAAAAAMw/Qr9CxzyG8eE/s1600-h/P+Klee.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389029106447570642" style="WIDTH: 226px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Ssmta4YMVtI/AAAAAAAAAMw/Qr9CxzyG8eE/s320/P+Klee.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Pintura de Paul Klee&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-8255439989931810067?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/8255439989931810067/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=8255439989931810067&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/8255439989931810067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/8255439989931810067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/10/pintura-de-paul-klee.html' title='criança... imaginação'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Ssmta4YMVtI/AAAAAAAAAMw/Qr9CxzyG8eE/s72-c/P+Klee.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-5713505898061497733</id><published>2009-10-05T09:22:00.000+01:00</published><updated>2009-10-05T09:23:30.216+01:00</updated><title type='text'>SOBRE O CONTO DA TRADIÇÃO ORAL II</title><content type='html'>Gostaria de recordar aqui as palavras, plenas de sentido e oportunidade, da psiquiatra norte-americana Jean Shinoda Bolen:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            «A criança que sabe instintivamente a verdade acerca do que ama e quem ama, também reage a histórias que são verdadeiras no sentido mítico mais profundo. Para fazermos o mesmo, precisamos ser a criança dentro de nós, que é receptiva ao maravilhamento e à magia, que escuta sem críticas e entra na história a sério, e uma pessoa sensata que sabe que a história é verdadeira metaforicamente.»  [in BOLEN, Jean Shinoda – Travessia para Avalon, Planeta Editora, 2.ªEdição, Lisboa, 1996.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Ao debruçar-nos sobre o universo do Conto da Tradição Oral, inserimo-nos necessariamente, se o quisermos compreender na sua globalidade e na sua complexidade, em duas problemáticas diferentes, todavia complementares: a das Sociedades Tradicionais não urbanas e a da Identidade Cultural caracterizadora de um conjunto de indivíduos que partilham um espaço geográfico comum ao longo de um tempo indefinido mas que trocam entre si experiências de vida.&lt;br /&gt;            As diferenças que aponto entre sociedades urbanas e sociedades rurais – embora aquelas possam estar matizadas culturalmente por um ruralismo por vezes disfarçado, inconsciente, ou até mesmo recusado –, saltam mais vividamente aos nossos olhos se analisarmos as relações humanas na perspectiva de olharmos e questionarmos a construção do quotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Assim, verificamos que o quotidiano é constituído pela sucessão de pequenos momentos presentes, infinitesimais, para que, em última análise, a Consciência e o Ser possam evoluir, através da prática e da experiência. Percepcionado globalmente por nós, é por nós também deturpado por juízos de valor, justificados e condicionados por variadissimos factores e diferentes realidades:&lt;br /&gt;            – a política, que o tenta domesticar e arrumar, segundo as conveniências e as ideologias dos Senhores do Poder Dominante;&lt;br /&gt;            – as religiões instituídas, que o tentam encarcerar em sistemas de valores dogmáticos, ao serviço de grupos de interesse e igualmente de poder;&lt;br /&gt;            – a ciência, que o tenta esmiuçar, analisar e explicar para, em última análise, as mais das vezes o colocar ao serviço dos detentores dos poderes político e económico;&lt;br /&gt;            – o consumo, que o tenta enquadrar numa lógica economicista no mercado da oferta e da procura capitalista: a venda de quotidianos é moeda corrente na nossa sociedade com as novas indústrias do turismo e do lazer;&lt;br /&gt;            – a moda, que muitas vezes, através de práticas alienatórias, o procura neutralizar, realizando uma amálgama confusa de valores que lhe estão subjacentes na vida real: vejamos por exemplo a empresa multinacional da Benetton [passe a publicidade!] e as suas grandes campanhas oportunísticas que efectua, na televisão, nos jornais e nos demais meios de informação de massas, recuperando a seu favor (e numa lógica de promoção de vendas dos seus produtos) valores socialmente negativos – racismo, sida, fome, morte... sofrimento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            É importante questionarmo-nos, depois desta breve análise: e o nosso quotidiano, como é?! Isto é, e o quotidiano que nós próprios construímos e estamos a construir sem cessar, qual é?! Qual a sua originalidade?! De que criação e/ou recriação somos nós responsáveis?!&lt;br /&gt;            Estas condicionantes do quotidiano estão assimiladas nas sociedades urbanas e encontram no mundo rural mentalidades expectantes e simultaneamente passivas, pois não dominam as linguagens e as práticas propostas nomeadamente através dos meios de comunicação massificantes, com especial relevo para a televisão.&lt;br /&gt;            Necessariamente que os contos, nos seus tempos e nos seus ritmos tradicionais, nas suas mensagens e conteúdos,  são influenciados, alterados, encontrando-se hoje praticamente em vias de extinção, muito acelerada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Um factor de uniformização/desestruturação cultural por excelência, que vem embotando a sensibilidade, o espírito crítico e a inteligência, principalmente das crianças e jovens, é a televisão, não só pelas suas programações, mas também pelo facto deste “instrumento” não ser utilizado racionalmente pelas famílias e pelas instituições com responsabilidades principalmente no domínio da Educação.&lt;br /&gt;            Gostaria de referir um trabalho extremamente interessante da autoria de Karl Popper e John Condry, denominado significativamente – Televisão: um perigo para a Democracia, [Col.’Trajectos’, N.º29, Ed. Gradiva Publicações,Lisboa,1995.] em que o segundo autor, a certo passo, refere:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              «A televisão não revela verdadeira curiosidade, que falta muitas vezes às crianças que estão habituadas a vê-la muito tempo. Sistema omnisciente por excelência, não deixa espaço ao mistério. Para penetrar nos verdadeiros mistérios é preciso tempo; isso pressupõe também à partida autênticos conhecimentos e situações reais para os estimular. » [op. cit., pág.48]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Daquele tempo sem tempo, de relação humana autêntica, de comunhão entre sujeitos, que é o de contar um conto, seja pela avó seja por um outro contador, e do tempo passado em frente do écran da TV, em termos qualitativos, encontramos um espaço abissal... Em caso de dúvida, experimentemos...&lt;br /&gt;            Contar um conto é um acto criativo... O acto de ouvir um conto não é de modo nenhum um acto passivo. A criança fica envolvida por uma egrégora de símbolos, signos e significações que vão permitir-lhe a criação de pontos de referência vivenciais: paradigmas de auto-identificação, os quais vai querer imitar, qualidades que lhe vão permitir realizar, imaginar e exprimir, em última análise, a distinção entre o mal e o Bem arquetípicos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              E continua mais à frente J. Condry:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              «Será dar provas de excesso de romantismo recordar que, nos séculos anteriores, as fábulas e os contos ocupavam uma grande parte da vida das crianças e que, ainda não há muito tempo, se lia para as crianças mais pequenas e se estimulavam as mais velhas para esta actividade? Hoje, em muitas famílias, a televisão substituiu os contos por histórias modernas, homogéneas, mas menos coerentes. O tempo passado a vê-las desvia as crianças da leitura; a sua capacidade de ler é pouco desenvolvida; aliás, atribui-se pouco valor  a esta actividade. (...).» [op. cit, pág.64] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            É bastante elucidativo o título do artigo em que o autor faz publicar estas reflexões: «Ladra do tempo, criada infiel», reportando-se à televisão. Perante as imagens da televisão, o diálogo torna-se inexistente. As capacidades de imaginação e de reflexão tornam-se secundárias, correndo inclusivamente o risco de se atrofiarem. Se à partida a televisão foi considerada um meio privilegiado de comunicação e de explicação das relações vivenciais para uma melhor compreensão do mundo, hoje, consideram os referidos autores, aquele meio de comunicação serve quase exclusivamente para vender produtos disponíveis nos mercados – isto é, sem publicidade comercial a televisão não existia, pelo menos tal como a conhecemos hoje! –, assumindo-se como um veículo transmissor e ao serviço das ideologias dominantes, consumistas, violentas e normalizadoras dos gostos, dos hábitos e das mentes dos seus consumidores...&lt;br /&gt;             &lt;br /&gt;            E é ainda Condry que afirma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; «As crianças têm tanta necessidade de se conhecerem a si próprias como ao mundo exterior; e só poderão fazer essa aprendizagem realizando as suas próprias experiências e estando em contacto com outros seres humanos. O que faz falta às crianças é mais experiência e menos televisão.» [op. cit, pág.66]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Não é por acaso que nos encontramos a viver uns tempos em que a busca das raízes &amp;shy;– sociais, culturais, históricas – se tornou fundamental. No fundo trata-se do homem à procura de si próprio, das suas origens. Nunca o conceito de Património teve tanta importância, nunca as iniciativas tendentes à sua defesa e preservação tiveram tantos apoios institucionais.&lt;br /&gt;            Um certo revivalismo, dirão alguns, está na base das muitas recolhas de contos e lendas das tradições orais um pouco por todo o lado. Contudo, certo é que todas estas buscas, recolhas e sua posterior divulgação têm um objectivo comum e único: a procura da Identidade Cultural.&lt;br /&gt;            &amp;shy; Já no tempo de José Leite de Vasconcellos se detectavam sinais de mudança em termos da vivência do conto tradicional pelos indivíduos e a sua decrescente importância nas relações familiares, tal como este depoimento registado pelo Professor de uma mulher de Tolosa: “Dantes passava-se o serão a contar contos... Agora não!»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rui Arimateia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-5713505898061497733?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/5713505898061497733/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=5713505898061497733&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/5713505898061497733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/5713505898061497733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/10/sobre-o-conto-da-tradicao-oral-ii.html' title='SOBRE O CONTO DA TRADIÇÃO ORAL II'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-5622048525717979436</id><published>2009-10-04T23:16:00.000+01:00</published><updated>2009-10-04T23:19:50.772+01:00</updated><title type='text'>contar um conto... ouvir um conto...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SskfL7_nnNI/AAAAAAAAAMo/ZDudGyGsUYs/s1600-h/untitled2.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388872719069060306" style="WIDTH: 254px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SskfL7_nnNI/AAAAAAAAAMo/ZDudGyGsUYs/s320/untitled2.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;G. Doré&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-5622048525717979436?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/5622048525717979436/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=5622048525717979436&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/5622048525717979436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/5622048525717979436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/10/contar-um-conto-ouvir-um-conto.html' title='contar um conto... ouvir um conto...'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SskfL7_nnNI/AAAAAAAAAMo/ZDudGyGsUYs/s72-c/untitled2.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-9009264006178193534</id><published>2009-10-04T23:12:00.002+01:00</published><updated>2009-10-04T23:16:31.787+01:00</updated><title type='text'>SOBRE O CONTO DA TRADIÇÃO ORAL I</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A acção – fictícia nos dias de hoje – passa-se numa aldeia algures no Alentejo. Contudo poderia ter-se generalizado a uma das muitas aldeias doutras regiões de diferentes países:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ó Avó, conte-nos um conto...&lt;br /&gt;– Pois sim, vamos ali para o pé do lume que tem um belo braseiro, e estejam sossegados.&lt;br /&gt;–Ó Avó, conte-nos aquele da Serpente e da Nora – grita a Joana.&lt;br /&gt;– Não! Esse não – replica o João –, antes aquele da Guiomar, a filha do Diabo...&lt;br /&gt;E volta-lhes a Avó, com um sorriso cheio de ternura e um olhar já perdido nos confins da sua infância, época saudosa em que ela, por sua vez, tinha ouvido esses mesmos contos à sua Avó velhinha:&lt;br /&gt;– Pois muito bem, hoje vou contar-lhes o Conto do Soldado Estragado, que vocês nunca ouviram.&lt;br /&gt;– Sim, sim, conte-nos, conte-nos! – gritavam entusiasmados os petizes, antecipando o prazer e os momentos mágicos da narração, que daí a pouco se transformaria numa autêntica viagem imaginária através de reinos longínquos pejados de heróis, cujas façanhas seriam protagonizadas por eles próprios...&lt;br /&gt;E fez-se um silêncio total, em que só se ouvia, para além das respirações ofegantes, o crepitar das chamas... E todo o espaço envolvente era preenchido pela presença da Avó e pelos olhos desmedidamente abertos, e ávidos de palavras, das crianças.&lt;br /&gt;E começa ela, repetindo frases e gestos milenares, reactualizando os sentidos e as realidades desde há muito vividas, sentidas e contadas de geração em geração:&lt;br /&gt;– Era uma vez... e a Comunicação aconteceu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Soldado Estragado era um homem que não aprendia nada na tropa, foi sempre militar... E atão, como ele ‘tava sempre na tropa, os outros subiam e abalavam e ele ficava sempre na tropa e ‘tava sempre na mesma – puseram-lhe “o Soldado Estragado”.&lt;br /&gt;Depois, havia um rei – naquele tempo era os reis – e tinha uma filha que todas as noites gastava sete pares de botas com as solas de ferro e ninguém sabia aonde era – isto é uma espécie de um encanto, néi? – ninguém sabia aonde e atão, o qu’é qu’o, o rei, fez?: começou a pôr uma sentinela todas as noites a guardar a filha para saber aonde é que ela gastava aqueles sete pares de botas. Ora!... e adepois quem nã soubesse, no outro dia era morto!&lt;br /&gt;Foi lá um, no outro dia, coitadito!, nã sabia de nada... mataram-no.&lt;br /&gt;Foi outro, mandaram outro!&lt;br /&gt;Chegou lá, no outro dia, os sete pares de botas outra vez só com as empenhas!... Solas já nã tinha... Outro morto!&lt;br /&gt;Mandaram outro. Mas aquele outro, tinha já mais uns galões do que os outros e pensou assim:&lt;br /&gt;– Ora esta! Eu vou ver se o Soldado Estragado quer ir por mim, pode ser que ele saiba...&lt;br /&gt;Foi-lhe dizer e ele nã quis.&lt;br /&gt;– Eu não, não quero... atão os outros – ele era assim muito abrutalhado – vão matá-los e agora vou p’ra lá eu por querer? Eu não!...&lt;br /&gt;No outro dia mandaram-no a ele. Então foi ele, coitado! E pôs-se a pensar no qu’é que havia de fazer à vida, p’ra saber o qu’é que havia de fazer... Ora, abalou... abalou assim pela estrada abaixo, chegou lá a um chafariz assentou-se, muito aborrecido da vida, a pensar o qu’é que havia de fazer... ainda não estava aborrecido de viver...&lt;br /&gt;Apareceu uma velhinha com um chapéu na cabeça:&lt;br /&gt;– Atão soldadinho! O que estás a fazer?&lt;br /&gt;– Ora, estou aqui muito aborrecido...&lt;br /&gt;– Atão?!...&lt;br /&gt;– Atão, a filha do rei todas as noites gasta sete pares de botas com as solas de ferro... e mandam um militar fazer guarda todas as noites, de sentinela, p’ra saber onde ela gasta os sete pares de botas e se não souber é morto. Já mataram três... E agora calhou-me a mim e eu vim-me embora... Agora vou p’ra lá, não sei tal e qual como os outros e o qu’é qu’eu faço?&lt;br /&gt;– Olha filho, tu vás... tu vás saber...&lt;br /&gt;Era Nossa Senhora, aquela velhota.&lt;br /&gt;– Tu vás saber...&lt;br /&gt;– Eu?... Ná!... Eu nã vou...&lt;br /&gt;– Vás! Vás!...Olha, vai e toma lá uma borrachinha, – e deu-lhe uma borrachinha – metes’a aí por dentro do colarinho da camisa. E depois, quando ela te disser assim: – “Soldado, temos d’ir deitar!”–, tu tens já a borrachinha preparada e ela antes de se deitar dá-te uma chávena de chá... E tu nã bebas o chá, mete-o para dentro dessa borracha. E depois, ela diz: – “Soldado, vamos deitar.”, e tu vás-te deitar. E depois vem uma música muito grande... Quando tu ouvires uma grande música, assim um grande barulho dum trem ou coisa assim, tu ‘tás alerta p’ra quando ela sair, tu saíres também. E deu-lhe um saco para ele levar qu’é para trazer as empenhas das botas. – E ela depois, quando vem aquela grande música, corre à cama e dá-te umas espetadelas com um alfinete, e tu aguentas-te... Nã te queixas, fazes que ‘tás a dormir como se tivesses bebido o chá – que era o chá das dormideiras.&lt;br /&gt;Bom, ele assim fez... Lá se fiou nos paleios da velhota, que ele nem sabia que era Nossa Senhora, pois... E foi... Foi lá fazer guarda, e ela, às tantas, disse-lhe assim:&lt;br /&gt;– Então Soldado, são horas de irmos deitar, não?...&lt;br /&gt;– Nã será mal, não, menina princesa, e tal...&lt;br /&gt;Bom, ela então:&lt;br /&gt;– Eu vou fazer o chá.&lt;br /&gt;Foi fazer o chá. Foi-lhe dar uma chávena de chá e ele não o bebeu. Toma! Dentro da borrachinha...&lt;br /&gt;E ela:&lt;br /&gt;– Soldado, temos de ir deitar, não?&lt;br /&gt;– Parece que já vou a estar com sono... Então vá, vamos deitar – disse ele.&lt;br /&gt;Foi-se deitar. E daí a nada, estava assim a fazer que estava a dormir e sempre a pensar, sempre aflito... Quando ele ouve aquele grande barulho e levantou-se logo à coca. Ora... Daí a nada vem ela com um alfenete e, zumba!! duas ou três espetadelas com o alfenete, e ele coitadito até... Mas aguentou-se e nunca disse nada, pra ver se sabia...&lt;br /&gt;Porque o rei dizia que aquele que fosse capaz de saber onde ela gastava os sete pares de botas, casava com ela...&lt;br /&gt;Depois, pegou no saquinho e oh! abre! atrás dela. Porque aquilo estava preparado para ela não o ver... Ela não o via...&lt;br /&gt;Ela amontou-se no trem.&lt;br /&gt;Era ela que era amiga do Diabo Grande e o trem era puxado pelos diabos pequenos. Era tudo diabos.&lt;br /&gt;Bom, passaram ao Jardim do Cobre, e houve uma voz que disse assim:&lt;br /&gt;– Lá vai a Princesa da Austra, com a sua companhia toda atrás! – eram os diabos.&lt;br /&gt;E ele colheu um raminho de cobre e meteu-o dentro da algibeira do casaco.&lt;br /&gt;Passaram ao Jardim da Prata:&lt;br /&gt;– Lá vai a Princesa da Austra, com a sua companhia toda atrás!&lt;br /&gt;E ele colheu um raminho de prata e meteu-o na algibeira.&lt;br /&gt;Passaram ao Jardim do Ouro:&lt;br /&gt;– Lá vai a Princesa da Austra com a sua companhia toda atrás.&lt;br /&gt;E ele colheu um raminho de ouro. E levou os três raminhos.&lt;br /&gt;Chegou lá e era um salão muito bonito, muito em luxo. Nossa Senhora tinha-lhe dito para ele se sentar num banco qualquer que não havia novidade, qu’ela não o via. E ele pegou no saquinho e sentou-se num banco. E a princesa andou dançando: foram sete voltas e cada uma volta era um par de botas... E ele apanhava as empenhas e metia dentro do saco. Depois, acabou as sete voltas, tocaram a abalar, ele veio para o trem e trouxe o saco com os sete pares de empenhas das botas e trouxe os raminhos na algibeira.&lt;br /&gt;No outro dia, foi tudo fazer a festa ao Soldado Estragado porque naquele dia é que se iriam ver livre dele:&lt;br /&gt;– Eh! Soldado Estragado! Hoje é que é o fim, e tal...&lt;br /&gt;E ele disse:&lt;br /&gt;– Ah! Ah! Os outros ficaram cá e não souberam mas é que eu já sube onde é que ela gastou os sete pares de botas.&lt;br /&gt;– O qu’é que tu sabes, mê mintiroso?! – disse ela logo.&lt;br /&gt;– Sei que você foi ao Inferno, bailhar com o Diabo Grande e abalou daqui puxada pelos diabos piquenos e passámos ao Jardim do Cobre e houve uma voz que disse: “Lá vai a Princesa da Austra com a sua companhia toda atrás”, e está aqui um raminho de cobre que eu colhi... Passámos ao Jardim da Prata e houve outra voz que disse: “Lá vai a Princesa da Austra com a sua companhia toda atrás.”, está aqui um raminho de prata que eu colhi... E passámos ao jardim do Ouro e houve outra voz que disse: “Lá vai a Princesa da Austra com a sua companhia toda atrás.”, e aqui está outro raminho de ouro que eu colhi... E lá, você deu sete voltas em volta da sala a bailhar com o Diabo Grande, cada uma volta foi um par de botas, estão aqui as empenhas delas...&lt;br /&gt;E ela encantou-se...&lt;br /&gt;Nã queria casar com ele e por isso encantou-se e disse:&lt;br /&gt;– Só peço ao mê pai que me ponha uma sentinela na capela todas as noites.&lt;br /&gt;E atão ela desapareceu, encantou-se!...&lt;br /&gt;Foi uma sentinela p’rá capela nessa noite... e no outro dia não estava lá. No outro dia foi outra e no outro dia não estava lá...Três! Foram três!...&lt;br /&gt;Havia lá um que lhe calhou, e foi então ter com o Soldado Estragado, p’ra ele ir por ele, p’ra desempenhar o papel dele... O outro pagou-lhe bem, já nã sei aquanto é que era... era lá do tempo dos reis, ou nã sei quê... E atão ele foi. Mas começou com medo de nã ser capaz de desempenhar o papel como tinha sido na outra e abalou pela tal dita estrada outra vez e foi para o tal chafariz... Assentou-se, nã via a velhota e assentou-se lá a pensar...&lt;br /&gt;Apareceu a velhota ao fim de um bocado.&lt;br /&gt;– Atão soldadinho, atão?!...&lt;br /&gt;– Ai! Deixe-me lá!...&lt;br /&gt;– Atão como é que te vistes com a princesa?&lt;br /&gt;– Bem. Mas atão e agora?... Agora que ela pediu uma sentinela ao pai dela, e todas as noites lá vai estar um e no outro dia de manhã já lá nã está!...&lt;br /&gt;– Atão, ela come-os!... – Disse a velhota.&lt;br /&gt;Pior ele ficou...&lt;br /&gt;– Ah! Mas atão agora é qu’eu lá nã vou...&lt;br /&gt;– Vás sim. Tu vás lá.&lt;br /&gt;– Eu nã vou...&lt;br /&gt;Ela lá lhe começou a dizer:&lt;br /&gt;– Vás... Olha, vás p’ra lá e pões-te atrás do altar... E ela aparece à meia-noite a bradar à sentinela mas tu nã respondas!... E nã queiras saber, deixa que ela depois abala...&lt;br /&gt;Bom, ele foi... Lá foi de sentinela e assim que marcou a meia-noite, aparece ela...&lt;br /&gt;– Oh! Sentinela!!... Oh! Sentinela!!... – Dentro da tal capelita.&lt;br /&gt;E ele, nada...&lt;br /&gt;E ela novamente:&lt;br /&gt;– Oh! Sentinela!!... Oh! Sentinela!!...&lt;br /&gt;E ele nada...&lt;br /&gt;E ela, por fim, disse:&lt;br /&gt;– Mal haja os favores que o meu pai me faz... – E nisto desapareceu, abalou.&lt;br /&gt;E ele ficou.&lt;br /&gt;No outro dia, foram ver, lá estava o Soldado Estragado... o Soldado Estragado nã teve prejuízo...&lt;br /&gt;Ora, calhou outro ir p’ra lá, desapareceu outra vez, no outro dia...&lt;br /&gt;No outro dia calhou outro, foi logo ter com o Soldado Estragado, a pagar-lhe bem, e ele foi outra vez pela tal estrada abaixo, p’ró tal chafariz. Chegou lá, apareceu a tal velhota:&lt;br /&gt;– Atão soldado, atão como é que te destes?&lt;br /&gt;– Ah! Eu dê-me bem! Ela por aí andou às trombadas... – Dizia ele.&lt;br /&gt;– Atão agora vás lá outra vez.&lt;br /&gt;– Eh! Nã vou... Já tenho medo.&lt;br /&gt;– Nã tenhas medo... Vás e agora pões-te atrás da pia da água benta e nã queiras saber, deixa-a gritar... Nã lhe digas nada.&lt;br /&gt;Bom, lá o convenceu, com muita conversa e ele atão lá foi... Foi lá p’ró pé da pia da água benta e apareceu ela outra vez à meia-noite, a gritar à sentinela. E ele, nada... E ela lá andou aos gritos, aos gritos como da outra vez e ele nã acudiu e ela disse:&lt;br /&gt;– Mal haja os favores que o meu pai me faz... – E abalou outra vez.&lt;br /&gt;No outro dia lá estava o Soldado Estragado.&lt;br /&gt;No outro dia calhou a outro e esse foi logo ter com ele, já nã esperou então mais demasias... Já via que só o Soldado Estragado é que era capaz de desempenhar o papel... Foi logo ter com ele.&lt;br /&gt;Ele, abalou outra vez pela tal estrada abaixo, lá ter com a tal velhota outra vez. Lá ao tal chafariz, depois aparecia a velha...&lt;br /&gt;– Atão e que tal?...&lt;br /&gt;– Eh! Agora é qu’eu já lá nã vou.&lt;br /&gt;– Vás, vás! Agora é a última vez.&lt;br /&gt;– Nã vou, qu’ela agora já dava urros e batia ali quase ao pé dos meus pés e dizia assim muitas brutidades...&lt;br /&gt;– Não... Tu vás! Tu agora vás e pões-te a fazer que estás a dizer missa... Pões-te ao altar, vestes a opa do padre e pões-te ao altar a fazer que dizes missa, e ela, aparece-te a bradar e tu nã respondas...&lt;br /&gt;Ele foi, pôs-se lá, e ela andou a gritar, a gritar à sentinela e ele nã lhe respondeu e ela correu p’ra ele e agarrou-se a ele e disse-lhe:&lt;br /&gt;– Ai! Soldado Estragado! Sempre me ganháste...&lt;br /&gt;Porque aquele que descobrisse é que casava com ela... Sempre foi ele que a descobriu e sempre foi ele que casou com ela... Ela já nã pôde abalar porque ficou desencantada. No outro dia o Soldado Estragado casou com a Princesa desencantada e assim acabou este conto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Este conto da tradição oral popular foi recolhido na Freguesia de S. Sebastião da Giesteira, Concelho de Évora, no Inverno de 1983, no decorrer de uma sessão do Curso de Alfabetização de Adultos que na época decorria na aldeia. Foi contado pela Senhora Jerónima, trabalhadora rural, há muitos anos residente nesta aldeia; por sua vez terá ouvido o conto a um seu antigo manageiro. Na transcrição para a linguagem escrita, procurou-se que a oralidade fosse minimamente respeitada, tendo em vista o reconhecimento da sua musicalidade e do seu expressionismo próprios.&lt;br /&gt;Conto com características narrativas mistas pertencentes ao maravilhoso cristão com elementos arcaicos da tradição pagã, versões fragmentadas deste conto foram publicadas por José Leite de Vasconcellos. [in «Contos Populares e Lendas», I: Conto n.º 320-’A Princesa que rompia sete sapatos numa noite’ (pág.636); Conto n.º 321-’A Princesa de Áustria e o Zé Pequeno’ (pág.638); Conto n.º 322-’Os Sapatinhos de Ferro’ (pág.640).]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Rui Arimateia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-9009264006178193534?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/9009264006178193534/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=9009264006178193534&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/9009264006178193534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/9009264006178193534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/10/sobre-o-conto-da-tradicao-oral-i.html' title='SOBRE O CONTO DA TRADIÇÃO ORAL I'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-3580679797082592452</id><published>2009-09-22T22:05:00.002+01:00</published><updated>2009-09-22T22:09:54.389+01:00</updated><title type='text'>complexidade no movimento</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Srk8eoAoRCI/AAAAAAAAAMg/pIq3weDfdL8/s1600-h/070808_blog.uncovering.org_sven-geier_coral-reef_big%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384401326331937826" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 256px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Srk8eoAoRCI/AAAAAAAAAMg/pIq3weDfdL8/s320/070808_blog.uncovering.org_sven-geier_coral-reef_big%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;fractal&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7678614957261142903-3580679797082592452?l=evoraoculta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://evoraoculta.blogspot.com/feeds/3580679797082592452/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7678614957261142903&amp;postID=3580679797082592452&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/3580679797082592452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7678614957261142903/posts/default/3580679797082592452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://evoraoculta.blogspot.com/2009/09/complexidade-no-movimento.html' title='complexidade no movimento'/><author><name>Emanuel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16275686784038745382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/SqfmPcSlfMI/AAAAAAAAALY/Kk4X4Ddc3ZM/S220/foto+03.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ROeXi_Vz-8Q/Srk8eoAoRCI/AAAAAAAAAMg/pIq3weDfdL8/s72-c/070808_blog.uncovering.org_sven-geier_coral-reef_big%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7678614957261142903.post-5391228768634155976</id><published>2009-09-22T21:55:00.003+01:00</published><updated>2009-09-22T22:05:47.193+01:00</updated><title type='text'>A TEOSOFIA E O QUOTIDIANO</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Dizia Almada Negreiros que “Quando eu nasci, as frases que hão-se salvar a humanidade já estavam todas escritas, só faltava uma coisa – salvar a humanidade”.&lt;br /&gt;Com a Teosofia, com a Sageza Universal, passa-se uma coisa semelhante – a Sua essência é a mesma após milénios de evolução espiritual humana. O que foi transmitido pelas Vedas, pelo Tao, pelos Upanishads, pela Kabala, pelo Talmude, pela Bíblia, pelo Corão, etc., etc., etc., poderá ser sintetizado pelas palavras de Mestre Jesus, o Cristo, no Evangelho Segundo São João, XIII-34:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Um mandamento novo eu vos dou: amai-vos uns aos outros.&lt;br /&gt;Como eu vos amei, vós também amai-vos uns aos outros.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Sabedoria Antiga tem sido transmitida em círculos mais ou menos f
